quinta-feira, 25 de junho de 2009

319 Rahula Perdiz

319
“Vida feliz...etc.” - Esta foi uma história contada pelo Mestre enquanto vivia no Mosteiro de Badarika próximo a Kosambi, relativa ao ancião Rahula. A história introdutória já foi relata inteira no Jataka 16. Bem quando os Irmãos no Salão da Verdade louvavam o venerável Rahula e falavam dele como aficcionado à instrução, escrupuluso e paciente na censura, o Mestre entrou e escutando deles o tema da conversa disse, “Não apenas agora mas anteriormente também Rahula possuiu todas estas virtudes.” Então contou a eles uma lenda do passado.
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Certa vez quando Brahmadatra reinava em Benares, o Bodhisatva nasceu numa família brahmin. E quando cresceu, estudou todas as artes em Takkasilā (Taxila ), desistindo do mundo dedicou-se a vida ascética no Himalaia, e desenvolveu todas as Faculdades e Consecuções [ N. do tr.: Este refrão 'Faculdades e Consecuções' se refere a grande Ciência / Piedade da Arte da Yoga : Yama, Niyama, Asana, Pranayama, Pratyahara, Dharana, Dhyana, Samadhi. Asana é a Yoga mais próxima, aquelas posturas, com nomes de bichos até. Asanas são as posições que se faz em aulas de Yoga normalmente. Samadhi é o Livramento, Emancipação, Moksha. Final. Princípio / Fim. 'En arke ...' : Em princípio / fim... . Dhyana é a meditação. Pranayama, o trabalho da respiração. E uma das duas que falta, a Confissão. Yama e Niyama é o seguimento das Dez Mandamentos : 5 para cada mão, duas tábuas de pedra ]. Lá no prazer da meditação enstática habita num bosque agradável indo certa vez numa viagem a uma vila da fronteira em busca de sal e vinagre. O povo, vendo-o, tornou-se crente e construiu uma cabana de folhas na floresta, fornecendo os requisitos Budddhistas, uma casa para ele.
Nesta época um caçador de pássaros desta vila pegou uma perdiz de isca e colocando-a numa gaiola cuidadosamente a treinou, cuidado dela. Levando-a para floresta com seu grito de isca, todas as outras perdizes se aproximavam. E a perdiz pensou : “Por minha causa muitos do meu povo encontram a morte. Este é um ato mau meu.” Desde modo ficando quieta. Quando o patrão dela a encontrou quieta, bateu com um bambu na cabeça dela. A perdiz com a dor que sentiu soltou um grito. E o caçador de pássaros ganhava a vida fazendo outras perdizes de isca através dela. Então a perdiz pensou : “Bem, suponhamos que elas morram. Não há nenhuma intenção má da minha parte. As consequências más dos meus atos, me afetam ? Quando fico quieta, elas não vêm, mas quando grito, elas vêm. E tudo que vem este sujeito pega e mata. É um ato mau de minha parte aí, ou não há ?” Daí em diante o único pensamento da perdiz é, “Quem verdadeiramente pode resolver minha dúvida ?” e procurava um tal sábio homem. Bem, um dia o caçador de pássaros apanhou muitas perdizes e com o cesto cheio delas, chegou no eremitério do Bodhisatva pedindo um gole d'água. E colocando a gaiola próxima ao Bodhisatva, bebeu um poucod'água e deitou n'areia para descansar. A perdiz vendoq ue ele estava dormindo pensou, “Perguntarei a este asceta sobre a minha dúvida e se ele souber resolverá minha dificuldade.” E deitada em sua gaiola, repetiu a primeira estrofe na forma de uma pergunta :-

Vida feliz levo todo dia,
Comida abundante me sobra:
Ainda assim num caminho lamentável
Qual será meu futuro estado ?

O Bodhisatva resolvendo esta questão falou a segunda estrofe :-

Se não há mal em teu coração,
Pronto a agir com vilania,
Tendo tu uma parte passiva,
Não há culpa anexa a ti.

A perdiz ouvindo pronunciou a terceira estrofe :-

“Olhe! nosso parente!” : assim gritam,
E em bandos vêm me ver.
Sou culpado que eles morram ?
Por favor me resolva esta dúvida.

Ouvindo isto, o Bodhisatva falou a quarta estrofe :-

Se nenhum pecado esconde-se no coração,
Inocente será o ato .
Aquele que é parte passiva
Livre é contado de toda culpa.

Assim o Grande Ser consolou a perdiz. E através dele o pássaro livrou-se do remorso. Quando o caçador acordou, saudou o Bodhisatva tomou a gaiola e foi embora.
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O Mestre, tendo terminado esta lição,identificou o Jataka : “Naquele tempo Rahula era a perdiz e eu mesmo era o asceta.”

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