quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

36 Buddha Pássaro


           
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Ei moradores do ar ...etc.” – Esta história foi contada pelo Mestre enquanto em Jetavana, sobre um Irmãos cuja cela queimou.

Tradição diz que um Irmão, tendo recebido um tema de meditação do Mestre, foi de Jetavana para a terra de Kosala e lá morou numa cabana na floresta na borda da vila. Bem, durante o seu primeiro mês de moradia lá a cela pegou fogo. Ele contou aos camponeses, dizendo, “Minha cela pegou fogo; vivo sem conforto.” Eles disseram, estamos na seca agora; te ajudaremos quando tivermos aos campos irrigados.” Quando a irrigação tinha terminado, disseram que tinham que plantar; quando o plantio terminou, tinham que levantar cercas; quando as cercas estavam levantadas, tinham que foiçar, colher e debulhar; até que com um trabalho após o outro, passou-se três meses inteiros.

Depois de três meses dormindo ao ar livre em desconforto, aquele Irmão desenvolveu seu tema de meditação mas não podia seguir adiante. Então, após o festival Pavāranā que termina a Estação das Chuvas, ele voltou para o Mestre, e, com saudação devida, sentou no lado. Depois de gentis palavras de boas vindas, o Mestre disse, “Bem, Irmão, viveste feliz durante a estação das chuvas? Seu tema de meditação terminou em sucesso?” O Irmão contou a ele tudo que aconteceu, adicionando, “Como não tinha morada adequada, o tema de meditação não seguiu adiante.”

Disse o Mestre, “Em tempos passados, Irmão, mesmo os animais sabiam o que era adequado e não. Como você não soube?” E assim falando, contou uma história do passado.

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Certa vez quando Brahmadatta reinava em Benares ( Varanasi ), o Bodhisatva nasceu como pássaro e viveu ao redor de uma árvore gigante com largos ramos, à frente de uma companhia de pássaros. Um dia, quando os ramos da árvore roçavam-se um no outro, e a poeira começou a cair e logo veio a fumaça. O Bodhisatva consciente disto, pensou consigo mesmo: - " Se estes dois galhos roçarem-se um contra o outro deste jeito farão fogo; e o fogo tomará conta das folha velhas, e toda a árvore queimará. Não podemos viver; a coisa certa a fazer é apressar-nos para outro lugar." E repetiu esta estrofe à companhia dos pássaros:-

Ei moradoresdo ar, que nestes ramos
buscam morada, marquem as sementes de fogo
que esta árvore terrena está alimentando! Busquem abrigo :
- em vôo ! Nossa acreditada fortaleza ancora a morte!

Os sábios pássaros que seguiam os conselhos do Bodhisatva, de uma vez só elevaram-se nos ares e foram a outro lugar em sua companhia. Mas os tolos disseram, “É sempre assim com ele; está sempre vendo crocodilos numa poça d’água.” E eles, não escutando as palavras do Bodhisatva, ficaram onde estavam. Num curto tempo, justo como o Bodhisatva previu, chamas realmente irromperam, e a árvore pegou fogo. Quando a fumaça e a chama irromperam, os pássaros, cegos pela fumaça, foram incapazes de fugir; um a um foram caindo nas chamas e sendo destruídos.

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“Assim, Irmãos,” disse o Mestre, “em tempos passados mesmo os animais que moravam no topo da árvore, sabiam o quê era adequado e não. Como você não soube?” Sua lição terminada, ele pregou as Verdades, no final das quais aquele Irmão ganhou o Fruto do Primeiro Caminho. Também, o Mestre mostrou a conexão e identificou o Jātaka dizendo, “Os discípulos do Buddha eram então os pássaros que escutavam ao Bodhisatva, e eu mesmo era o sábio e bom pássaro.”











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