segunda-feira, 20 de julho de 2009

330 Buddha e Pingala

330
“Com poder na terra...etc.” - Esta história o Mestre contou quando em Jetavana, sobre um brahmin que estava sempre a provar sua virtude. Jātakas 86 e 290 :[ Buddha capelão de Benares que rouba uma moeda, duas e um punhado em três dias, no terceiro, preso como ladrão, encontra com os encantadores que dançam com a cobra boa. Ele, ruim. Nesta conta aparece a famosa Pingala, que ao perder a esperança, desespera e dorme em paz. No Jataka 290 está a fala de Pingala ].
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Testando sua virtude por três dias tomou moedas do tesouro real. Eles o chamam de ladrão e quando diante do rei disse :-

Com poder na terra sem comparação,
Virtude tem um encanto extraordinário :
Colocando um ar virtuoso
Cobras meio mortas evitam machucar-se.

Depois de assim louvar a virtude na primeira estrofe, ele ganhou o consentimento do rei e adotou a vida ascética. Então um falcão tomou um pedaço de carne em um açougue e sumiu no céu. Os outros pássaros o cercaram e o atingem com patas, garras e bicos. Incapaz de surportar a dor, ele larga o pedaço de carne. Outro pássaro o pega. Este também da mesma maneira sendo pressionado deixa a carne cair. Então outro pássaro agarra, e qualquer que pegasse a carne era perseguido pelo resto, e qualquer que a deixasse era deixado em paz. O Bodhisatva vendo isto pensou, “Nossos desejos são como pedaço de carne. Para aqueles que agarram-se a eles, é dor, e àqueles que os deixam , é paz.” E repetiu a segunda estrofe :-

Enquanto o falcão tinha algo para comer,
Aves de rapina o bicam cruelmente,
Quando por força larga a carne,
Então não mais o bicam.

[ N. do tr. : não há como não lembrar a resposta Evangélica à pergunta apóstólica : 'Onde está a carne aí estão os pássaros' ; ou, 'onde está o corpo aí estão os abutres'. No texto evangélico Mt 24, 28; Lc 17, 37, estão em discurso escatológico : próprio a história aqui contada em que o sujeito, a pessoa humana, separa-se do mundo. Refere-se que o texto é como que um ditado. Em Taxila na época de IHS falava-se aramaico. Logo... ]

O asceta saindo da cidade, no curso de sua jornada atinge uma vila, e à noite descansa numa certa casa. Nela, uma mulher chamada Pingalā combinou com um homem, dizendo, “Você virá tal e tal hora.” Depois dela ter lavado os pés dos patrões, quando eles descansavam, ela sentou na varanda, esperando a chegada do amante, e passou a primeira e segunda vigília, repetindo consigo mesma, “Agora ele chegará”, mas àurora, esperança perdida, ela disse, “Agora ele não vem”, e deitou e dormiu. O Bodhisatva vendo isto acontecer disse, “Esta mulher sentada tanto, na esperança de chegar seu amante, agora que sabe que ele não vem, em desespero, dorme em paz.” E com o pensamento que enquanto esperança em um mundo de pecado traz tristeza, desespero traz paz, repetiu a terceira estrofe :-

O fruto da esperança alcançada é benção;
Como difere o desespero dela?
Apesar do tolo desespero destruir sua esperança,
Vejam! Pingalā goza de um sono de paz.

Dia seguinte saindo da cidade e vendo um eremita sentado no chão a meditar, ele pensa "Neste mundo e no próximo não há felicidade maior que a benção da meditação." E ele falou a quarta estrofe :-

Neste mundo e nos que virão
Nada ultrapassa a alegria do ênstase :
Ao devoto da calma santa,
Ele mesmo inabalável, nada importunará.

Então ele entrou na floresta e adotou a vida ascética de Rishi e desenvolveu o alto conhecimento que brota da meditação, e tornou-se destinado a nascer no Mundo de Brahma.
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O Mestre, tendo terminado sua lição, identificou o Jataka : “Naquele tempo eu mesmo era o capelão real.”

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