segunda-feira, 23 de março de 2009

261 Buddha Garoto



261
“Cortar, cortar e cortar novamente...etc.” - Esta história o Mestre contou em Jetavana sobre alguns Irmãos que faziam ofertas de guirlandas debaixo da árvore de Ananda. As circunstâncias serão dadas no Jataka 479. Esta era chamada árvore de Ananda porque Ananda a plantou. Toda Índia escutou como o Ancião plantou esta árvore junto ao portão de Jetavana.

Alguns Irmãos que viviam no campo pensaram em fazer ofertas diante da árvore de Ananda.

Viajaram até Jetavana, cumpriram suas obrigações para com o Mestre e dia seguinte percorreram seu caminho para Savatthi, para a Rua do Lótus ; mas não conseguiram nem uma guirlanda. Então contaram a Ananda, como gostariam de fazer uma oferta diante da árvore mas nenhuma guirlanda acharam em toda a Rua do Lótus. O Ancião prometeu que buscaria algumas ; de modo que partiu para a Rua do Lótus e retornou com vários punhados de lótus azuis, que deu a eles. Com estas fizeram suas ofertas para árvore.

Quando os Irmãos ouviram falar disto, começaram a conversar sobre os méritos do Ancião no Salão da Verdade : “Amigo, alguns irmãos do campo, de pouco mérito, não conseguiram um único buquê no Bazaar do Lótus ; mas o Ancião foi e apanhou alguns para eles.” O Mestre entrou e perguntou o que conversavam lá sentados ; e eles disseram a ele. Ele falou, “Irmãos, esta não é a primeira vez que uma língua inteligente ganha guirlandas por falar com inteligência ; aconteceu o mesmo antes.” e ele contou a eles um conto do mundo antigo.

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Certa vez quando Brahmadatra reinava em Benares ( Varanasi ), o Bodhisatva era filho de um rico mercador. Na vila havia um tanque em que florescia o lótus. Um homem que havia perdido seu nariz tomava conta do tanque.

Aconteceu um dia que proclamaram feriado em Benares ; e os três filhos deste rico mercador pensaram em colocar grinaldas e sair festejando. “Vamos bajular o velho companheiro sem nariz e então pedir algumas flores para ele.” Então na hora em que ele estava acostumado a colher as flores de lótus, para o tanque eles foram e esperaram. E um deles falou a primeira estrofe:-

Cortar, cortar e cortar de novo
Cabelo e costeletas crescem em profusão;
E seu nariz crescerá como estes.
Por favor, dê-me apenas uma lótus !

Mas o homem estava zangado e não deu nenhuma. Então o segundo disse a segunda estrofe:-

No outono sementes são semeadas
Antes que germinem plenamente ;
Possa seu nariz germinar igualmente.
Por favor, dê-me apenas uma lótus !

Novamente o homem continuava zangado e não deu nenhuma lótus. Então o terceiro deles repetiu a terceira estrofe :-

Tolos balbuciantes! Pensam
Que podem obter lótus assim.
Digam eles sim , digam não,
Narizes cortados não mais crescerão.
Veja, peço honestamente:
Para mim, senhor, dê-me uma lótus !


Escutando isto o guardador do lago disse, “Os outros dois mentiram mas você falou a verdade. Você merece algumas lótus.” Então deu a ele um grande buquê de lótus e voltou para seu lago.
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Quando o Mestre terminou este discurso, ele identificou o Jataka: “O garoto que conseguiu o lótus era eu mesmo.”






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