segunda-feira, 7 de abril de 2008

86 Buddha Capelão


86
Nada pode se comparar...etc.”- Esta história foi contada pelo Mestre enquanto em Jetavana, sobre um brahmin que colocou em teste sua reputação de bom. Este Irmão, que era mantido pelo Rei de Kosala, buscou os Três Refúgios; ele guardava os Cinco Mandamentos, e versara-se nos Três Vedas. “Este é um bom homem,” pensou o Rei, e mostrou grande reverência. Mas aquele Irmão pensou consigo mesmo, “O Rei mostra maior reverência por mim que pelos outros brahmins e manifestou esta consideração fazendo-me seu diretor espiritual. Mas é, este favor, por causa de minha bondade ou devido a nascimento, linhagem, família, país e realizações? Devo esclarecer, sem demora, isto. “ Conformemente um dia quando deixava o palácio, ele tomou sem permissão uma moeda diante da conta do tesoureiro, e seguiu seu caminho. Tal era a veneração do tesoureiro pelo brahmin que permaneceu sentado parado e não disse palavra. Dia seguinte o brahmin pegou duas moedas; e ainda o oficial nada reclamou. No terceiro dia o brahmin encheu a mão de moedas. “Este é o terceiro dia,” gritou o tesoureiro, “que roubas Sua Majestade;” e ainda gritou três vezes, - “Peguei o ladrão que rouba o tesouro.” Juntando de todo lado a multidão continuou falando alto, “Ah, faz tempo que posas como modelo de bondade.” E dando nele dois ou três golpes levou-o para diante do Rei. Com grande tristeza o Rei disse-lhe, “O quê o levou, brahmin, a fazer uma coisa tão má ?” E deu ordens dizendo, “Fora com ele, para o castigo.” “Não sou ladrão, senhor,” disse o brahmin. “Então por quê tirou dinheiro do tesouro ?” “Porque demonstravas muita reverência, senhor, e porque decidi descobrir se esta reverência era prestada pelo nascimento, ou semelhantes ou apenas pela bondade. Este foi meu motivo, e agora sei certo ( já que ordenas que eu saia e seja punido ) que era minha bondade e não meu nascimento e outras vantagens, que me valeu o favor de sua majestade. Bondade sei ser o principal e supremo bem ; sei também que a bondade nunca poderei atingir nesta vida, enquanto permanecer leigo, vivendo no meio de pecados prazerosos. Portanto ho-je mesmo estou disposto a ir ao Mestre em Jetavana e renunciar o mundo pela Irmandade. Dê-me sua licença, senhor.” O Rei consentindo, o brahmin saiu para Jetavana. Seus amigos e parentes em conjunto tentaram dissuadi-lo do propósito, mas, verificando que de nada valiam os esforços, deixaram-no sozinho. Ele veio ao Mestre e pediu para ser admitido à Irmandade. Após admissão nas ordens menores e maiores, ele ganhou, por aplicação, insight espiritual e tornou-se um Arahat, sobre o quê ele aproximando-se do Mestre, disse, “Senhor, minha adesão à Ordem gerou o Supremo Fruto,” – com isto significando que ganhara Arahat(idade).

 Escutando isto, os Irmãos, reunidos no Salão da Verdade, falavam um com o outro sobre as virtudes do capelão do Rei que testou sua própria reputação de bom, e que, deixando o Rei, elevava-se agora a Arahat. Entrando no Salão, o Mestre perguntou o quê os Irmãos discutiam, e disseram a ele. “Não é sem precedente, Irmãos,” disse ele, “o ato deste brahmin de colocar em teste sua reputação de bom e pôr em prática sua salvação após renunciar ao mundo. O mesmo foi feito pelo sábio e bom em dias idos.” E assim falando, ele contou esta história do passado.

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Certa vez quando Brahmadatra reinava em Benares ( Varanasi ), o Bodhisatva era seu capelão, - uma pessoa dada a caridade e outras obras boas, cuja mente estava na retidão, sempre mantendo inquebrável os Cinco Mandamentos. E o Rei o reverenciava acima dos outros brahmins; e tudo aconteceu como na história acima.

Mas, enquanto o Bodhisava estava sendo levado em laços amarrado para o Rei, chegou onde um grupo de encantadores de serpentes exibiam uma cobra, que seguravam pelo rabo e garganta, e a enrolavam em volta dos pescoços deles. Vendo isto, o Bodhisatva pediu aos homens que parassem com aquilo pois a cobra podia mordê-los e encurtar-lhes as vidas. “Brahmin,” responderam os encantadores de serpentes, “esta é uma cobra boa e comportada; ela não é má como você, que por sua maldade e falta de conduta está sendo arrastado para a prisão.”

Pensou o Bodhisatva consigo mesmo, “Mesmo cobras, se não mordem ou ferem, são chamadas ‘boas’. Muito mais este deve ser o caso com aqueles que vem a ser humanos ! Verdadeiramente deve ser justamente esta bondade a coisa mais excelente em todo o mundo, e nada pode superá-la.” Então ele foi trazido diante do Rei. “O quê é isto, meus amigos ?” disse o rei. “Aqui está o ladrão que tem roubado seu tesouro majestade.” “Fora com ele, para a execução.” “Senhor,” disse o brahmin, “não sou ladrão.” “Então por quê viestes a pegar dinheiro?” Aqui o Bodhisatva responde precisamente como acima, terminando como segue:- “Por isto então cheguei a conclusão que bondade é a mais alta e excelente de todas as coisas no mundo. Mas sendo assim, ainda, vendo que uma cobra, que não morde nem fere, deva ser chamada simplesmente de ‘boa’ e de nada mais, por esta razão também é bondade apenas  a coisa mais alta e mais excelente.” Então em louvor à bondade pronunciou esta estrofe:-

Nada pode se comparar à Bondade; todo o mundo
Não se iguala a ela. A cobra consternada,
Se os homens a chamam 'boa,' está salva da morte.

Após pronunciar a verdade ao Rei nesta estrofe, o Bodhisatva, abjurando de todas Luxúrias e renunciando ao mundo pela vida de eremita, seguiu para os Himālaias, onde atingiu os cinco Conhecimentos e as oito Consecuções, ganhando para si a certeza da esperança de re-nascer depois no Reino de Brahma.

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Sua lição terminada, o Mestre identificou o Jātaka dizendo, “Meus discípulos eram os seguidores do rei naqueles dias, e eu mesmo o capelão do Rei.”

(Cf. Jātakas // : 290, 330, 362. Cf. tb início da segunda parte da Santi Parva do Mahabhāratha onde vemos o discurso completo da grande mulher sábia Pingalā, que também entendera a 'grande renúncia', com quem este Bodhisatva se encontra no caminho para os Himālaias)



quinta-feira, 3 de abril de 2008

85 Buddha Mercador


85
Como aqueles que comeram...etc.”- Esta história foi contada pelo Mestre enquanto em Jetavana, sobre um Irmão concupiscente. Tradição diz que havia um filho, um herdeiro, de uma boa família que entregou o coração a doutrina de Buddha e juntou-se à Irmandade. Mas um dia quando estava na ronda da coleta de ofertas em Sāvatthi, foi instigado à concupiscência à visão de uma mulher belamente vestida. Sendo trazido por professores e diretores para diante do Mestre, ele admitiu em resposta às perguntas do Abençoado que o espírito da concupiscência nele entrara. Então disse o Mestre, “Verdadeiramente as cinco luxúrias dos sentidos são doces à hora de seu gozo, Irmão; mas este desfrute delas ( na medida que acarretam as misérias do re-nascer nos ínferos e em outros estados ruins ) é como comer a fruta da árvore Que-fruta. Bela à vista a Que-fruta, muito fragrante e doce; mas quando digerida, abala por dentro e traz a morte. Em dias idos, por causa da ignorância de sua natureza má, uma multidão de pessoas, seduzidas pela beleza, fragrância e doçura da fruta, comeram dela e assim morreram.” Assim falando, ele contou esta história do passado.

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Certa vez quando Brahmadatra reinava em Benares ( Varanasi ), o Bodhisatva veio à vida como líder de uma caravana. Uma vez quando viajavam num carreto de quinhentos carros do Leste para o Oeste, chegaram à borda de uma floresta. Juntando seus homens, disse a eles: - “Nesta floresta crescem árvores carregadas de frutos venenosos. Que ninguém coma qualquer fruto desconhecido sem primeiro me perguntar.” Quando atravessavam a floresta, chegaram na outra borda a uma árvore Que-fruta com seus ramos decaindo até embaixo carregados de frutas. Na forma, cheiro, gosto, no tronco, galhos, folhas, e fruta parecem manga. Tomando a árvore por sua enganosa aparência etc, por uma mangueira, alguns pegaram fruto e comeram; mas outros disseram, “Falemos antes de comer com nosso líder.” E estes últimos, pegando a fruta, esperaram ele chegar. Quando ele chegou, ordenou-os que atirassem fora a fruta que pegaram, e administrou emético naqueles que já haviam comido. Destes últimos, alguns se recuperaram; mas os que comeram primeiro, morreram. O Bodhisatva alcançou seu destino em segurança, e vendeu suas mercadorias com lucro, após o quê viajou de volta para casa. Após vida em caridade e outras obras boas, ele passou sendo tratado de acordo com seus méritos.

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Foi quando contou esta história, que o Mestre, como Buddha, falou esta estrofe:-

Como aqueles que comeram Que-fruta morreram, assim Luxúrias,
Quando maduras, matam aquele que não conhecendo o desgosto
Que produzem depois, abaixa-se em atos luxuriosos.

Tendo mostrado então que Luxúrias, que são tão doces na hora da fruição, terminam matando seus devotos, o Mestre pregou as Quatro Verdades, no final das quais o Irmão concupiscente foi convertido e ganhou o Fruto do Primeiro Caminho. O restante dos seguidores do Buddha alguns ganharam o Primeiro, alguns o Segundo, e alguns o Terceiro Caminho, enquanto outros ainda tornaram-se Arahats.

Sua lição terminada, o Mestre identificou o Jātaka dizendo, “Meus discípulos eram o povo da caravana daqueles dias, e eu mesmo o líder.”







quarta-feira, 2 de abril de 2008

84 Buddha senhor Tesoureiro.


84
Busque saúde...etc.” – Esta história foi contada pelo Mestre enquanto em Jetavana, sobre um garoto que era sábio em matéria de bem-estar espiritual. Quando ele tinha apenas sete anos, o menino, que era filho de um Tesoureiro muito rico, manifestou grande inteligência e ansiedade por seu bem-estar espiritual; e um dia foi até seu pai e perguntou quais eram os Caminhos que levavam ao bem-estar espiritual. O pai não pode responder, mas pensou consigo mesmo,- “Esta é uma questão bem difícil; do mais alto céu ao mais baixo ínfero não há ninguém que possa respondê-la a não ser o Onisciente Buddha.” Então levou a criança com ele para Jetavana, com uma quantidade de perfumes, flores e unguentos.

 Chegando lá, ele fez reverência ao Mestre, inclinou-se diante dele, e sentando-se em um lado, falou como segue ao Abençoado:- “Senhor, este meu menino, que é inteligente e anseia por seu bem-estar espiritual, me perguntou qual os Caminhos que levam ao bem-estar espiritual ; e como eu não sabia, vim até ti. Conceda, ó Abençoado, em resolver esta questão.” “Irmão-leigo,” disse o Mestre, “esta mesma questão me foi feita por este mesmo menino em tempos anteriores, e respondi a ele. Ele sabia a resposta em dias idos mas agora ele esqueceu por causa da mudança de nascimento.” Então, com o pedido do pai, ele contou esta história do passado.

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Certa vez quando Brahmadatra reinava em Benares ( Varanasi ), o Bodhisatva era um Tesoureiro muito rico; e ele tinha um filho que, quando tinha sete anos, manifestou grande inteligência e ansiedade por seu bem-estar espiritual. Um dia a criança veio até seu pai e perguntou quais eram os Caminhos que levavam ao bem-estar espiritual. E seu pai respondeu, repetindo esta estrofe:-


Busque saúde, o bem supremo; seja virtuoso;
Escute os anciãos; aprenda das escrituras;
Conforme-se à Verdade; e rompa os laços com as Coisas.
- Pois principalmente estes seis levam ao Bem-estar.

Deste jeito o Bodhisatva respondeu a pergunta de seu filho relativa aos Caminhos que levam ao bem-estar espiritual; e o menino a partir daquele momento seguiu as seis regras. Após uma vida em caridade e outras obras boas, o Bodhisatva passou, sendo tratado de acordo com seus méritos.

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Sua lição terminada, o Mestre identificou o Jātaka, dizendo, “Esta criança era a criança daqueles dias, e eu mesmo o Senhor Tesoureiro.”





terça-feira, 1 de abril de 2008

83 Anatha-pindika e um amigo de infância


83
Um amigo é aquele que...etc.”- Esta história foi contada pelo Mestre enquanto em Jetavana, sobre um amigo de Anātha-pindika. Tradição diz que os dois fizeram tortas de lama juntos, e foram para a mesma escola; mas, com o passar dos anos, o amigo, cujo nome era ‘Maldito,’ afundou em grande dor e não conseguia arranjar como viver de nenhum modo. Então veio até o rico homem, que foi gentil com ele, e o pagou para olhar por toda sua propriedade; e o amigo pobre empregou-se com Anātha-pindika e fez todos os seus negócios para ele. Depois que ele foi para a casa do homem rico era comum escutar – “Levante-se, Maldito,” ou “Sente-se, Maldito,” ou “Coma seu jantar, Maldito.”

Um dia os amigos e conhecidos do Tesoureiro o chamaram e disseram, “Senhor Tesoureiro, não deixe este tipo de coisa acontecer em sua casa. Dá para assustar um ogro escutar tais observações malfadadas como – ‘Levante-se, Maldito,’ ou ‘Sente-se, Maldito, ou ‘Jante, Maldito.’ O sujeito não é um igual socialmente; ele é um vilão miserável, atormentado pelo fado. Por quê ter alguma coisa a ver com ele?” “Nada disso,” respondeu Anātha-pindika; “um nome apenas serve para denotar alguém, e o sábio não mede a pessoa pelo seu nome; nem é próprio dar vazão a superstição por causa de meros sons. Nunca expulsarei, por causa de seu nome apenas, a amigo com quem fiz tortas de lama quando criança.” E rejeitou o conselho deles.

Um dia o grande homem partiu para visitar um vila de que era chefe, deixando o outro encarregado da casa. Escutando da partida dele certos ladrões decidiram invadir a casa; e armados até aos dentes, eles a cercaram durante a noite. Mas ‘Maldito’ suspeitava que assaltantes seriam esperados, e sentado os esperava. E quando soube que chegaram, começou a correr como se para levantar seu povo, mandando um tocar a concha, outro bater o tambor, até que tinha toda a casa cheia de som, como se levantasse um exército inteiro de empregados. Disseram os ladrões, “A casa não está tão vazia quanto nos disseram; o patrão deve estar em casa.” Jogando fora suas pedras, porretes e outras armas, fugiram temendo por suas vidas. Dia seguinte grande alarme foi dado com a visão de todas as armas descartadas ao redor da casa; e Maldito foi louvado até os céus com elogios tais como estes:- “Se a casa não fosse vigiada por alguém tão sábio quanto este homem, os ladrões teriam simplesmente entrado a bel prazer e saqueado a casa. O Tesoureiro deve este golpe de sorte a seu amigo corajoso.” No momento em que o mercador chegou de volta de sua vila, correram para contar a ele toda a história. “Ah,” ele disse, “este é o fiel guardião da minha casa a quem vocês queriam que eu expulsasse. Se eu tivesse escutado o conselho de vocês e tivesse expulsado ele, seria mendigo ho-je. Não é o nome mas o coração dentro que faz a pessoa.” Assim falando aumentou o salário dele. E pensando que aí tinha uma boa história para contar, foi até o Mestre e fez a ele um relato completo de tudo. “Esta não é a primeira vez, senhor,” disse o Mestre, “que um amigo chamado Maldito salva a riqueza de seu amigo dos ladrões; a mesma coisa aconteceu em dias idos.” Então, ao pedido de Anātha-pindika, ele contou esta história do passado.

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Certa vez quando Brahmadatra reinava em Benares, o Bodhisatva era um Tesoureiro de grande renome; e ele tinha um amigo que se chamava Maldito, e segue como na história anterior. Quando da volta de seu zamindar, o Bodhisatva escutou o quê acontecera e disse a seus amigos, “Se eu tivesse escutado o conselho de vocês e me livrado de meu amigo fiel, ho-je seria mendigo.” E ele repetiu esta estrofe:-

Um amigo é aquele que daria sete passos
Para nos ajudar; doze atesta um verdadeiro camarada.
Uma quinzena ou um mês de lealdade testada
Faz parentes, tempo mais longo um outro si-mesmo.
- Como poderia então, a quem conheço todos estes anos
Meu amigo, ser prudente expulsar 'Maldito'

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Sua lição terminada, o Mestre identificou o Jātaka dizendo, “Ānanda era o Maldito daqueles dias, e eu mesmo o Tesoureiro de Benares.”



segunda-feira, 31 de março de 2008

82 Buddha Rei dos Devas



82Não mais morar...etc.”- Esta história foi contada pelo Mestre enquanto em Jetavana, sobre um Irmão teimoso [ cf. Jātakas 41, 104, 369 e 439 , a mesma conta, a história do Ancião Losaka Tissa ].  
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Então o Bodhisatva pronunciou esta estrofe:-

Não mais morar em palácios de ilhas
De cristal, prata, ou de gemas cintilantes,-
Completamente investido agora estais em arreios de pedra;
Nem esta tortura rangente cessará jamais
Até todo teu pecado ser purgado e a vida terminar.

Assim falando, o Bodhisatva passou para sua morada entre os Devas. E Mittavindaka, tendo vestido aqueles arreios, sofreu tormentos dolorosos até que todos seus pecados estavam consumados, gastos e ele passou sendo tratado de acordo com seus méritos. 

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Sua lição terminada, o Mestre identificou o Jātaka, dizendo, “Este mesmo Irmão teimoso era Mittavindaka daqueles dias, e eu mesmo o Rei dos Devas.”



(Jātaka 439: uma variante do 41 com as mulheres nas ilhas em palácios diversos mas com fim diferente, em que Mittavindaka cumpre um tipo de castigo de Tântalo, Sísifo, Danaides, etc, entre os gregos, aqui, de segurar uma roda de lâmina afiada como navalha ; a imagem de purgatório pode ser entendida seguindo Paul Regnaud, 1894, como as dificuldades da libação diante do fogo em que é oferecida ).






quinta-feira, 27 de março de 2008

81 Ancião Sagata e a Naga




81
    “Nós bebemos...etc.”- Esta história foi contada pelo Mestre sobre o Ancião Sāgata enquanto este morava no parque Ghosita perto de Kosambi.

Pois, depois de passar a estação das chuvas em Sāvatthi, o Mestre veio em peregrinação à cidade de comerciantes chamada Bhaddavatikā, onde pastores de cabras e bois e fazendeiros e andarilhos respectivamente imploravam para que não descesse à Estação de barcas da Mangueira; “pois,” eles disseram, “na Estação de barcas da Mangueira, nos domínios dos ascetas nus, mora uma venenosa e mortal Nāga, conhecida como a Nāga da Estação de barcas da Mangueira, que poderia ferir o Abençoado.” Fingindo não ter os escutado, apesar deles terem repetido o aviso três vezes, o Abençoado seguiu seu caminho.

 Quando o Bento estava morando perto de Bhaddavatikā numa certa gruta de lá, o Ancião Sāgata, um servidor do Buddha, que ganhou tantos poderes sobrenaturais como pode uma pessoa do mundo, foi para aqueles domínios, empilhou uma cama de folhas no lugar em que o rei-Nāga morava, e sentou-se lá de pernas cruzadas. Sendo incapaz de esconder sua natureza má, a Nāga fez muita fumaça. O mesmo fez o Ancião. Então a Nāga soltou chamas. Também soltou o Ancião. Mas, enquanto as chamas da Nāga não machucavam o Ancião, as chamas do Ancião machucavam a Nāga, e assim em pouco tempo ele dominou o rei-Nāga e estabeleceu-o nos Refúgios e nos Mandamentos, depois do que ele voltou ao Mestre. E o Mestre, após morar o quanto quis em Bhaddavatikā, foi para Kosambi. Bem, a história da conversão da Nāga por Sāgata, repercutiu largamente por todo o país, e o povo camponês de Kosambi saiu para encontrar o Abençoado e saudá-lo, depois passaram para o Ancião Sāgata e o saudaram também dizendo, “Diga-nos, senhor, o quê te falta e te forneceremos.” O Ancião permaneceu em silêncio; mas os seguidores dos Seis Sectários (cf. Jātaka 1) responderam assim: - “Senhores, àqueles que renunciaram o mundo, bebida destilada é tão rara quanto aceitável. Vocês acham que poderiam arranjar para o Ancião alguma boa bebida destilada (some clear white spirit) ?” “Com certeza podemos,” disseram os camponeses, e convidaram o Mestre para fazer sua refeição com eles no dia seguinte. Então eles voltaram para sua própria vila e arranjaram para que cada um em sua própria casa oferecesse boa bebida destilada para o Ancião, e conformemente todos fizeram estoque e convidaram o Ancião e encheram-no de bebida, de casa em casa. Tão funda foram suas libações que, no seu caminho para fora da vila, o Ancião caiu prostrado no portão e lá deitou soluçando sem sentidos. No seu caminho de volta de alimentar-se na vila, o Mestre encontrou o Ancião deitado neste estado, e pediu que os Irmãos carregassem Sāgata para casa, e seguiram caminho para o parque. Os Irmãos deitaram o Ancião com sua cabeça voltada para os pés do Buddha mas ele girou de modo que passou a dormir com os pés voltados para o Buddha. Então o Mestre fez sua pergunta, “Irmãos, Sāgata mostra agora o mesmo respeito por mim agora que mostrou antes?” “Não, senhor.” “Diga-me, Irmãos, quem dominou o rei-Nāga da Estação de barcas da Mangueira ?” “Foi Sāgata, senhor.” “Vocês acham que Sāgata no seu estado presente pode dominar mesmo uma cobra-d’água inofensiva ?” “Não poderia, senhor.” “Diga-me, então, Irmãos, é apropriado beber tanto que quando bêbado perca-se os sentidos ?” “É impróprio, senhor.” Bem, após discursar aos Irmãos em censura ao Ancião, o Abençoado determinou como preceito que beber intoxicantes é ofensa que requer confissão e absolvição; após o quê ele levantou-se e passou para seu quarto perfumado.

Reunindo-se no Salão da Verdade, os Irmãos discutiram o pecado de beber destilado, dizendo, “Que grande pecado é beber destilado, senhores, vendo que cegou a excelência de Buddha mesmo alguém tão sábio e dotado como Sāgata.” Entrando no Salão da Verdade neste momento, o Mestre perguntou qual o tema da discussão ; e disseram a ele. “Irmãos,” ele disse, “esta não é a primeira vez que aqueles que renunciaram o mundo perderam seus sentidos por causa da bebida ; a mesma coisa aconteceu em dias idos.” E assim falando, ele contou esta história do passado.

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Certa vez quando Brahmadatra reinava em Benares, o Bodhisatva nasceu em uma família-brahmin do norte em Kāsi; e quando cresceu, ele renunciou ao mundo pela vida de eremita. E ele ganhou os mais Altos Conhecimentos e Consecuções, e morava no gozo da benção do Insight nos Himālaias, com quinhentos pupilos ao seu redor. Uma vez, quando as estações das chuvas veio, seus pupilos disseram a ele, “Mestre, podemos ir para os domínios das pessoas e voltar com sal e vinagre ?” “Por mim, senhores, permaneço aqui ; mas vocês podem ir onde quiserem, e voltem quando a estação das chuvas acabar.”

Muito bem,” eles disseram, e tomando respeitável licença com o mestre, vieram para Benares, onde tomaram domicílio no jardim real. De manhã saíram na coleta de oferta na vila justo fora dos portões, onde conseguiram muito para comer; e dia seguinte eles continuaram seu caminho para dentro da cidade mesma. Os gentis cidadãos deram-lhes ofertas, e o rei logo foi informado que quinhentos eremitas dos Himālaias tomaram residência no jardim real, e que eram ascetas de grande austeridade, dominando, a carne, e de grandes virtudes. 

Escutando sobre o bom caráter deles, o rei foi para o jardim e com graça deu boas-vindas para eles ficarem lá por quatro meses. Eles prometeram que ficariam, e daí em diante foram alimentados no palácio real e abrigados no jardim. Mas um dia um festival de bebida foi dado na cidade, e o rei forneceu aos quinhentos eremitas um largo suprimento das melhores bebidas, sabendo que tais coisas raramente chegam no caminho daqueles que renunciam ao mundo e as suas vaidades. Os ascetas beberam as bebidas e voltaram para o jardim. Lá, em hilária bebedeira, alguns dançaram, alguns cantaram, enquanto outros, cansados de dançarem e cantarem, rodaram em volta das cestas de arroz e outros pertences – e juntos deles deitaram para dormir. Quando já tinham dormido da bebedeira e levantaram para ver os traços (rastros, ‘raspas e restos’) da folia, choraram e se lamentaram dizendo, “Fizemos o quê não devia ser feito. Fizemos este erro por estarmos longe de nosso mestre.” Daí eles deixaram o jardim e retornaram para os Himālaias. Deixando de lado suas tigelas e pertences, saudaram seu mestre e sentaram. “Bem, meus filhos,” ele disse, “passaram bem nos domínios dos seres humanos, e cederam cansativas jornadas na coleta de oferta ? Habitaram em unidade, um com outro ?”

Sim, mestre, ficamos confortáveis; mas bebemos bebida proibida, de modo que, perdendo os sentidos e esquecendo quem éramos, dançamos e cantamos.” E para esclarecer a matéria, compuseram e repetiram esta estrofe:-

Bebemos, dançamos, cantamos, exsudamos ; ainda  bem
Que, enquanto bebemos a bebida que rouba
Os sentidos, não nos transformamos em macacos.

Isto é o quê com certeza acontece àqueles que não estão vivendo aos cuidados de um mestre,” disse o Bodhisatva, censurando aqueles ascetas; e os exortou dizendo, “De agora em diante, não façam novamente tal coisa.” Vivendo com Insight inquebrável, ele tornou-se destinado a renascer depois no Reino de Brahma.

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Sua lição terminada, o Mestre identificou o Jātaka (e de agora em diante omitiremos as palavras ‘mostrou a conexão’), dizendo,- “Meus discípulos eram o bando de eremitas daqueles dias, e eu o professor deles.”






terça-feira, 25 de março de 2008

80 Buddha Sábio Pequeno Arqueiro



80Gabavaste de tua proeza...etc.” – Esta história foi contada pelo Mestre enquanto em Jetavana, sobre um certo fanfarrão entre os Irmãos. Tradição diz que ele usava reunir ao redor de si Irmãos de todas as idades, e ocupava-se em iludir todos com bazófias mentirosas sobre sua ascendência nobre. “Ah, Irmãos,” ele dizia, “não há família tão nobre quanto a minha, nem linhagem assim incomparável. Sou filho das mais altas linhas principescas; nenhuma pessoa é igual a mim em nascimento ou estado ancestral; não há absolutamente fim ao ouro e prata e outros tesouros que possuímos. Nossos escravos mesmos e os empregados são alimentados com arroz e ensopados e vestem-se com as melhores roupas de Benares e com os perfumes mais finos de Benares eles se perfumam; - enquanto eu, porque me uni à Irmandade, tenho que me contentar com esta comida vil e este traje também vil.”

Mas outro Irmão, após inquirir sobre a condição da família deste, expôs aos Irmãos o vazio da pretensão dele. Então os Irmãos se encontraram no Salão da Verdade, e a conversa começou sobre como aquele Irmão, a despeito dos seus votos em deixar as coisas mundanas e em aderir apenas à Verdade salvadora, seguia iludindo os Irmãos com suas bazófias mentirosas. Enquanto o pecado do sujeito estava em discussão, o Mestre entrou e inquiriu sobre o tema da conversa. E contaram a ele. “Esta não é a primeira vez, Irmãos,” disse o Mestre, “que ele se ocupa em gabar-se; em dias idos também ele se ocupou em gabar-se e iludiu o povo.” E assim falando, ele contou uma história do passado.

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Certa vez quando Brahmadatra reinava em Benares ( Varanasi ), o Bodhisatva nasceu como um brahmin em uma vila de comerciantes ao Norte do país, e quando ele estava crescido, estudou com um professor de fama mundial em Takkasilā ( Taxila ). Lá ele aprendeu os Três Vedas e os Dezoito Ramos do conhecimento e completou sua educação.

E ficou conhecido como o sábio Pequeno Arqueiro. Deixando Takkasilā ( Taxila ), ele veio para o país Andhra em busca de experiências práticas. Bem, acontece que neste Jātaka o Bodhisatva era um pequeno anão corcunda, e ele pensou consigo mesmo, “S’eu aparecer diante de qualquer rei, ele com certeza me perguntará para quê serve um anão como eu; por quê não usar um companheiro alto e grande como meu cavalo protetor e ganhar meu sustento à sombra de sua personalidade mais imponente?” Então dirigiu-se ao quarteirão dos tecelões, e lá vendo um tecelão grande chamado Bhimasena, saudou-o, perguntando o nome dele. “Chamo-me Bhimasena,” disse o tecelão. “E o quê leva um homem grande como você a trabalhar em tal triste comércio ?” “Não posso conseguir sustento de outro jeito.” “Não teça mais, amigo. Em todo o continente não há um arqueiro como eu; mas os reis escarneceriam de mim porque sou anão. E assim tu, amigo, deves ser a pessoa que gaba-se da proeza com o arco, e o rei te tomará como assalariado e te fará aplicar-se chamando-te regularmente. Enquanto isto estarei atrás de ti para realizar as obrigações a ti encarregadas, e então ganharei meu sustento a sua sombra. Desta maneira nós dois floresceremos e prosperaremos. Apenas faça como eu te mandar.” “Gostei de você,” disse o outro.

Conformemente, o Bodhisatva levou o tecelão com ele para Benares, agindo como pequeno pagem do arqueiro e colocando o outro na frente; e quando estavam nos portões do palácio, ele fez o outro enviar mensagem de sua chegada ao rei. Sendo chamado à presença real, o par entrou junto e inclinados ficaram diante do rei. “O quê traz vocês aqui ?” disse o rei. “Sou um poderoso arqueiro,” disse Bhimasena; “não há arqueiro como eu em todo continente.” “Que salário queres para entrares a meu serviço ?” “Mil dinheiros por quinze dias, senhor.” “O quê é este homem para você ?” “Ele é meu pequeno pagem, senhor.” “Muito bem, entre em meu serviço.”

Assim Bhimasena entrou a serviço do rei; mas foi o Bodhisatva que fez todo o trabalho para ele. Bem, naqueles dias havia um tigre na floresta de Kāsi que bloqueava uma auto-estrada muito utilizada e devorava muitas vítimas. Quando isto foi relatado ao rei, ele chamou Bhimasena e perguntou se ele poderia pegar o tigre.

Como poderia chamar-me arqueiro, senhor, se não pudesse pegar um tigre ?” O rei deu a ele presentes e o enviou na missão. E para casa do Bodhisatva veio Bhimasena com as novidades. “Tudo bem,” disse o Bodhisatva ; “pode ir meu amigo.” “Mas você também não vem ?” “Não, não irei ; mas te darei um pequeno plano.” “Por favor, faça-o, meu amigo.” “Bem, não seja apressado aproximando-se só da toca do tigre. O quê farás é reunir um bando de fortes camponeses para marchar para o lugar com mil ou dois mil arcos; quando souberes que o tigre levantou-se, você se atirará no matagal deitarás de bruços. O povo do campo baterá no tigre até a morte; e assim que ele estiver quase morto, corte um cipó com seus dentes, e arraste para perto do tigre morto, puxando o cipó com a mão. À visão do corpo morto do bruto, você gritará – ‘Quem matou o tigre ? Eu planejava conduzi-lo com um cipó, como um boi, ao rei, e com esta intenção estava justamente dentro do mato para pegar o cipó. Devo saber agora quem matou o tigre antes que eu pudesse voltar com meu cipó.’ Então o povo do campo ficará com muito medo e o subornará pesadamente para não falares deles ao rei; terás o crédito de teres matado o tigre; e o rei também te dará um monte de dinheiro.”

Muito bem,” disse Bhimasena; e saiu e matou o tigre justo como o Bodhisatva indicou a ele. Tendo feito a estrada segura para os viajantes, voltou com um largo séquito para Benares, e disse ao rei, “Matei o tigre, senhor; a floresta está segura para os viajantes agora.” Agraciado, o rei o encheu de presentes.

Outro dia, novas vieram de que uma certa estrada estava sendo atacada por um certo búfalo, e o rei enviou Bhimasena para matá-lo. Seguindo as instruções do Bodhisatva, ele matou o búfalo do mesmo jeito que o tigre, e retornou ao rei, que mais uma vez deu a ele muito dinheiro. Ele era um grande senhor agora. Intoxicado com suas novas honrarias, ele tratou o Bodhisatva com desprezo e escarneceu de seguir seus conselhos, dizendo, “Posso continuar sem você. Pensas que não há outro homem aqui que você ?” Estas e muitas outras palavras duras disse ele ao Bodhisatva.

Bem, poucos dias depois, um rei inimigo marchou contra Benares e cercou, sitiou-a, e mandou mensagem ao rei que ou entregasse o reino ou desse batalha. E o rei de Benares ordenou a Bhimasena que saísse para lutar. Então Bhimasena armou-se cap-à-pie (da cabeça aos pés) do modo de um soldado e montou em um elefante de guerra revestido em armadura completa. E o Bodhisatva, que estava seriamente assustado de que Bhimasena podia ser morto, armou-se também cap-à-pie e sentou-se modestamente atrás de Bhimasena. Cercado por uma hoste, o elefante passou para fora dos portões da cidade e chegou à vanguarda da batalha. Às primeiras notas do tambor marcial Bhimasena caiu tremendo de medo. “Se caíres agora, serás morto,” disse o Bodhisatva, e conformemente amarrou uma corda rodeando ele, a qual deixou firmemente segura, para prevenir que ele caísse do elefante. Mas a visão do campo de batalha provou-se demais para Bhimasena, e o medo da morte era tão forte nele que ele cagou nas costas do elefante. “Ah,” disse o Bodhisatva, “o presente não talha (condiz) com o passado. Antes mostravas-te um guerreiro; agora sua proeza reduz-se a cagar no elefante que diriges.” E assim falando, pronunciou esta estrofe:-

Gabavaste de tua proeza, e alta foi tua bazófia;
Você jurou que venceria o inimigo !
Mas é coerente, diante de tuas hostes,
Dar vazão a tal emoção, senhor?

Quando o Bodhisatva terminou com este sarcasmo, disse, “Mas nada tema meu amigo. Não estou aqui para proteger-te ?” Então ele fez Bhimasena sair do elefante, lavar-se e ir para casa. “E agora ganhar renome neste dia,” disse o Bodhisatva, soltando seu grito de guerra enquanto caía na luta. Atravessando o campo do rei adversário, ele o toma e leva vivo para Benares. Em grande alegria por sua proeza, seu patrão real o encheu de honras, e daquele dia em diante toda a Índia escutou a fama do Sábio Pequeno Arqueiro. Para Bhimasena deu presentes, e o mandou de volta para casa; enquanto ele mesmo excedendo em caridade e em obras boas, à morte passou sendo tratado de acordo com seus méritos.

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Assim, Irmãos,” disse o Mestre, “esta não é a primeira vez que este Irmão gaba-se; ele foi justo o mesmo em dias idos.” Sua lição terminada, o Mestre mostrou a conexão e identificou o Jātaka dizendo, “Este Irmão que se gaba era Bhimasena daqueles dias, e eu mesmo o Sábio Pequeno Arqueiro.”