quarta-feira, 21 de outubro de 2009

375 Buddha Pombo

375
“Sinto-me bem...etc.” - Esta história o Mestre, enquanto residia em Jetavana,contou relativa a um Irmão ganancioso. Esta história do Irmão ganancioso já foi toda contada diversas vezes. Nesta versão, o Mestre tendo questionado-o sobre se era ganancioso e em ele confessando que era, disse, “Não apenas agora, mas antes também, Irmão, fostes ganancioso e por causa da cobiça encontraste tua morte.” E aí contou uma história do passado.
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Certa vez quando Brahmadatra reinava em Benares, o Bodhisatva veio à vida como um jovem pombo e vivia numa gaiola de vime, na cozinha de um rico mercador de Benares. Um corvo ansiando por carne e peixe fez amizade com um pombo, e vivia no mesmo lugar. Um dia ele viu grande quantidade de peixe e carne e pensou, “Comerei isto,” e deitou gemendo na gaiola. E quando o pombo disse, “Venha, meu amigo, vamos partir em busca de comida,” ele recusou em ir, dizendo, “Estou caído tomado com um tipo de indigestão. Vá você.” E quando o pombo já saíra, ele disse, “Meu inimigo problemático está fora. Agora comerei peixe e carne até o coração ficar satisfeito.” E assim pensando repetiu a primeira estrofe:

Sinto-me bem e satisfeito,
Já que o Sr. Pombo saiu.
Apaziguarei meus anseios:
Carne e verduras fortalecem qualquer um.

Então quando o cozinheiro que assava carne e peixe saiu da cozinha com rios de suor dele escorrendo, o corvo pulou da gaiola e escondeu-se numa bacia de temperos. A bacia fez ‘click’ e o cozinheiro voltou correndo, pegando o corvo e tirando suas penas. E misturando mostarda branca com gengibre em tâmaras podres, esfregou no corvo com uma louça, machucando-o. Depois amarrou a louça no pescoço com uma linha e o atirou de volta na gaiola, saindo.
Quando o pombo chegou de volta e o viu disse, “Quem é esta siriema que descansa na gaiola de meu amigo? Ele é esquentado e virá e matará este estranho.” E assim brincando, falou a segunda estrofe:

‘Filho das Nuvens,’ com tufo de crista,
Por que roubarias o ninho de meu pobre amigo?
Venha aqui sr. Siriema. Meu amigo o corvo
É esquentado, deves saber.

O corvo escutando falou a terceira estrofe:

Podes rir com tal cena
Pois estou em má condição.
O cozinheiro me depenou e espancou
Com tâmaras podres e temperos.

O pombo, ainda brincando, falou a quarta estrofe:

Banhado e bem ungido, penso,
Te encheste de comida e bebida.
Teu pescoço brilha com jóia reluzente,
Estiveste, amigo, em Benares?

O corvo falou a quinta:

Não deixe nem amigo nem o pior inimigo
Ir em visita a Benares.
Eles deixaram-me pelado e como pilhéria
Amarrando uma louça no meu peito.

O pombo escutando falou a última:

Estes maus hábitos, superar
É difícil com tal natureza, corvo.
Pássaros devem ter o cuidado d‘evitar
A comida que vêem as pessoas desfrutar.

Depois de assim reprová-lo, o pombo não mais lá morou e abrindo suas asas voou para outro lugar. Mas o corvo morreu lá e então, then and there ‘cause of fish and flesh.
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O Mestre aqui terminou sua lição e revelou as verdades e identificou o Jataka :- Na conclusão das Verdades o Irmão ganancioso atingiu a fruição do Segundo Caminho :- “Naquele tempo o corvo era o Irmão ganancioso, o pombo era eu mesmo.”

Jātakas 42 e 274 //. O mesmo encanto em diferentes contas.

[ N. do tr.: Eu disse que eram as duas naturezas na mesma pessoa. É pesado mas talvez esteja certo. Uma mortal outra imortal. Uma que come outra que contempla. Facilita sendo o pombo do E.S., Buddha mesmo.]

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