terça-feira, 1 de janeiro de 2008




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A pessoa ereta, etc.” – Esta hstória foi contada pelo Mestre no bosque de Bambu perto de Rājagaha sobre Devadatra. A história de Devadatra será relata e atualizada quando da contratação de Abhimāra no Jātaka  534; quando de sua demissão do ofício de Tesoureiro, no Jātaka 533; e quando foi engulido pela terra no Jātaka 466 [ Hiuen-Tsiang, Mestre da Lei, santo chinês buddhista no começo do século VII na grande jornada saindo da China para a Índia pela rota da seda em busca dos mestres Brahmins ( Buddhistas ; os nomes se confundiam como uma mesma tradição o quê os Jatakas mostram bem mas depois se separaram como a ortodoxia e os romanos no cristianismo ), vê estes abismos que teriam engulido vários personagens desta história de Buddha : vê também as escadas as três escadas construídas por Vishvākharma de onde os deuses desceram do céu para a terra, escadas de prata, ouro, cristais e pedras preciosas, vê restos delas, mil anos depois, restos com tijolos remendados. Na viagem de então vê rastros e pegadas onde passaram Buddha. Este guia de viagem ajudou os sahibs na Índia a descobrirem, literalmente, retirar a terra que cobria todos os lugares sagrados do Buddhismo nos sécs. o XIX / XX ].

Pois, na ocasião agora em questão, Devadatra, falhando em carregar os Cinco Pontos [ n. do tr.: Ver Kullavagga, VII, 1 – et seqq. Os ‘Cinco Pontos’ de Devadatra estão em VII, 3, 14 como segue: - ‘Os Irmãos devem viver toda a vida na floresta, subsistindo só de ofertas colhida na rua, só vestir trapo rasgado e sujo, só dormir debaixo de árvore e nunca debaixo de teto, nunca comer nem carne nem peixe’. Estes cinco pontos são de ascetismo mais rígido que os legislados por Buddha, e foram formulados por Devadatra para sobrepujar seu primo e mestre ] que tinha exigido, causa um cisma na Irmandade e sai com quinhentos Irmãos para morar em Gayā-sisa. Bem, estes Irmãos amadureceram em conhecimento ; e o Mestre, sabendo disto, chama os dois discípulos chefes, Sāriputra e Mooggaallana, e diz, “Sāriputra, seus quinhentos pupilos que foram pervertidos pelo ensino de Devadatra e saíram com ele, atingiram conhecimento maduro. Vá lá com alguns Irmãos, pregue a Verdade a eles, ilumine este que vagam a respeito dos Caminhos e dos Frutos, e traga-os de volta contigo.”

Eles foram lá, pregaram a Verdade, iluminaram-os com respeito aos Caminhos e Frutos, e dia seguinte aurora voltaram com aqueles Irmãos para o Bosque de Bambu. E enquanto Sāriputra lá permanecia após ter saudado o Bento / o Abençoado ao retornar, os Irmãos assim falaram em louvor ao Ancião Sāriputra, “Senhor, brilhante a glória de nosso irmão mais velho, o Capitão da Verdade, quando retornou seguido dos quinhentos Irmãos; enquanto Devadatra perdeu todos seus seguidores.”
“Não é esta a primeira vez, Irmãos, que a glória fica com Sāriputra num retorno com seguidores irmãos; glória semelhante foi dele também em dias passados. Também não é a primeira vez que Devadatra perde todos seus seguidores ; também perdeu em dias passados.”
Os Irmãos pediram ao Bento que contasse a história. O Abençoado tornou claro o quê estava escondido pelo re-nascer.

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Certa vez na cidade de Rājagaha no reino de Magadha legislava um rei de Magadha em cujos dias o Bodhisatva veio a vida como um Cervo. Crescendo, habitava na floresta como líder de uma horda de mil cervos. Ele tinha dois filhos chamados Luckie e Blackie. Quando cresceu, passou o cargo aos dois filhos, colocando quinhentos ao cuidado de cada um. E então os dois jovens cervos ficaram cuidando da horda.
Quando do tempo da colheita em Magadha, com o fruto maduro nos campos, é perigoso para os cervos na floresta ao redor. Ansiosos em matar as criaturas que devoram suas colheitas, os camponeses, cavam fossos, fixam estacas, armam pétreas armadilhas, e colocam laços e redes; de modo que muitos cervos são mortos.
Concordemente, quando o Bodhisatva viu que era tempo de colheita, chamou os dois filhos e disse a eles, “Meus filhos, é agora o tempo em que os frutos estão maduros no campos, e muitos cervos encontram a morte nesta estação. Nós que somos mais velhos arranjaremos para ficar no mesmo lugar; mas vocês retirem-se cada um com sua horda para as trilhas das montanhas na floresta e voltem quando os frutos já tiverem sido carregados.” “Muito bem,” disseram estes dois filhos, e partiram com suas hordas, como o pai mandou.
Bem, as pessoas que vivem ao longo dos caminhos sabem bem quando é hora dos cervos irem e retornarem das montanhas. E pescrutando de tocaia aqui e lá ao longa da rota, pegam e matam muitos cervos. O tolo Blackie, ignorante do tempo de viajar e tempo de parar, mantinha os cervos marchando cedo e tarde, aurora e ao crepúsculo, próximo das bordas das vilas. E os camponeses, emboscando-se ou em aberto, destruíram muitos de sua horda. Tendo então por sua tolice crassa operado a destruição de muitos destes, foi com poucos sobreviventes que alcançou a floresta.

Luckie por outro lado, sendo sábio e astuto e cheio de recurso, nunca nem de perto aproxima-se das bordas das vilas. Ele não viaja de dia, nem mesmo n’aurora ou crepúsculo. Só na noite morta ele se move; e o resultado foi que chegou à floresta sem perder nem um indivíduo de seus cervos.
Quatro meses permaneceram na floresta, sem deixar as montanhas até que os frutos fossem carregados. No caminho de volta para casa, Blackie repetindo seu erro anterior perde o resto de sua horda e retorna só e solitário; enquanto Luckie não perdeu ninguém de sua horda, mas trouxe de volta todos os quinhentos cervos, quando apareceu diante de seus pais. Quando viu seus dois filhos voltando, o Bodhisatva fabricou esta estrofe relativo a horda de cervos:-

A pessoa ereta em gentileza tem seu prêmio.
Vejam Luckie liderando de volta sua tropa,
Enquanto Blackie ali está privado de toda a horda.

Tal foi àcolhida do Bodhisatva a seu filho ; e depois de viver a boa anciedade, passou sendo tratado de acordo com seus méritos.

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Ao final da lição, quando o Mestre repetiu que a glória de Sāriputra e a queda de Devadatra tinham paralelos em dias passados, mostrou a conexão juntando as duas histórias e identificando o Jātaka dizendo, “Devadatra era Blackie daqueles dias; seus seguidores os seguidores de Blackie; Sāriputra era Luckie daqueles dias, e seus seguidores os seguidores de Buddha; a mãe de Rāhula [Yashodara], era a mãe naqueles dias; e eu mesmo era o pai.”

10 "A pessoa que não guarda ...'





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A pessoa que não guarda nem é guardada, etc.” - Esta história foi contada pelo Mestre enquanto no Bosque de Manga de Anupiya, sobre o Ancião Bhaddiya ( o Feliz), que juntou-se à Irmandade na companhia de seis jovens nobres que estavam com Upāli, o barbeiro. Destes, Anciãos Bhaddiya, Kimbila, Bhagu, e Upali atingiram a Arahat(idade); o Ancião Ānanda entrou no Primeiro Caminho; o Ancião Anurudha ganhou a visão da unidade; e Devadatra obteve o poder de auto-abstração do ênstase. [a versão de Kullavagga VII,1,4: ‘Então o Abençoado recebeu primeiro Upāli o barbeiro, e depois aqueles jovens do clã Sākya, nos ranks da Ordem. E o venerável Bhaddiya, antes que acabasse a estação das chuvas, tornou-se mestre da Sabedoria Tripla, e o venerável Anuruddha adquiriu a Visão Celeste, e o venerável Ānanda realizou o ato de entrar na Corrente, e Devadatra atingiu um tipo de Iddhi atingível mesmo por aqueles que não entraram no Excelente Caminho.’ Então o Kullavagga como que segue com este jātaka de Bhaddhiya] A história destes jovens nobres, a partir dos eventos de Anupiya, será relatada no Jātaka N.o 534 .
Bhaddiya passava seus dias de realeza guardando-se como se fosse sua própria divindade protetora, recordou-se do estado de medo emque vivia quando era guardado por numerosos guardas e quando inquietava-se e agitava-se mesmo na cama real e em seus quartos privativos no alto palácio; e com isto comparava a ausência de medo agora, agora que era um Arahat, vagueia para lá e prá cá, em florestas e desertos. E pensando assim, esfuziante, proclamava de coração: "Oh, felicidade! Oh, felicidade!"
Isto os Irmãos contaram ao Abençoado, dizendo, “O venerável Bhadiya declara a benção que ganhou.”
“Irmãos,” disse o Abençoado, ”não é esta a primeira vez que a vida de Bhaddiya foi feliz; sua vida não foi menos feliz em dias passados.”
Os Irmãos pediram para o Mestre contar a história. O Abençoado tornou claro o que escondera-se com o re-nascer.

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Certa vez quando Brahmadatra reinava em Benares, o Bodhisatva nasceu como um brahmin do norte com posses. Entendendo o mal das luxúrias e as bênçãos que fluem da renúncia ao mundo, abjurou as luxúrias, e retirando-se para o Himālaias lá tornou-se eremita e ganhou os oito Dons. Seus seguidores cresceram muito, chegando a quinhentos ascetas. Uma ez quando as chuvas começaram, ele saiu dos Himālaias e viajando na coleta de oferta com seus ajudantes ascetas por vilas e cidades por fim chegam a Benares, onde tomam residência no jardim real como pensionistas da bondade real. Depois de habitarem aí pelos quatro meses da chuva, veio ao rei pedir licença para ir. Mas o rei disse a ele, “Estais velho, reverendo senhor. De onde deves voltar para o Himālaias? Mande seus pupilos de volta para lá e fica você aqui.”
O Bodhisatva confiou os quinhentos ascetas ao cuidado do discípulo mais velho, dizendo, “Acompanhe-os aos Himālaias; vou ficar aqui.”
Bem este discípulo mais velho antes fora rei mas desistiu de um poderoso reino para se tornar um Irmão; com a devida performance dos ritos relativos a pensamento concentrado ele ganhouu os oito Dons. Enquanto habitava com os ascetas no Himālaias, um dia teve o desejo de ver o mestre, e disse a seus companheiros, “Vivam contentes aqui; voltarei logo que tiver prestado respeito ao mestre.” Então saiu para ver o mestre, prestou homenagem a ele, e o saudou com amor. Então deitou ao lado de seu mestre numa esteira que lá espalhou.
Neste momento apareceu o rei, que vinha ao jardim para ver o asceta; e saudando-o sentou-se do lado. Contudo apesar de estar consciente da presença do rei, este discípulo mais velho abasteve-se de levantar, e ainda deitado lá, gritou com veemência apaixonada, “Ó felicidade! Ó felicidade!”
Desgostoso que o asceta, apesar de tê-lo visto, não levantara, o rei disse ao Bodhisatva, “Reverendo, senhor, este asceta deve ter se alimentado, vendo-se que lá descansa tão feliz, exclamando com tanta veemência.”
“Senhor,” disse o Bodhisatva, “antes este asceta era um rei com tu és. Ele está pensando como antes nos dias passados era leigo e vivia em pompa real com muitos guardas a guardá-lo, ele nunca teve tanta felicidade quanto tem agora. É a felicidade da vida de Irmão, e a felicidade que o Insight traz, que o leva a esta veemente exclamação.” E o Bodhisatva depois repetiu a estrofe para ensinar o rei a Verdade:-

"O homem que não guarda, nem é guardado, senhor
Vive feliz, livre das escravidões das luxúrias."

Apaziguado pela lição assim ensinada a ele, o rei fez sua saudação e voltou ao palácio. O discípulo também despediu-se do mestre e retornou aos Himālaias. Mas o Bodhisatva continuou a morar lá e morrendo com Insight pleno e inquebrável, re-nasceu no Reino de Brahma.

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A lição terminada, as duas histórias contadas, o Mestre mostrou a conexão juntando as duas e identificando o Jātaka dizendo, - “O Ancião Bhaddiya era o discípulo daqueles dias e eu mesmo o mestre da companhia de ascetas.”

9 "Vejam este cabelo grisalho..."




   ( A Grande Renúncia com Siddharta cortando os cabelos com Channa e Kanthaka representados, no alto um deva leva os cabelos e embaixo as insígnias reais. Borobudur, Indonésia )  

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Vejam! este cabelo grisalho, etc.” – Esta história o Mestre contou em Jetavana sobre a Grande Renúncia, que está relatada no Nidāna-Kathā (aqui trata-se já da partida do Príncipe Siddharta de Kapilavastu com Rahula nenenzinho no colo da mãe Yashodhara na noite em que os devas o chamaram para partir, “Então Sakra e os devas guardiões dos quatro quadrantes e mais um sem-número de devas dos céus cercaram-no e cantaram: “Sagrado príncipe, chegou a hora de procurar a Mais Alta Lei da Vida”. E ele refletiu: “Agora todos os devas desceram à terra para confirmar minha resolução. Eu me vou: chegou a hora”. Saiu montando pela última vez o cavalo chamado Kantaka que Channa o cocheiro trouxera, e começa suas jornadas).
Nesta ocasião os Irmãos sentaram louvando a Renúncia do Senhor da Sabedoria. Entrando no Salão da Verdade e sentando-se no lugar do Buddha, o Mestre então dirigiu-se aos Irmãos: - “Qual o tema, Irmãos, do conclave sentado?”
“Não é outro que, senhor, o louvor da sua Renúncia.” “Irmãos,” somou o Mestre, “não apenas nos dias de hoje que o Tathāgatha faz a Grande Renúncia ; em dias passados de modo semelhante ele renunciou ao mundo.”
Os Irmãos pediram ao Abençoado que contasse a história. E Ele tornou claro o que estava escondido pelo re-nascer.

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Certa vez que Mithila no reino de Videha havia um rei chamado Makhādeva, que era reto e regia com retidão. Em períodos sucessivos de oitenta e quatro mil ele respectivamente entretêve-se como príncipe, legislou como vice-rei, reinou como rei. Todos estes longos anos ele viveu, quando um dia disse a seu barbeiro,- “Diga-me, amigo barbeiro, quando vires algum cabelo grisalho na minha cabeça.” Assim um dia, anos e anos depois, o barbeiro realmente encontrou entre os negros cachos do rei, um único cabelo grisalho e contou ao rei. “Retire-o, meu amigo,” disse o rei; “e coloque-o na minha palma da mão.” O barbeiro concordemente tirou o cabelo com suas tesouras douradas e o colocou na palma da mão do rei. O rei ainda tinha naquele momento oitenta e quatro mil anos para viver; mas contudo vendo o único cabelo grisalho ele preencheu de profunda emoção. Ele pareceu estar vendo o Rei da Morte diante dele, ou estar encarcerado dentro de uma cabana de folhas. “Tolo Makhādeva!” ele gritou; “cabelos grisalhos vieram antes a ti do que se desvencilhaste das depravações.” E enquanto pensava e pensava sobre o aparecimento do cabelo grisalho, inflamou-se por dentro; o suor rolava de seu corpo; enquanto sua roupa o oprimia e estava insuportável. “Hoje mesmo,” ele pensou, “renunciarei ao mundo pela vida de Irmão.”
Ao barbeiro deu o feudo de uma vila, que rendia cem mil dinheiros. Chamou o filho mais velho e disse-lhe, “Meu filho, cabelos grisalhos apareceram em mim e tornei-me velho. Já tive a minha parte de alegria humana e satisfeito provarei as alegrias divinas; chegou a hora da minha renúncia. Tome a soberania para ti; e quanto a mim tomarei domicílio no bosque chamado Bosque de Manga de Makhādeva, e lá trilharei o caminho do ascetismo.”
Enquanto estava assim inclinado a tomar a vida de Irmão, seu ministro aproximou-se e disse, “Qual a razão, senhor, por quê adotas a vida de Irmão?”
Tomando o cabelo grisalho na mão, o rei repetiu a estrofe a seus ministros:-

Olhem! Estes cabelos grisalhos que na minha cabeça apareceu
São os próprios mensageiros da Morte que vieram roubar
Minha vida. É tempo de largar as coisas mundanas,
E no caminho do eremita buscar paz salvadora.

E após estas palavras, ele renunciou sua soberania naquele mesmo dia e tornou-se um recluso. Habitando no Bosque de Manga de Makhādeva, lá durante oitenta e quatro mil anos adotou os Quatro Estados Perfeitos dentro dele mesmo, e morrendo com insight pleno e inquebrável, renasceu no Domínio de Brahma. Depois disto tornou-se rei novamente de Mithilā, com o nome de Nimi, e depois de unir a família dispersa, uma vez mais tornou-se eremita naquele mesmo Bosque de Manga, ganhando os Quatro Estados Perfeitos e passando daí mais uma vez para o Domínio de Brahma.

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Depois de pronunciar o discurso que antes semelhantemente renunciara o mundo em dias passados, o Mestre no final de suas lições pregou as Quatro Verdades (existência individual é dor; anseios causam a continuidade da existência individual; com o desaparecimento dos anseios, a existência individual também desaparece; anseios desaparecem seguindo o Nobre Óctuplo Caminho indicado pelo Buddha). Alguns entraram no Primeiro Caminho, alguns no Segundo, e alguns no Terceiro. Tendo contado as duas histórias, o Mestre mostrou a conexão entre elas e identificou o Jātaka, dizendo:- “Naqueles dias Ānanda era o barbeiro, Rāhula o filho, e eu mesmo Rei Makhādeva.”

Mors janua vitae, morte porta da vida.

8 "O fruto do seu desejo..."




                ( pintura de Buddha em caverna de Ajanta feitas por Arhât Achâra na Índia )

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O fruto do seu desejo,etc” – Esta história foi contada pelo Mestre enquanto em Jetavana sobre um Irmão que desistiu de perseverar, de permanecer. Neste Jātaka, ambos, a História Introdutória e a História do Passado, serão dados no Jātaka n.o 462; - os incidentes são iguais em ambos os Jātakas, mas os versos canônicos são diferentes.
Permanecendo constantemente nos conselhos do Bodhisatva, Príncipe Gāmani, percebe-se – apesar do mais novo de cem irmãos – cercado por estes cem irmãos como séqüito e sentado debaixo do pálio branco da realeza, contemplou sua glória
e pensou – “Devo tudo isto ao meu professor.” E, na sua alegria, explodiu neste falar de coração:-

O fruto do seu desejo colhe, quem não anseia;
Saiba, Gāmani, excelência madura é a tua.

Sete ou oito dias depois de se tornar rei, seus irmãos todos partiram para suas casas. Rei Gāmani, depois de reinar com retidão, passou sendo tratado de acordo com seus méritos. O Bodhisatva também passou sendo tratado de acordo com seus méritos.

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A lição terminada, o Mestre prega as Verdades, ao final das quais o Irmão-desanimado ganha Arahat(idade). Tendo contado as histórias, o Mestre mostra a conexão juntando as duas e identificando o Jātaka.

7 Buddha rei Catador de Lenha




       ( Imagem de ruínas de Savatthi em Kosala )

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Seu filho eu sou, etc.” – Esta história foi contada pelo Mestre enquanto em Jetavana sobre Vāsabha-Khattiyā, cuja história será contada no Jātaka n.o 465. Tradição nos diz que ela era filha de Mahānāma Sakra com uma escrava chamada Nāgamundā, e que ela depois tornou-se consorte do rei de Kosala. Ela concebeu um filho do rei; mas o rei vindo a saber sua origem servil, baixou o rank dela, e também do filho Vidudabha. Mãe e filho nunca saíram para fora do palácio.

Escutando isto, o Mestre cedo àurora veio ao palácio junto com quinhentos Irmãos, e, sentando no lugar para ele preparado, disse, “Senhor, onde está Vāsabha-Khattiyā?”

Então o rei contou o que tinha acontecido.

 “Senhor, filha de quem é Vāsabha-Khattiyā?” “Filha de Mahānāma, senhor.” “Quando ela veio, veio para ser esposa de quem?” “Minha esposa, senhor.” “Senhor, ela é filha de rei; é casada com rei; para o rei concebeu seu filho. Não tem este filho autoridade sobre o reino que pertence ao governo de seu pai? Em dias passados, um monarca que teve um filho com uma catadora de lenha casualmente ( n. do tr.: a palavra muhuttikāya significa, literalmente, “momentâneo,” ou talvez possa ser traduzida por “com quem casou por um tempo.” Professor Künte (Ceylon R.A.S. Journal, 1884, p.128) vê na palavra uma referência a forma de casamento tipo Muhurta (mohotura), que “contrai-se mais entre os Mahrathas do que entre os Brahmanas,” e o qual ele compara com a forma familiar Gāndharva, i.e. união (legal) por consentimento mútuo, no estímulo do momento, sem quaisquer preliminares formais), deu a este filho a soberania.”

O rei pediu ao Abençoado que contasse esta história. Bento tornou claro o quê estava escondido pelo re-nascer.

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Certa vez em Benares, Brahmadatra o rei, saiu em grande estado para o jardim, e, errando em busca de frutas e flores chegou em uma mulher que cantava feliz enquanto catava lenha no bosque. Caindo de paixão a primeira vista, o rei tornou-se íntimo dela e o Bodhisatva foi concebido then and there lá e então. Sentindo-se pesada dentro como se carregasse o raio de Indra, a mulher soube que seria mãe, e disse isso ao rei. Ele deu a ela o anel-sinete do dedo e a despediu com estas palavras: - “Se for uma menina, gaste o valor do anel com sua alimentação; mas se for um menino, traga criança e anel para mim.”

Quando chegou o dia do parto, nasce o Bodhisatva. E quando já podia correr e brincar no playground, um grito se levantou, “Sem-pai me bateu!” Escutando isto, o Bodhisatva correu até sua mãe e perguntou quem era seu pai.

“És filho do Rei de Benares, meu filho.” “Que prova há disto, mãe?” “Meu filho, o rei quando me deixou me deu este anel-sinete e disse, ‘Se for menina, gaste o valor na alimentação dela; mas se for menino, traga a criança e o anel para mim.’” “Por quê então você não me leva no meu pai, mãe?”
Vendo o garoto de cabeça feita ela o leva ao palácio, e fez sua chegada ser anunciada ao rei. Sendo chamada ela entra e abaixa-se diante de sua majestade e diz, “Este é seu filho, senhor.”

O rei bem que sabia que era verdade, mas a vergonha diante de toda a corte fê-lo responder: “Ele não é meu filho.” “Mas aqui está seu anel-sinete, senhor; você o reconhecerá.” “Nem isto é meu anel-sinete.” Então a mulher disse, “Senhor, não tenho testemunha para provar minhas palavras, a não ser apelar à verdade. Portanto, se és o pai do meu filho, prego que ele pouse no ar; mas se não, que caia no chão e morra.” Assim dizendo ela com o pé atirou o Bodhisatva no ar.

Sentado de pernas cruzadas pousado no ar, o Bodhisatva em doces tons repetiu a estrofe a seu pai, declarando a verdade:-

Seu filho eu sou, grande monarca; erija-me, Senhor!
O rei erige os outros, e ainda mais seu filho.

Escutando o Bodhisatva ensinar a verdade a ele pousado no ar, o rei estendeu os braços e gritou, “Venha p’ra mim, meu filho! Ninguém, ninguém a não ser eu, deve erigi-lo e nutri-lo!” Milhares de mãos foram estendidas para receber o Bodhisatva; mas foi nos braços do rei e em nenhum outro que ele desceu, sentando na perna do rei. O rei fez dele vice-rei e da mãe rainha. À morte do pai, chegou ao trono com o título de Rei Katthavāhana – catador de lenha -, e após reinar retamente, passou sendo tratado de acordo com seus méritos.

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Terminada a lição ao rei de Kosala, e as estórias duas contadas, o Mestre fez a conexão juntando as duas, e identificando o Jātaka dizendo:- “Mahāmāyā era a mãe naqueles dias, Rei Suddhodana era o pai, e eu mesmo Rei Katthavāhana.”






6 Buddha Rama







              Ajanta, cave 1, Buddha vencendo os demônios

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Apenas aqueles que, etc” - Esta história foi contada pelo Bendito enquanto vivia em Jetavana sobre um Irmão com posses. A Tradição nos diz que com a morte da esposa, um escudeiro de Savātthi juntou-se à Ordem. Quando assim fazia, fez com que se levantasse para ele um quarto separado, um outro para o fogo, um armazém; e só após ter armazenado ghee, arroz, e semelhantes, é que ele finalmente se juntou. Mesmo depois que se tornou irmão, usava mandar chamar seus empregados e pedir que cozinhassem para ele o que gostava. Ele era ricamente provido dos requisitos (três hábitos, agulha, cinto, filtro, faca e tigela) ,- trocando a roupa toda de dia e à noite; e morava fora às margens do mosteiro.

Um dia quando ele tirara as roupas e as espalhara para secar no quarto, alguns Irmãos vindo do campo, peregrinantes de mosteiro em mosteiro, chegaram nesta sua cela e viram todos estes pertences. “De quem é isto?” perguntaram. “Meu, senhores,” responderam. “O que, senhor?” eles gritaram; “este manto e aquele; esta túnica e aquela; e aquela dobrada também, - é tudo seu?” “Sim, apenas meu e de mais ninguém.” “Senhor,” eles disseram, “O Abençoado só sanciona três hábitos; e, apesar do Buddha, a cuja doutrina te dedicas, ser tão simples em suas vontades, você em verdade juntou todo este estoque de requisitos. Venha! Devemos leva-lo diante do Senhor da Sabedoria.” E, assim dizendo, carregaram-no até o Mestre.

Dando-se conta da presença deles, o Mestre disse, “Por quê isto, Irmãos, de trazerem um Irmão aqui contra sua vontade?” “Senhor, este Irmão está muito rico e com estoque cheio de requisitos.” “É vero, Irmão, o que eles dizem, que estais cheio de requisitos ?” “Sim, Bento.” “Mas por quê, Irmão, juntaste tantos pertences? Não exalto as virtudes de querer pouco, contentamento, e assim em diante, solidão e determinação?”

Irado com as palavras do Mestre, ele gritou,- “Então vou ficar assim!” E, tirando a roupa exterior ficou só com a roupa da cintura, no meio de todos.

Então, como suporte moral para ele, o Mestre disse, “Não foste tu, Irmão, que em dias passados buscavas a vergonha que teme o pecado e naqueles dias eras um demônio da água que por doze anos buscou esta vergonha?” Como então, após votar-se a seguir a pesada doutrina de Buddha, retiras tua roupa exterior e ficas aí sem vergonha?”

Com as palavras do Mestre seu senso de vergonha foi restaurado; ele veste suas roupas novamente e saudando o Mestre, senta-se nas laterais. Os Irmãos tendo pedido ao Abençoado que contasse a história mencionada, o Abençoado torna claro o quê estava escondido deles pelo re-nascer.

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Certa vez Brahmadatra reinava em Benares ( Varanasi ) em Kāsi. O Bodhisatva, que nasceu àqueles dias como filho do rei com a rainha, foi devidamente chamado de Príncipe Mahimsāsa. Quando ele já corria ao redor, um segundo filho nasceu ao rei, e o nome que deram a esta criança foi Príncipe Lua ; quando este também já corria morre a mãe do Bodhisatva. Então o rei tomou outra mulher, que era sua alegria e delícia; e este amor foi coroado com outra criança, a quem nomearam Príncipe Sol.

N’alegria do nascimento do menino, o rei promete conceder a ela qualquer benefício em favor do menino. Mas a rainha guarda a promessa para pedir quando ela achar apropriado. Mais tarde, quando seu filho cresceu, ela diz ao rei, “Senhor, quando meu filho nasceu, você concedeu-me um pedido. Que ele seja rei.” “Não,” disse o rei; “tenho dois filhos, radiantes como chamas de fogo; não posso dar o reino para seu filho.” Mas quando ele viu que, sem desanimar com a recusa, a rainha pedia-lhe o pedido de tempos em tempos, o rei, temendo que a mulher pudesse fazer um complô contra seus filhos, enviou-lhes dizendo, “Minhas crianças, quando Príncipe Sol nasceu, concedi um pedido; e agora sua mãe quer o reino para ele. Não tenho desejo de dar-lhe o reino; mas as mulheres naturalmente fraquejam, e ela fará um complô contra vocês. É melhor vocês se retirarem para a floresta, e retornarem quando eu morrer para reinarem na cidade que pertence por direito a sua casa.” Assim dizendo, com lágrimas e lamentos, o rei beijou seus dois filhos na cabeça e mandou-os embora.

Quando os príncipes estavam deixando o palácio após o adeus ao pai, quem os via senão o Príncipe Sol mesmo, que brincava no jardim? E logo que soube do que se tratava prontamente decidiu-se a ir com os irmãos. Então ele também foi embora com eles.

Os três foram para os Himālaias; e aí o Bodhisatva, que saíra da estrada e estava sentado ao pé de uma árvore, disse a Príncipe Sol, “ Desça àquele lago lá, caro Sol; beba e banhe-se ; e depois traga para nós na volta um pouco d’água numa folha de lótus.”

Bem, aquele lago fora designado a um certo espírito d’água por Vaisravana ( n. do tr.: este é outro nome de Kuvera, o Pluto hindu, meio-irmão de Rāvana, o rei-demônio do Ceilão no Rāmāyana [ cuja história como que repete-se aqui. Kuvera é o deus dos tesouros, Yama dos mortos, Varuna das águas e Indra dos céus ]), que a ele disse, “Com exceção daquele que saiba verdadeiramente o que é divindade, todos que entrem neste lago , podes devorar. Sobre aqueles que não entrem na água não tens poder a ti conferido.” E daí em diante o espírito d’água usava perguntar a todos que entravam no lago o quê era divindade de verdade, devorando aqueles que não sabiam.

Bem, foi neste lago que Príncipe Sol desceu, totalmente sem desconfiar de nada, com resultado que foi pego pelo espírito d’água, que perguntara a ele, “Sabes o que é divindade de verdade?” “Ah sei,” ele disse; “o sol e a lua.” “Você não sabe,” disse o monstro, e puxando o príncipe para baixo, para as profundezas da água, lá o amarrou, na sua casa mesmo. Vendo que seu irmão demorava, o Bodhisatva enviou Príncipe Lua. Ele também foi pego pelo espírito d’água e perguntado se sabia o quê era divindade de verdade. “Ah sim, sei,” ele disse; “são os quatro cantos do céu.” “Você não sabe,” disse o espírito d’água enquanto puxava a segunda vítima para a prisão na sua casa.

Vendo que seu segundo irmão também demorava muito, o Bodhisatva teve certeza que alguma coisa aconteceu com eles. E então foi atrás deles seguindo seus passos até a água. Logo dando-se conta de que o lago devia ser domicílio de um espírito d’água, cingiu sua espada, tomou o arco na mão e esperou. Bem quando o demônio percebeu que o Bodhisatva não tinha intenção de entrar na água, assumiu a forma de um mateiro, e com esta aparência dirigiu-se ao Bodhisatva assim: “Você está cansado da viagem, companheiro; por quê você não entra toma um banho e bebe, e orna-se com lótus? Depois viajarias mais confortável.” Reconhecendo logo ele como o demônio, o Bodhisatva disse, “Foi você que aprisionou meus irmãos.” “Sim, foi,” respondeu. “Por quê?” “Porque todos que entram no lago me pertencem.” “O quê? Todos?” “Não aqueles que sabem o que é divindade de verdade; menos estes, todos.” “E você quer saber o quê é divindade?” “Quero.” “Se é assim, vou te dizer o que é divindade de verdade.” “Faça isto, escutarei.”

“Gostaria de começar,” disse o Bodhisatva, “mas ‘tô sujo da viagem.” Então o espírito d’água banhou o Bodhisatva, e deu comida e bebida a ele, adornou-o com flores, borrifou perfume nele, e espalhou uma cama no meio de um belo pavilhão. Sentando-se nesta cama e fazendo o espírito d’água sentar-se a seus pés, o Bodhisatva disse, “Escute então e ouvirás o que é divindade de verdade.” E repetiu a estrofe:-

Apenas aqueles que encolhem-se ao pecado
[chamam-se ‘divindade’,
Os de-votos do Bem de alma tranqüila e pura.

Quando o demônio ouviu isto, ficou feliz, e disse ao Bodhisatva, “Homem de sabedoria, alegro-me contigo, e te darei um de seus irmãos. Qual devo trazer?” “O mais jovem.” “Homem de sabedoria, apesar de saberes o que é divindade de verdade, não ages conforme este saber.” “Como assim?” “Pois tomas o mais novo em preferência ao mais velho, sem considerar a ‘senioriedade’” “Demônio, não apenas sei como pratico a divindade. Foi por causa deste garoto que tomamos refúgio na floresta ; foi para ele que sua mãe pediu o reino a nosso pai, e nosso pai, recusando aceitar o pedido, anuiu nesta fuga em refúgio na floresta. Conosco veio este garoto, nunca pensando em voltar. Ninguém acreditaria em mim se dissesse que foi devorado por um demônio na floresta ; e é o temor ao ódio que me impele a te pedir a ele de suas mãos.”

“Excelente! Excelente! Ó homem de sabedoria,” gritou em aprovação o demônio; “você não apenas sabe como pratica a divindade.” E como presente ao seu prazer e aprovação trouxe os dois irmãos e deu ambos ao Bodhisatva.

Então disse este último ao espírito d’água, “Amigo, é apenas em conseqüência de seus próprios atos ruins em tempos passados que agora nasceste demônio, subsistindo de carne e sangue de criaturas vivas; e neste nascimento presente também continuas a fazer o mal. Esta vontade dirigida ao mal barra para sempre você de escapar do re-nascer nos ínferos e outros estados ruins. Por isto, de agora em diante renuncie ao mal e viva com virtude.”

Tendo operado a conversão do demônio, o Bodhisatva continuou a habitar naquele lugar sob a proteção dele, até que um dia ele leu nas estrelas que seu pai morrera. Então levando o espírito d’água com ele, retornou a Benares e tomou posse do reino, fazendo Príncipe Lua seu vice-rei e Príncipe Sol seu generalíssimo. Para o espírito d’água fez uma casa num lugar aprazível e providenciou que tivesse as melhores guirlandas, flores e comida. Ele mesmo reinou com justiça até passar sendo tratado de acordo com os seus méritos.

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Sua lição terminada, o Mestre pregou as Verdades, no final das quais, aquele Irmão ganhou o Fruto do Primeiro Caminho. E o Buddha Onisciente, tendo sido contada as duas histórias, fez a conexão juntando as duas, e identificando o Jātaka, disse, “O Irmão abastado era o caboclo-d’água daqueles dias; Ānanda era o Príncipe Sol, Sāriputra Príncipe Lua, e eu mesmo era o irmão mais velho, Príncipe Mahimsāsa.”






5 Buddha Avaliador


                 
          imagem em Ananda Coomaraswamy, Elements of Buddhist Iconography.

5
Perguntas quanto vale um punhado de arroz?” - Isto foi contado pelo Mestre enquanto em Jetavana, sobre o Ancião Udāyi, chamado o Tolo.
Naqueles dias reverendo Dabba, o Málio, era ecônomo da Irmandade. Quando cedo de manhã Dabba separava as partes de arroz, algumas vezes era arroz escolhido, outras arroz de qualidade inferior, que caía como parte do Ancião Udāyi. Usava quando recebia arroz de qualidade inferior, fazer escândalo no refeitório, perguntando, “Dabba é o único que sabe dividir? Nós não sabemos?” Um dia quando estava fazendo esta comoção, entregam-lhe a cesta de partilha, dizendo, “Aqui! Toma, você faz a distribuição ho-je!” Daí em diante era Udāyi que fazia a divisão para a Irmandade. Mas, na partilha, ele não conseguia distinguir o arroz melhor do inferior; nem sabia que os sêniors (n. do tr: o ecônomo chamava para fora por uma lista. Nela os sêniors eram primeiros) tinham a titulatura do melhor arroz e os outros a do inferior. Então também, quando relacionava a lista, não tinha ideia da senioridade dos Irmãos nela contida. Conseqüentemente, quando os Irmãos tomaram os lugares, ele fez uma marca no chão ou na parede para mostrar que um destacamento encontrava-se aqui outro lá. Mas no dia seguinte haviam poucos Irmãos de um grau e muitos do outro no refeitório; onde haviam poucos, a marca estava muito baixa; e onde o número era grande, estava alta. Mas Udāyi, ignorante das diferenças, fez a distribuição de acordo com as marcas velhas.
Por isto, os Irmãos disseram a ele, “Amigo Udāyi, as marcas ou estão muito alta ou muito baixa; o melhor arroz é para aqueles de tal e tal senioridade, e o de inferior qualidade para tais e tais outros.” Mas ele os afastou com o argumento, “Se a marca está onde está, por quê vocês estão aqui? Por quê acreditaria em vocês? Acredito nas minhas marcas.”
Então, os garotos e noviços, o empurraram para fora do refeitório, gritando, “Amigo, Udāyi o Tolo, quando fazes a partilha privas os Irmãos do que têm direito; não és adequado para partilhar; saias daqui.” Daí, levanta-se uma gritaria no refeitório.
Escutando o barulho, o Mestre pergunta ao Ancião Ānanda, dizendo, “Ānanda, acontece uma barulhada no refeitório. O que é este barulho?” O Ancião explicou tudo ao Buddha. “Ānanda,” ele disse, “não é a primeira vez que Udāyi por estupidez rouba os outros de seu lucro; ele fez o mesmo em tempos anteriores também.” O Ancião pede ao Abençoado que explique, e Ele torna claro o quê estava escondido pelo re-nascer.

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Certa vez Brahmadatra reinava em Benares ( Varanasi ) em Kāsi. Naqueles dias nosso Bodhisatva era seu avaliador. Usava avaliar cavalos, elefantes, e semelhantes; e jóias, ouro, e semelhantes; e usava pagar aos proprietários dos bens o preço justo, quando fixo.
Mas o rei era ganancioso e sua cobiça sugeriu-lhe este pensamento: “Este avaliador com seu estilo de avaliar logo vai exaurir minhas riquezas; devo arranjar outro avaliador.” Abrindo a janela e olhando para fora no jardim, viu um estúpido andando na rua, cobiça colocada em quem viu um candidato para o posto. O rei manda chamar o indivíduo e pergunta-lhe se pode ou não fazer o trabalho. “ Ah, sim,” disse ele; e então, para guardar o tesouro real, este estúpido foi apontado como avaliador. Depois disto, o tolo, avaliando elefantes e cavalos e semelhantes, usava fixar um preço ditado por sua fantasia, negligindo o valor real; mas, como era o avaliador, o preço era aquele e não outro.
Naqueles dias chegava do país do norte um vendedor de cavalos com 500 cavalos. O rei enviou o avaliador e o mandou avaliar os cavalos. E o preço que deu par os 500 cavalos foi apenas uma medida de arroz, que ordenou ser paga ao comerciante, dirigindo os cavalos para o estábulo. O comerciante de cavalos dirigiu-se para o velho avaliador, a quem contou o que acontecera, e perguntou o que fazer. “Dê a ele uma propina,” disse o ex-avaliador, “e pergunte-lhe isto: ‘Sabendo como sabemos que nossos cavalos valem apenas uma única medida de arroz, estamos curiosos para aprender de você qual o valor preciso de uma medida de arroz; poderias determinar este valor na presença do rei?’ Se ele disser que sim, leve-o diante do rei; eu estarei lá.”
Prontamente seguindo o conselho do Bodhisatva, o comerciante de cavalos subornou o indivíduo e fez-lhe a pergunta. O outro, tendo mostrado sua habilidade em avaliar medida de arroz, foi prontamente levado ao palácio, onde para também foram o Bodhisatva e outros ministros. Com devida obediência o comerciante de cavalos disse, “Senhor, não disputo que o preço dos 500 cavalos seja apenas uma medida de arroz; mas pediria a sua majestade que perguntasse seu avaliador o valor de uma medida de arroz.” Ignorante do que acontecera, o rei disse ao indivíduo, “Avaliador, qual o valor de 500 cavalos?” “Uma medida de arroz, senhor,” foi a resposta. “Bom , meu amigo; se 500 cavalos valem uma medida de arroz, qual o valor de uma medida de arroz?” “Vale toda Benares e seus subúrbios,” foi a resposta do tolo.
(Assim aprendemos que, tendo primeiro avaliado os cavalos em uma medida de arroz selvagem para agradar ao rei, foi subornado pelo comerciante de cavalos para estimar uma medida de arroz como valendo Benares e seus subúrbios. E isto apesar dos muros de Benares serem de vinte quilômetros, enquanto a cidade e o subúrbio juntos de quatrocentos quilômetros de circunferência! Ainda assim o tolo avaliou toda esta vasta cidade e seus subúrbios em uma única medida de arroz!)
Daí os ministros bateram palmas e riram alegres. “Pensávamos,” disseram debochando,”que a terra e o reino eram sem preço; mas agora aprendemos que todo o reino de Benares e seu rei vale uma única medida de arroz ! Que talento tem o avaliador! Como reteve tanto tempo este posto? Mas na verdade cai bem ao rei.”
Então o Bodhisatva falou esta estrofe:

Perguntas quanto vale uma medida de arroz?
- Pois, toda Benares, por dentro e fora.
E, estranho de dizer, quinhentos cavalos também
Valem precisamente esta mesma medida de arroz!

Assim exposto a vergonha pública, o rei mandou o tolo fazer as malas, e deu ao Bodhisatva o ofício novamente. E quando sua vida terminou, o Bodhisatva passou sendo tratado de acordo com seus méritos.

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Terminada a lição e as duas histórias contadas, o Mestre fez a conexão juntando, e identificando o Jātaka dizendo em conclusão, - “Udāyi o tolo era o estúpido avaliador rústico daqueles dias, e eu mesmo era o sábio avaliador.”