segunda-feira, 8 de março de 2010

400 Buddha espírito d'árvore


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400
Amigo Anutiracari...etc.” - O Mestre contou isto enquanto residia em Jetavana, relativo a Upananda, da tribo Sakya. Ele ordenou-se na fé mas afastou-se das virtudes do contentamento e do resto tornando-se muito ganancioso. No começo das chuvas ele tentou dois ou três mosteiros, deixando em um parassol ou um sapato, em outro bengala ou cuia e habitava em um terceiro. No começo das chuvas ele estava em um mosteiro do campo e falando, “Os Irmãos devem viver em contentamento,” explicava aos Irmãos, como se estivesse fazendo a lua subir no céu, o caminho para o nobre estado de contentamento, louvando satisfação com o apenas necessário. Escutando-o os Irmãos largaram suas roupas e potes agradáveis, arranjando tigelas de argila e roupas de farrapos e trapos. Ele guardou o quê era dos outros em seu próprio alojamento e quando as chuvas e o festival pavarana terminaram, encheu um carreto e foi para Jetavana. No caminho, por trás de um mosteiro na floresta, envolvendo os pés com trepadeiras e dizendo, “Certamente, algo pode ser arranjado aqui,” ele entra no mosteiro. Dois antigos Irmãos passaram as chuvas lá : eles tinham dois mantos grosseiros e um fino cobertor, e, como não conseguiam dividí-los, ficaram contentes de vê-lo, pensando, “Este Ancião os partilhará entre nós,” e disseram, “Senhor, não conseguimos dividir estas roupas para época das chuvas ; ficamos disputando-as, divida-as você entre nós.” Ele consentiu e entregando os dois mantos grosseiros a eles, apanhou o cobertor fino, dizendo, “Isto cabe a mim que conheço as regras da disciplina,” e saiu fora. Estes Anciãos, que gostavam do cobertor, foram com ele para Jetavana, e contaram o caso para os Irmãos que conheciam as regras, dizendo, “É correto aqueles que conhecem a regra, devorar pilhando assim ?” Os Irmãos vendo a pilha de vestes e tigelas trazidas pelo Ancião Upananda, disseram, “Senhor, tens grande mérito, ganhaste muita comida e vestimenta.” Ele disse, “Senhores, onde está meu mérito ? Ganhei isto de tal e tal modo,” contando tudo a eles. No Salão da Verdade levantaram uma conversa, dizendo, “Senhores, Upananda, da tribo Sakya, é muito ganancioso e cobiçoso.” O Mestre, entendendo o assunto, disse, “Irmãos, os atos de Upananda não estão adequados ao progresso ; quando um Irmão explica o progredir a outro, ele deve primeiro agir de acordo ele mesmo e então pregar aos outros.”

Estabeleça a si mesmo primeiro em propriedade,
Depois ensine ; o sábio não busca auto-satisfação.

Com esta estrofe do Dhammapada ele apresentou a lei e disse, “Irmãos, Upananda não é ganancioso pela primeira vez ; ele o foi antes e antes saqueou a propriedade de outros” : e assim contou um conto(a) antigo.

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Certa vez quando Brahmadatra reinava em Benares, o Bodhisatva era um espírito d'árvore à margem de um rio. Um chacal, chamado Mayavi, tomou uma esposa e vivia em um lugar nesta margem de rio. Um dia sua companheira disse a ele, “Marido, uma vontade me atinge : desejo comer um peixe rohita fresco.” Ele disse, “Fique tranquila, o trarei para ti,” e seguindo o rio ele envolveu as patas em trepadeiras e caminhava pela margem. Naquele momento, duas lontras, Gambhiracari e Anutiracari, estavam em pé na margem procurando peixe. Gambhiracari viu um grande peixe rohita e entrando n'água com um pulo, pegou o peixe pelo rabo. O peixe era forte e continuou arrastando-o. Ele chamou o outro, “Este grande peixe será suficiente para nós dois, venha e me ajude,” falando a primeira estrofe :-

Amigo Anutiracari, corra em minha ajuda, prego :
Apanhei um grande peixe : mas ele me arrasta com força.

Escutando isto, o outro falou a segunda estrofe :-

Gambhiracari, sorte tua ! Tua empunhadura ser firme e resistente,
E como um condor levantaria uma serpente, jogarei para fora o indivíduo.

Então os dois juntos jogaram para fora o peixe rohita, deixando-o no chão e matando-o : mas diziam um ao outro, “Você o divide,” discutiam e não conseguiam dividí-lo : e assim, sentados, pararam. Naquele momento o chacal chegou no lugar. Vendo-o, ambos o saudaram e disseram, “Senhor da grei dos cinzas, este peixe foi apanhado por nós dois juntos : uma disputa surgiu porque não conseguimos dividí-lo : faças tu uma divisão justa partindo-o,” falando a terceira estrofe :-

Uma disputa surgiu entre nós, observe ! Ó tu de cor cinza,
Que nossa querela, honrado senhor, seja apaziguada por ti.

O chacal escutando-os, disse, declarando sua própria força :-

Já arbitrei muitos casos e fi-lo pacificamente :
Que vossa querela, honrados senhores, seja apaziguada por mim.

Tendo dito esta estrofe e feito a partilha, falou outra estrofe :-

Rabo, Anutiracari ; cabeça, Gambhiracari :
O meio ao árbitro propriamente será pago.

Então assim dividindo o peixe, disse, “Vocês comam cabeça e rabo sem brigar,” e apanhando a porção do meio com a boca, saiu correndo embora diante dos olhos deles. Eles sentaram tristes, como se tivessem perdidos mil dinheiros e falaram a sexta estrofe :-

Não fora nossa briga, ele nos teria sido suficiente sem falha :
Mas agora o chacal pegou o peixe e nos deixou cabeça e rabo.

O chacal ficou feliz e pensando “Agora darei a minha esposa peixe rohita para comer,” foi até ela. Ela o viu vindo e saudando-o falou a estrofe :-

Como um rei fica feliz em unir um reino à sua lei,
Do mesmo modo estou feliz ho-je vendo meu senhor com sua boca cheia.

Então ela questionou-o sobre os meios da consecução, falando uma estrofe :-

Como, ser terrestre, conseguiste d'água apanhar um peixe ?
Como realizaste o feito, meu senhor ? prego responda o que desejo.

O chacal, explicando os meios a ela, falou a próxima estrofe :-

Pela disputa veio a fraqueza deles, pela disputa seus meios decaíram :
Pela disputa as lontras perderam seu prêmio : Mayavi, come a presa.

Há ainda outra estrofe pronunciada pela Perfeita Sabedoria de Buddha :-

Do mesmo modo quando disputa surge entre as pessoas,
Buscam um árbitro : o tornam líder :
Seus bens decaem e os cofres do rei ganham.

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Após a lição, o Mestre declarou as Verdades e identificou o Jataka :- “Naquele tempo o chacal era Upananda, as lontras os dois homens idosos, o espírito d'árvore que testemunhou a causa era eu mesmo.”

quinta-feira, 4 de março de 2010

399 Buddha Abutre


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399
Como os velhos darão conta,” etc.- O Mestre contou esta história quando residia em Jetavana, relativa a um Irmão que amparava a mãe.

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Certa vez quando Brahmadatra reinava em Benares, o Bodhisatva nasceu como abutre. Quando ele cresceu colocou seus pais, agora velhos e com olhos obscurecidos, numa caverna de abutres e alimentava-os trazendo carne de vaca e semelhantes. Naqueles dias um caçador deixou armadilhas para abutres pelo cemitério de Benares. Um dia o Bodhisatva buscando carne veio ao cemitério e teve a pata pega pela armadilha. Ele não pensou em si mesmo mas lembrou-se de seus velhos pais. “Como irão meus pais viver agora? Acho que morrerão, ignorantes de que fui pego, sem ajuda e miseráveis, definhando naquela cova montanhosa:” assim lamentando falou a primeira estrofe:-

Como os velhos darão conta agora na cova montanhosa?
Pois estou atado a armadilha, escravo do cruel Niliya.

O filho de um caçador, escutando seu lamento, falou a segunda estrofe, o abutre falou a terceira, e assim alternadamente:-

Abutre, que estranho choro é este seu que captam meus ouvidos?
Nunca escutei ou ouvi pássaro falar em voz humana.

Cuido de meus velhos pais numa cova montanhosa,
Como os velhos darão conta se me tornei teu escravo?

Carcaça, abutre vê a duzentos quilômetros de distância;
Por quê falhaste em ver armadilha e rede tão junto à vista?

Quando a ruína chega a uma pessoa e o fado demanda a morte,
Falha em ver armadilha ou rede apesar de junto à vista.

Vá cuidar de seus idosos pais na cova montanhosa,
Vá, visite-os em paz, tens de mim a liberdade ansiada.

Ó caçador, sejas tua a felicidade, com todos seus amigos e parentes (kith & kin):
Cuidarei de meus idosos pais na cova montanhosa.

Então o Bodhisatva, liberto do medo da morte, alegre agradeceu e falando a estrofe final pegou um punhado de carne e foi embora e deu a seus pais.

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Após a lição, o Mestre declarou as Verdades e identificou o Jātaka:- Após as Verdades, o Irmão foi estabelecido na fruição do Primeiro Caminho:- “Naqueles dias, o caçador era Channa, os pais eram parentes do rei, o rei abutre, eu mesmo.”





segunda-feira, 1 de março de 2010

398 Buddha Pobre



398
“O Rei envia-te,” etc.- O Mestre contou esta história quando residia em Jetavana, relativa a um Irmão que amparava a mãe. A ocasião aparecerá no Sāma Jātaka número 540.

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Certa vez quando Brahmadatra reinava em Benares, o Bodhisatva nasceu em uma família de um pai de família pobre : chamaram-no Sutana. Quando ele cresceu ganhava salários e sustentava seus pais: quando seu pai morreu, amparava a mãe. O rei daqueles dias gostava de caçar. Um dia ele entrou com um grande cortejo na floresta dois ou três quilômetros, e fez uma proclamação (para todos), “Se um cervo escapar no posto de algum homem, este homem pagará uma multa no valor do cervo.” Os ministros tendo feito uma cabana camuflada do lado da estrada principal deram-na ao rei. Os cervos levantaram-se com o grito dos homens que circundaram suas tocas e um antílope veio para o posto do rei. O rei pensou, “Vou acertá-lo,” e soltou uma flecha. O animal, que sabia de truques, viu que a flecha vinham do seu lado, girando, caiu como que ferido pela flecha. O rei pensou, “Acertei-o,” e correu para pegá-lo. O cervo levantou-se e fugiu como um vento. Os ministros do resto do cortejo zombaram do rei. Ele perseguiu o cervo e quando este estava cansado, ele o cortou em dois com sua espada : segurando as peças em um pau ele veio como se carregando um poste e dizendo, “Descansarei um pouco,” dirigiu-se para perto de uma árvore banian do lado da estrada e deitando dormiu. Um yaksha chamado Makhādeva havia renascido naquele banian e obtido de Vessavana ( rei dos yakshas ) todo ser vivo que vinha até ele, como sua comida. Quando o rei levantou-se ele disse, “Pare, você é minha comida,” e pegou-o pela mão. “Quem é você?” disse o rei. “Sou um yaksha aqui nascido, tomo toda pessoa que vem aqui, é minha comida.” O rei, tendo bom coração, perguntou, “Você comerá só ho-je ou habitualmente?” “Habitualmente comerei o quê tiver.” “Então coma este cervo ho-je e deixe-me ir; a partir d’a-manhã mandarei uma pessoa com um prato de arroz todo dia.” “Cuidado então: no dia que ninguém for enviado, comerei você.” “Sou rei de Benares: não há nada qu’eu não possa fazer.” O yaksha aceitou a promessa e deixou ele ir. Quando o rei veio para a cidade, contou o caso para um ministro e perguntou o que devia ser feito. “Foi fixado um limite de tempo, Ó rei?” “Não.” “Isto foi errado enquanto te afeta: mas não liga, tem muita gente na cadeia.” “Então administre este caso, e dê-me vida.” O ministro concordou, e tirando uma pessoa da prisão todo dia enviou-os ao yaksha com um prato de arroz , sem contar nada. O yaksha comia ambos, arroz e gente. Depois de um tempo a cadeia ficou vazia. O rei sem encontrar ninguém para carregar o arroz tremia de medo de morrer. O ministro confortando-o disse, “Ó rei, desejo de riqueza é mais forte que o desejo da vida: vamos colocar um pacote com mil moedas nas costas de um elefante e proclamar aos tambores, ‘Quem pegará o arroz e levará ao yaksha e tomará esta riqueza?’” e ele assim o fez. O Bodhisatva pensou, “Tenho centavos e meios centavos de salários, dificilmente consigo amparar minha mãe: tomarei esta riqueza e darei a ela, e então irei para o yaksha : s’eu levar a melhor sobre ele, bom, se não, ela viverá confortavelmente”: e assim ele falou com sua mãe, mas ela disse, “Tenho o suficiente,querido, não necessito de riquezas,” e assim o proibiu duas vezes; mas na terceira vez sem pedir a ela, ele disse, “Senhores, tragam-me as mil moedas, levarei o arroz.” Assim ele deu à mãe as mil moedas e disse, “Não te atormentes [to fret], querida; dominarei o yaksha e darei felicidade ao povo : voltarei e farei tua face chorosa sorrir,” e então saudando-a foi até o rei com os homens do rei, e saudando-o lá ficou. O rei disse, “Meu bom homem, levarás o arroz?” “Sim, ó rei.” “O quê deves levar contigo?” “Suas sandálias douradas, ó rei.” “Por quê?” “Ó rei, aquele yaksha toma para comer as pessoas que estão no chão ao pé da árvore : estarei nas sandálias não no chão dele.” “Alguma coisa a mais?” “Seu parassol, ó rei.” “Por quê?” “Ó rei, o yaksha toma para comer as pessoas que estão na sombra de sua árvore : estarei na sombra do parassol não na da árvore dele.” “Algo mais?” “Sua espada, ó rei.” “Com qual propósito?” “Ó rei, mesmo os duendes temem aqueles com armas em suas mãos.” “Algo mais?” “Sua tigela dourada, Ó rei, cheia do teu próprio arroz.” “Por quê, bom homem?” “Não cai bem para um sábio como eu, levar comida estragada numa tigela de barro.” O rei consentiu e enviou oficiais que lhe dessem tudo que pediu. O Bodhisatva disse, “Não tema, Ó grande rei, voltarei ainda ho-je tendo dominado o yaksha e fazendo-te feliz,” e assim tomando as coisas necessárias e indo para o lugar, colocou pessoas não distantes d'árvore, calçou as sandálias douradas, cingiu a espada, colocou o parassol na cabeça, e levando arroz numa tigela dourada foi para o yaksha. O yaksha olhando a estrada viu-o e pensou, “Este homem não vem como os que vieram nos outros dias, qual a razão?” O Bodhisatva aproximando-se da árvore esticou a tigela de arroz na sombra com a ponta da espada, e estando perto da sombra falou esta estrofe:-

O rei envia-te arroz preparado e temperado com carne:
Se Makhādeva está em casa, que saia e coma !

Escutando o yaksha pensou, “O enganarei e o comerei quando entrar na sombra,” e assim falou a segunda estrofe:-

Venha p’ra dentro, jovem, com tua temperada comida,
Os dois, você e ela, jovem, são bons de comer.

Então o Bodhisatva falou duas estrofes:-

Yaksha, perdes uma coisa grande por uma pequena,
As pessoas temendo a morte não trarão comida alguma.
Você terá um bom suprimento de comida,

Pura e doce e cheirosa à tua mente :
Mas uma pessoa para trazê-la aqui,
Se me comeres, vai ser difícil descobrir.

O yaksha pensou, “O jovem fala em bom senso,” e estando inclinado ao bem falou duas estrofes:-

Jovem Sutana, meus interesses estão claros mostrados por ti :
Visite tua mãe então, em paz, tens permissão de ir.

Leve espada, parassol e tigela, jovem, e siga teus caminhos,
Visite feliz tua mãe e traga a ela dias felizes.

Escutando as palavras do yaksha, o Bodhisatva ficou contente, e pensando, “Minha tarefa está completa, o yaksha dominado, mais riquezas ganhas e a palavra do rei guardada,” e assim agradecendo ao yaksha falou a estrofe final:-

Com todos teus parentes e familiares, yaksha, possas ser retamente feliz:
A vontade do rei foi realizada, e riquezas ganhei.

Assim advertiu o yaksha, dizendo, “Amigo, fizestes más ações antes, fostes cruel e duro, comes a carne e o sangue dos outros pois nascestes yaksha : de agora em diante não mates nem faças coisas semelhantes:” Então falando das bênçãos da virtude e da miséria do vício, estabeleceu o yaksha nas cinco virtudes : então disse, “Por quê morar na floresta? Venha, te colocarei no portão da cidade e terás o melhor arroz.” Assim ele foi com o yaksha, fazendo-o carregar a espada e outras coisas, e vieram para Benares. O rei com seus ministros saíram fora para encontrar o Bodhisatva, estabeleceu o yaksha no portão da cidade e fê-lo receber o melhor arroz : então ele entrou na cidade, proclamando aos tambores e clamando por assembléia do povo falou em louvor do Bodhisatva e deu-lhe o comando do exército : ele mesmo estabelecendo-se no aprendizado do Bodhisatva, fez boas ações e caridade e outras virtudes, e tornou-se fadado ao céu.

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Após a lição, o Mestre declarou as Verdades, e identificou o Jātaka:- Depois das Verdades, o Irmão que amparava sua mãe foi estabelecido na fruição do Primeiro Caminho:- “Naqueles dias o Yaksha era Angulimalā, o rei Ānanda, o jovem eu mesmo.”



quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

397 Buddha Leão


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397
O arco está curvado... etc”. – O Mestre contou esta história quando residia no Bosque de Bambu, relativa a um Irmão que tinha más companhias. A ocasião foi apresentada amplamente no Jātaka 26. O Mestre disse, “Irmãos, não é a primeira vez que ele tem más companhias,” e contou um conto antigo.

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Certa vez quando Brahmadatra reinava em Benares, o Bodhisatva era um leão e vivendo com uma leoa tinha dois filhotes [cachorros] , um macho e uma fêmea. O nome do macho era Manoja. Quando ele cresceu tomou uma leoa por esposa : e assim tornaram-se cinco. Manoja matava búfalos selvagens e outros animais, e assim tomava carne para alimentar seus pais, irmã e esposa. Um dia no seu campo de caça viu um chacal chamado Girlya, incapaz de correr e deitado de bruços. “Como estais, amigo?” ele disse. “Desejo serví-lo, meu senhor.” “Então, faça isto.” E assim levou o chacal para seu covil. O Bodhisatva vendo-o disse, “Querido Manoja, chacais são fracos e pecadores, e dão mau conselho; não traga este para perto de ti :” mas não conseguiu impedí-lo. Então um dia o chacal desejoso de comer carne de cavalo, disse a Manoja, “Senhor, a não ser carne de cavalo, não há nada que não comemos; vamos pegar cavalo.” “Mas onde há cavalos, amigo ?” “Em Benares na margem do rio.” Ele aceita o conselho e vai com ele para lá onde os cavalos banham-se no rio; ele pegou um cavalo e jogando nas costas, veio rápido para a boca do seu covil. Seu pai comendo a carne de cavalo disse, “Caro, cavalos são propriedades do rei, reis têm estratagemas vários, eles têm arqueiros habilidosos no tiro; leões que comem carne de cavalo não vivem muito, de agora em diante não pegue cavalos.” O leão sem seguir o conselho do pai continuou a pegá-los. O rei, escutando que um leão estava pegando os cavalos , fez um tanque de banho para os cavalos dentro da cidade : mas o leão continuou vindo e pegando. O rei fez um estábulo, e dava forragem e água dentro dele. O leão veio por cima do muro e pegava cavalos mesmo dentro dos estábulos. O rei chamou um arqueiro que atirava como um raio e perguntou se podia acertar o leão. Ele disse que podia e fazendo uma torre perto do muro por onde o leão vinha, lá esperou. O leão veio e posicionando o chacal no cemitério do lado de fora, saltou dentro da cidade para pegar cavalos. O arqueiro pensando, “Sua velocidade é muito grande quando ele vem,” não o acertou, mas quando estava saindo levando um cavalo, ancorado pelo peso pesado, acertou-o no quadril traseiro com uma flecha afiada. A flecha saiu pelo quadril dianteiro voando pelos ares. O leão urrou “Fui atingido.” O arqueiro depois de acertá-lo tocou a corda do arco como um som de trovão. O chacal escutando o barulho do leão e do arco disse para si mesmo, “Meu camarada foiatingido e deve estar morto, não há amizade com os mortos, voltarei agora para minha velha residência na floresta,” e assim falou duas estrofes:-

O arco está curvado, a corda soa amplamente;
Manoja, rei das bestas, meu amigo, está morto.

Ai, buscarei na floresta o melhor que possa:
De tal amizade nada; outros serão meu esteio.

O leão numa corrida veio e atirou o cavalo na boca do covil, caindo morto ele também. Seus parentes saíram e o viram cheio de sangue, que saía das feridas, morto por seguir o fraco; e seu pai, mãe, irmã e esposa vendo-o falaram quatro estrofes respectivamente:-

Não é próspera a fortuna daquele seduzido pelo fraco;
Vejam Manoja jazendo aí, devido ao conselho de Giriya.

Não alegra-se as mães com um filho cujos camaradas não são bons:
Vejam Manoja jazendo aí todo coberto de sangue.

Com tal porção queda-se o homem, jaz em baixa condição,
Quem segue não o conselho da verdadeiro e sábio amigo.

Este, ou pior que este, seu fado
Do que é alto, mas crê no baixo:
Vejam, assim do estado de rei
Ele cai diante do arco.

Por último, a estrofe da Sabedoria Perfeita:-

Quem segue os proscritos, é ele atirado para fora,
Quem corteja iguais nunca será traído,
Querm curva-se diante do mais nobre, cresce rápido;
Busque portanto aos teus melhores para conselho.

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Depois da lição, o Mestre declarou as Verdades, e identificou o Jātaka:- Depois das Verdades o irmão que mantinha más companhias foi estabelecido na fruição do Primeiro Caminho:- “Naqueles dias o chacal era Devadatra, Manoja o que mantinha má companhia, sua irmã era Uppalavannā, sua esposa a Irmã Khemā, sua mãe a mãe de Rāhula, seu pai eu mesmo.”

domingo, 21 de fevereiro de 2010

396 Buddha Sábio Ministro


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396
O pico de um côvado... etc”.- O Mestre contou isto quando resida em Jetavana, relativo a advertência ao rei [ Jātaka 521, em conversa com o rei de Kosala, Gautama adverte sobre o seguir ou evitar os prazeres sensuais, comparando a sonhos e semelhantes, dizendo,
No caso destas pessoas, nenhuma propina moverá a inexorável morte,nem a amolecerá com gentileza. Na briga ninguém vence a morte.Pois tudo está fadado a morrer.” ].
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Certa vez quando Brahmadatra reinava em Benares, o Bodhisatva era seu conselheiro em coisas temporais e espirituais. O rei foi instigado a seguir caminhos errados, reinando com injustiça e coletando riqueza com a opressão ao povo. O Bodhisatva querendo advertí-lo buscava uma parábola. Bem, o quarto de dormir do rei estava faltando acabar , o telhado não estava completo : os caibros suportavam um pico mas estavam apenas colocados em posição. O rei tinha saído para divertir-se no parque: quando voltou para casa e olhou para cima viu o pico : temendo que caísse , saiu e ficou do lado de fora, e olhando para cima novamente pensou “Por quê aquele pico está largado e solto ? e como estão os caibros?” e perguntando ao Bodhisatva ele falou a primeira estrofe:-
O pico de um côvado e meio de altura,
Oito palmos de circunferência encompassada,
Construído reto de simsapa e sāra:
Por quê estende-se estável?

Escutando-o o Bodhisatva pensou “Tenho aí uma parábola de advertência ao rei,” e falou estas estrofes:-

Os trinta caibros vergados, de madeira sāra,
Colocados em omni forme , encompassam-no, ao redor,
Eles o pressionam rijamente, pois é boa sua preensão:
O retificam e estabilizam.

Assim é a pessoa sábia, cercada de amigos fiéis,
Por conselheiros constantes e puros:
Nunca da altura da fortuna descerá:
Como os caibros seguram estável o pico.

Enquanto o Bodhisatva assim falava o rei considerava sua própria conduta, “Se não houver nenhum pico, os caibros não firmarão; o pico não eleva-se preso pelos caibros; se os caibros quebram, o pico cai : e assim um mau rei, se não mantém unido amigos e ministros, seus exércitos, seus brahmins e chefes de famílias, se estes quebrarem, não é mais sustento por eles e cai de seu poder : um rei deve ser reto.” Naquele momento lhe trouxeram um limão de presente. O rei disse ao Bodhisatva, “Amigo, coma esta laranja.” O Bodhisatva pegou e falou, “Ó rei, pessoas que não sabem como comer isto, tornam-o amargo ou ácido : mas sábios que saboreiam [que sabem] , tiram o amargo e sem machucar a polpa, a comem,” e com esta parábola mostrou ao rei o jeito de coletar bens, e falou duas estrofes:-

A casca dura da laranja é amarga de comer,
Se permanecer intacta pelo aço que a corta :
Pegue só a polpa, ó rei, e ela é doce :
Estraga a doçura adicionar a casca.

Assim a pessoa sábia sem violência,
Avoluma-se no devido ao rei em vilas e cidades,
Aumenta a riqueza, e não ofende :
Anda no caminho reto, do renome.

O rei tomando conselho com o Bodhisatva foi para um lago de lótus, e vendo uma flor de lótus, com a cor do sol nascente, não violada pel' água, disse : “Amigo, aquela lótus crescida n'água permanece inviolada pel'água.” Então o Bodhisatva disse, “Ó rei, assim deve ser um rei,” e falou estas estrofes em advertência:-

Como a lótus no lago,
Brancas raízes, pur' água, a sustêm;
À face do sol floresce inteira,
Nem poeira, nem lama nem umidade podem manchá-la.

Assim a pessoa em que regra a virtude,
Humilde, pura e boa a estilizamos:
Como lótus no poço,
Manchas de pecado não podem maculá-la.

O rei escutando a advertência do Bodhisatva regrou seu reino com retidão a partir daí, e fazendo boas ações, caridade e o resto, destinou-se ao céu.

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Após a lição, o Mestre declarou as Verdaes e identificou o Jātaka: “Naquele tempo o rei era Ānanda, o sábio ministro era eu mesmo.”

  Cf.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

395 Buddha Pombo




395
“Nosso velho amigo,” etc. – O Mestre contou esta história enquanto residia em Jetavana, relativa a um Irmão ganancioso. A ocasião é a mesma que a anterior. [ Uma das variantes da história de Buda Pombo, jātakas 42, 274].

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Certa vez quando Brahmadatra reinava em Benares, o Bodhisatva era um pombo e vivia numa cesta de taquara na cozinha de um mercador de Benares. Um corvo torna-se íntimo dele e passa a viver lá. Aqui a história se desenvolve como nas outras versões. O cozinheiro depena o corvo e passa na farinha, e depois pendura um cauri no pescoço do corvo e joga ele na cesta. O Bodhisatva chega da floresta, e vendo-o, troça e fala a primeira estrofe:-

Nosso velho amigo! Vejam-no!
Veste uma jóia brilhante;
Sua barba em corte galante,
Como aparece belo nosso amigo!

O corvo escutando-o falou a segunda estrofe:-

Minhas unhas e cabelos crescem tão rápido,
Me estorvam em tudo que faço:
Finalmente veio um barbeiro,
E dos cabelos supérfluos estou livre.

O Bodhisatva falou a terceira estrofe:-

Graças teres um barbeiro então,
Que cortou seu cabelo tão bem :
Ao redor do seu pescoço, explicaria-me,
O que é isto que soa como um sino?

O corvo pronuncia duas estrofes:-

Homens da moda vestem jóias
Ao redor do pescoço : faz-se sempre:
Estou imitando-os :
Não pense que é apenas diversão.

Se realmente invejas
Minha barba bem escanhoada:
Posso fazê-lo barbear-se assim
E terás a jóia também.

O Bodhisatva escutando falou a sexta estrofe:-

Não, é em ti que elas ficam boas,
Jóia e barba caindo tão bem.
Sua chegada foi problemática:
Eu me vou e bom dia para você.

Com estas palavras ele voou e foi para outro lugar; e o corvo morreu lá e então.

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Após a lição, o Mestre declarou as Verdades e identificou o Jātaka:- Após as Verdades, o Irmão ganancioso foi estabelecido na fruição do Terceiro Caminho: “Naqueles dias o corvo era o Irmão ganancioso, o pombo era eu mesmo.”

[ N. do tr.: Detalhe do cauri, molusco moeda (gênero Cypraea L.) usado até o século retrasado na Ásia e África. Vale o dobro do ouro como já vimos em outro jataka. ]



domingo, 7 de fevereiro de 2010

394 Buddha Codorna



394
“Óleo e manteiga,” etc. – O Mestre contou isto quando em Jetavana, relativo a um Irmão ganancioso. Encontrando-o com ganância o Mestre disse-lhe, “Esta não é a primeira vez que és ganancioso: antes certa vez por cobiça em Benares não satisfeito com carcaças de elefantes, gado, cavalos e gente; e desejoso de ter comida melhor foi para a floresta;” e assim contou um conto antigo.
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Certa vez quando Brahmadatra reinava em Benares, o Bodhisatva nasceu como codorna e vivia na floresta de rude grama e sementes. Naquele tempo havia em Benares um corvo ganancioso que, não contente com carcaças de elefantes e outros animais, foi para a floresta buscando melhor comida: comendo frutos silvestres lá viu o Bodhisatva e pensando “Esta codorna é bem gorda : imagino que coma doces alimentos, perguntarei a ela sobre sua comida e comendo dela me tornarei gordo,” pendurou-se num galho acima do Bodhisatva. O Bodhisatva, sem ser perguntado, saudou-o e falou a primeira estrofe:-

Óleo e manteiga são seus mantimentos; rica sua comida, eu creio [i trow] :
Diga-me então qual a razão de tua magreza, mestre corvo.

Escutando estas palavras o corvo falou três estrofes:-

Moro no meio de muitos inimigos, meu coração vive palpitando
Aterrorizado quando em busca de comida: como pode ser gordo um corvo ?

Corvos passam a vida com medo, suas mentes alertas para o mal ;
O pouco que bicam não é suficiente ; boa codorna, por isto sou magro.

Grama rude e sementes é toda tua comida : há pouca riqueza aí :
Diga-me então, boa codorna, por quê és gorda, com tal comida reduzida.

O Bodhisatva escutando-o falou estas estrofes, explicando a razão de ser gordo:-

Tenho a mente contente e tranqüila, distâncias curtas a percorrer,
Vivo daquilo que colho, e asssim sou gordo, bom corvo.

De mente contente e feliz com pouca preocupação no coração,
Um padrão de fácil conquista : esta é a melhor parte da vida.

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Após a lição, o Mestre declarou as Verdades, e identificou o Jātaka: - Ao final das Verdades o Irmão foi estabelecido na fruição do Primeiro Caminho: “Naquele tempo o corvo era o Irmão ganancioso, a codorna era eu mesmo.”