terça-feira, 29 de setembro de 2009

362 A história da Cobra boa.

362
“Virtude e conhecimento...etc.” - Esta história o Mestre, enquanto residia em Jetavana contou, relativa a um brahmin que testou o poder da virtude. O rei, dizem, devido a reputação do outro pela virtude, olhava-o com respeito especial, além do que era prestado aos outros brahmins. Ele pensou, “O rei me olha com consideração especial porque sou dotado de virtude ou por ser dedicado àquisição de conhecimento ? Testarei a importância comparativa entre virtude e conhecimento.”
Então um dia tirou uma moeda da mesa do tesouro real. O tesoureiro devido ao respeito que tinha por ele nada falou. Aconteceu uma segunda vez e o tesoureiro nada disse. Mas na terceira ocasião o prendeu como alguém que vivia de furtos e o trouxe para diante do rei. E quando o rei perguntou qual a ofensa dele, o acusou de roubar a propriedade real.
“É verdade, brahmin ?” disse o rei.
“Não tenho o hábito de roubar tua propriedade, Senhor,” ele disse, “mas tenho minhas dúvidas da importância relativa da virtude e do conhecimento e em testando qual era a maior das duas, por três vezes retirei uma moeda e então fui preso e trazido para diante de ti. Agora que sei a grande eficácia da virtude comparada com o conhecimento, não quero mais viver a vida de leigo. Me tornarei um asceta.”
Obtendo consentimento para fazer tal, sem nem mesmo olhar para trás para a porta de casa, foi direto para Jetavana e suplicou ao Mestre que o ordenasse. O Mestre concedeu a ele ambas as ordens, diaconal e sacerdotal. E não ficou muito tempo nas ordens, logo atingindo insight espiritual e alcançando a fruição mais alta. O incidente foi discutido no Salão da Verdade, como certo brahmin, após provar o poder da virtude, tomou ordens e obteve insight espiritual alcançando Santidade. Quando o Mestre veio e perguntou aos Irmãos qual a natureza do tema que discutiam ali sentados, escutou qual era, ele disse, “Não apenas este homem apenas, mas sábios antigos também colocaram virtude à prova e tornando-se ascetas realizaram a própria salvação.” E com isto ele contou uma história do passado.
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Certa vez quando Brahmadatra reinava em Benares, o Bodhisatva nasceu em uma família brahmin. E quando ele estava com idade, adquiriu toda arte liberal em Takkasila ( Taxila ) e voltando para Benares foi ver o rei. O rei ofereceu a ele o posto de sacerdote da família e enquanto guardava o cinco preceitos morais, o rei o considerava respeitosamente como homem virtuoso. “Será que,” ele pensou, “que o rei me considera respeitosamente como homem virtuoso ou porque devoto da aquisição de conhecimento ?” E toda a história corresponde exatamente à variante moderna, mas neste caso o brahmin disse, “Agora sei a grande importância da virtude comparada com o conhecimento.” E com isto falou estas cinco estrofes :-

Virtude e conhecimento estava a testar;
Doravante não duvido mais, virtude é a melhor.
Virtude excede os vãos dons da forma e do nascimento,
Sem a virtude aprendizagem não tem valor.
Um príncipe ou camponês, se escravo do pecado,
Em nenhum mundo é salvo da miséria.
Pessoas de casta alta e aqueles de nível básico,
Se virtuosos aqui, no céu serão iguais.
Nem nascimento, nem conhecimento, nem amizade, valem algo,
Pura virtude somente lega benção futura.

Assim o Grande Ser cantando os louvores da virtude, e tendo ganho o consentimento do rei, naquele mesmo dia transladou-se para a região do Himālaia, e adotando a vida religiosa de asceta desenvolveu as Faculdades e as Consecuções, e tornou-se destinado a nascer no mundo de Brahma.
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O Mestre aqui terminou a lição e identificou o Jataka : “Naquele tempo eu mesmo que coloquei a virtude em teste e adotei a vida religiosa como asceta.”

Jatakas 86, 290, 330 //. O mesmo encanto em diferentes contas. História da Cobra Boa aqui simplificada.

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