terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
422 Buddha Brahmin Kapila
Imagen de Ajanta, Índia
422
“Direito insultado pode insultar ... etc.” - O Mestre contou este conto enquanto residia em Jetavana, relativo a Devadatra ter sido engulido pela terra. Um dia discutiam no Salão da Verdade como Devadatra falou falsamente, afundou no solo e tornou-se destinado ao ínfero Avici. O Mestre veio e escutando o tema da conversa, disse, “Esta não é a primeira vez que ele afunda na terra,” e então contou um conto antigo.
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Certa vez, na primeira era, houve um rei chamado Mahasammata, cuja vida foi de um milhão de anos. Seu filho foi Roja, o filho deste foi Vararoja e então em sucessão foi Kalyana, Varakalyana, Uposatha, Mandatha, Varamandatha, Cara, Upacara, que também era chamado Apacara. Ele reinava no reino de Ceti, na cidade de Sotthivati ; era dotado com quatro faculdades sobrenaturais – podia andar e passar através dos ares, tinha quatro anjos em cada um dos quatro pontos cardiaispara defendê-lo com espadas desembainhadas, seu corpo difundia a fragrância do sândalo e sua boca difundia a fragrância do lótus. Seu capelão chamava Kapila. O irmão mais novo deste brahmin, Korakalamba, estudava junto com o rei com o mesmo professor sendo portanto colega do rei. Quando Apacara era príncipe, ele prometeu fazer de Korakalamba seu capelão quando se tornasse rei. Com a morte do pai, ele se tornou rei, mas podia depor Kapila da posição de sacerdote da família : e quando Kapila apresentou-se a ele, mostrou-lhe honras especiais. O brahmin notou isto e considerou que o rei administrava melhor com pessoas de sua mesma idade e que ele mesmo devia deixar o rei e tornar-se asceta, de modo que disse, “Ó rei, estou envelhecendo ; tenho um filho em casa : faça-o capelão e qu'eu vou me tornar asceta.” Ele teve a permissão do rei e fez seu filho ser indicado capelão : ele então foi para o parque real, tornou-se asceta, alcançou conhecimento transcendental e lá vivia, perto do filho. Korakalamba ( Korakalambaka ) ficou ressentido com o irmão por não tê-lo indicado ao posto de sacerdote da família real quando tornou-se asceta. Um dia o rei lhe disse em conversa amigável, “Korakalambaka, você não é o capelão da família real ?” “Não, Ó rei : meu irmão manejou isto.” “Seu irmão não se tornou asceta ?” “Tornou-se mas passou o posto para o filho.” “Então maneje você agora.” “Ó rei, me é impossível apartar meu irmão e tomar o posto que vem por descendência.” “Se é assim, te farei senior e ele passa a ser júnior.” “Como, Ó rei ?” “Com uma mentira.” “Ó rei não sabes que meu irmão é 'máyaico', dotado de grande poder sobrenatural ? Ele te enganará com ilusões 'máyacas' : ele fará teus quatro anjos desaparecerem e fará como se um odor ruim saísse de tua boca e de teu corpo, ele te fará descer do céu e ficar no chão : você ficará como se engulido pela terra e não capz de enfrentá-lo com tua história.' “Não se preocupe ; cuidarei disto.” “Quando farás isto, Ó rei ?” “No sétimo dia a partir de ho-je.” A história circulou a cidade, “O rei irá com uma mentira fazer o senior junior e dará o posto ao junior : que é uma mentira ? É azul ou amarela ou de outra cor ?” A multidão considerava diligentemente isto. Era era, dizem, quando o mundo falava a verdade : as pessoas não sabiam o quê a palavra 'mentira' significava. O filho do sacerdote escutou o conto e disse ao pai, “Pai, eles dizem que o rei através de uma mentira fará de você júnior e dará nosso posto a meu tio.” “Meu caro, o rei não será capaz de, mesmo com uma mentira, tirar nosso posto : em que dia ele fará isto ?” “No sétimo dia a partir de ho-je, dizem.” “Me fale quando chegar o mopmento.” No sétimo dia uma grande multidão reuniu-se no jardim do rei sentando em fileiras uma acima da outra, desejosos de ver uma mentira. O jovem sacerdote foi e contou ao pai. O rei aprontara-se em trajes completos, apareceu e ficou nos ares no jardim no meio da multidão. O asceta veio pelos ares, estirou sua pele assento diante do rei, sentou em seu trono nos ares e disses, “É vero, Ó rei, que desejas através de uma mentira fazer do junior senior e dar a ele o posto ?” “Mestre, fiz isto.” Então ele admoestou o rei, “Ó grande rei, uma mentira é uma dolorosa destruição das boas qualidades, ela causa renascimentos nos quatro estados ruins ; um rei que mente destrói o direito e destruindo o direito ele é ele mesmo destruído :” e falou a primeira estrofe :-
Injúria ao Direito pode injuriar severamente, retribui-se com injúria ;
Portanto ao Direito nunca se deve injuriar, para que o dano não retorne a ti.
Aconselhando-o ainda mais disse, “Grande rei, se mentires teus quatro poderes sobrenaturais desaparecerão,” e falou a segunda estrofe :-
Os poderes divinos abandonam e deixam o homem que fala uma mentira,
Cheiro ruim sae de sua boca, ele não consegue manter seu pé no céu :
Quem quer que questionado responde falsidade intencionalmente.
Escutando isto, o rei, temeroso, olhou para Koralambaka. Ele disse, “Nada tema, ó rei ; não te disse antes que ocorreria isto ?” e dai em diante. Orei, apesar de escutar as palavras de Kapila, ainda assim pronunciou sua declaração, “Senhor, tu és o mais novo, Koralambaka o mais velho.” Naquele mesmo momento em que pronunciou a mentira, os quatro anjos disseram que não mais guardariam um tal mentiroso, atirando suas espadas aos pés dele e desaparecendo ; sua boca ficou fétida como um ovo estragado quebrado e seu corpo como esgoto aberto ; e descendo do céu ele pousou na terra : assim todos os seus quatro poderes sobrenaturais desapareceram. Seu sacerdote chefe disse, “Grande rei, nada tema : se falares a verdade, restaurarei tudo para ti,” e assim falou a terceira estrofe :-
Uma palavra verdadeira e todos teus dons, Ó rei, reganharás :
Uma mentira te fixará no solo de Ceti remanescendo.
Ele disse, “Olhe, Ó grande rei : aqueles quatro poderes sobrenaturais teus desapareceram por causa de tua mentira : considere, pois é possível restaurá-los .” Mas o rei respondeu, “Você quer me enganar com isto,” e assim falando uma segunda mentira ele afundou na terra até os tornozelos. Então o brahmin disse uma vez mais, “Considere, Ó grande rei,” e falou a quarta estrofe:-
Seca vem a ele no tempo da chuva, chuva quando devia estar seco,
Quem quer que questionado responde falsidade intencionalmente.
Então novamente ele disse, “Devido a tua mentira afundaste na terra até os tornozelos: considere, Ó grande rei,” e falou a quinta estrofe :-
Uma palavra verdadeira e todos teus dons, Ó rei, reganharás :
Uma mentira afundar-te-ás no solo de Ceti remanescendo.
Mas pela terceira vez o rei disse, “Tu és júnior e Korakalambaka é o mais velho,” e com esta mentira ele afundou no chão até os joelhos. Uma vez mais o brahmin disse, “Considere, Ó grande rei,” e falou duas estrofes :-
Ó rei, a pessoa é de língua forcada e como uma serpente dissimulada
Quem quer que questionado responde falsidade intencionalmente.
Uma palavra verdadeira e todos teus dons, Ó rei, reganharás :
Uma mentira afundar-te-ás ainda mais em Ceti remanescendo.
somando, “Mesmo agora tudo ainda pode ser restaurado.” O rei, sem considerar suas palavras, repetiu a mentira pela quarta vez, “Tu és junior, Senhor, e Korakalambaka é mais velho,” e com estas palavras ele afundou até os quadris. Novamente o brahmin disse, “Considere, Ó grande rei,” e falou duas estrofes :-
Ó rei, a pessoa é como peixe, e sem língua,
Quem quer que questionado responde falsidade intencionalmente.
Uma palavra verdadeira e todos teus dons,Ó rei, reganharás :
Uma mentira afundar-teás ainda mais em Ceti remanescendo.
Pela quinta vez o rei repetiu a mentira e em quanto o fazia ele afundava até o umbigo . O brahmin mais uma vez apelou para que ele considerasse e falou duas estrofes :-
Meninas apenas nascerão dele, nenhum menino verá,
Quem quer que questionado responde falsidade intencionalmente.
Uma palavra verdadeira e todos teus dons, Ó rei, reganharás :
Uma mentira afundar-te-ás ainda mais em Ceti remanescendo.
O rei não deu nenhuma atenção e repetindo a mentira pela sexta vez afundou até o peito. O brahmin apelou ainda uma vez e falou duas estrofes :-
Seus filhos não ficarão com ele, eles fogem para todo lado,
Quem quer que questionado responde falsidade intencionalmente.
Uma palavra verdadeira e todos teus dons, Ó rei, reganharás :
Uma mentira afundar-te-ás ainda mais em Ceti remanescendo.
Devido associação com um amigo ruim, ele não deu atenção às palavras e repetiu a mesma mentira pela sétima vez. Então a terra abriu e as chamas de Avici saltaram e pegaram ele.
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Imprecado por um sábio, o rei que antes podia andar pelos ares, dizem,
Perdeu-se e foi engulido pela terra no mesmo dia.
Portanto o sábio não aprova
Quando desejo cae no coração :
Aquele que é livre d'engano, cujo coração é puro,
Tudo que ele diz é firme e seguro.
Estas são duas estrofes inspiradas pela Perfeita Sabedoria.
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A multidão disse temerosa, “O rei de Ceti confrontou o sábio e disse uma mentira ; assim ele entrou em Avici.” Os cinco filhos do rei vieram até o brahmin e disseram, “Sejas tu nosso refúgio.” O brahmin respondeu, “Teu pai destruiu o Direito, ele mentiu e afrontou um sábio : e entrou em Avici. Se Direito é destruído, ele destrói. Não podes morar aqui.” Ao mais velho ele disse, “Venha caro : deixe a cidade pelo portão leste e siga reto : verás um elefante branco real prostrado, tocando a terra em sete lugares ( com as presas, a tromba e as quatro patas ) : este será o sinal para ti erigir uma cidade lá e morar nela : e o nome dela será Hatthipura.” Ao segundo príncipe ele disse, “Você saia pelo portão sul e vá direto até você ver um cavalo puro branco real : este será o sinal para você erigir uma cidade lá e nela habitar : e será chamada Assapura.” Ao terceiro príncipe ele disse, “Você deixe a cidade pelo portão oeste e vá reto até você ver um leão com juba ; este será o sinal para você construir uma cidade lá e nela morar : e será chamada Sihapura .” ao quarto príncipe ele disse, “Você deixe a cidade pelo portão norte e vá reto até ver um aro de roda feito todo de jóias : estes será o sinal que eregira´s uma cidade lá e morarás nela : e chamará Uttarapañcala.” Ao quinto disse, “Tu não podes morar aqui : construas um grande santuário nesta cidade, saia em direção ao noroeste e vá reto até ver duas montanhas batendo uma na outra e fazendo o som da daddara : este será o sinal de que construirás uma cidade lá e morarás nela : e chamará Daddarapura.” Todos os quatro príncipes saíram e seguindo os sinais levantaram cidades e moraram nelas.
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Após a lição, o Mestre disse, “Então, Irmãos, esta não é a primeira vez que Devadatra contou uma mentira e afundou na terra,” e ele então identificou o Jataka : “Naquele tempo o rei de Ceti era Devadatra e o brahmin Kapila era eu mesmo.”
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
421 Buddha rei Udaya
pintura de Ajanta, Índia
421
“Carvão como da terra...etc.” - O Mestre contou este conto enquanto residia em Jetavana, relativo a guarda de dias santos na semana. Um dia o Mestre se dirigiu a irmãos leigos que guardavam dias santos e disse, “Irmãos leigos, a conduta de vocês é boa ; quando as pessoas guardam dias santos, elas devem fazer ofertas, manter os preceitos morais, nunca mostrar raiva, ser gentil e fazer as obrigações do dia : sábios antigos ganharam grande glória mesmo guardando parcialmente os dias santos :” e com o pedido deles, contou um conto antigo.
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Certa vez quando Brahmadatra reinava em Benares ( Varanasi ), havia um rico mercador naquela cidade chamado Suciparivara, cuja riqueza atingia oitocentos milhões e que deliciava-se em fazer caridade e outras obras boas. Sua esposa e filhos, toda sua casa dos empregados até o gado guardavam seis dias santos todo mês. Naquele tempo o Bodhisatva nascera numa certa família pobre e vivia vida dura com salários de operário. Na esperança de conseguir trabalho ele chega até a casa de Suciparivara : saudando-o e sentando em um dos lados, foi questionado sobre sua vinda e respondeu, “É para pedir trabalho por salário em tua casa.” Quando outros trabalhadores vinham a ele, o mercador costumava dizer a eles, “Nesta casa os trabalhadores guardam os preceitos morais, se vocês os guardam podem trabalhar para mim :” mas ao Bodhisatva ele nem fez menção de indicar os preceitos morais mas disse, “Muito bem, meu bom homem, podes trabalhar para mim que arranjamos os salários.” Daí em diante o Bodhisatva fez todo o trabalho do mercador mansa e dedicadamente, sem pensar no próprio cansaço ; ia cedo para o trabalho e voltava à noitinha. Um dia proclamaram um festival na cidade. O mercador disse a uma empregada, “Este é um dia sagrado : deves cozinhar algum arroz para os trabalhadores de manhã : eles se alimentarão cedo e jejuarão o resto do dia.” O Bodhisatva levantou-se cedo e foi para seu trabalho : ninguém lhe disse para jejuar aquele dia. Os outros trabalhadores comeram de manhã e depois jejuaram : o mercador e sua esposa, filhos e empregados mantinham o jejum : todos foram, cada qual para sua casa, e lá sentaram meditando nos preceitos morais. O Bodhisatva trabalhou todo dia e veio para casa ao crepúsculo. A cozinheira deu a ele água para as mãos e ofereceu num prato arroz retirado do fogão. O Bodhisatva disse, “A esta hora sempre há uma grande barulhada em dias normais : onde foram todos ho-je ?” “Estão todos guardando jejum , cada qual em sua própria casa.” Ele pensou, “ Não serei a única pessoa fora de conduta diante de tantas pessoas com conduta moral :” ele foi então e perguntou ao mercador se o jejum podia ser guardado inteiramente realizando-se a obrigação do dia naquela hora. Ele respondeu que o dever inteiro não podia ser guardado porque não foi realizado de manhã ; mas metade do dever podia. “Que seja tanto então,” ele respondeu e fazendo o dever na presença de seu mestre (patrão) ele começou a guardar jejum e indo para sua casa, deitou meditando nos preceitos. Ele não comeu nada o dia todo e na última vigília ele sentiu dores como de uma ferida de lança. O mercador trouxe para ele vários remédios e disse para tomá-los : mas ele disse, “Não quebrarei o meu jejum : realizo-o apesar de custar minha vida.” A dor tornou-se intensa e àurora ele estava perdendo consciência. Disseram a ele que estava morrendo e levando-o para fora colocaram-no num lugar afastado. Neste momento o rei de Benares em uma nobre carruagem com um grande séquito alcançava aquele lugar no seu progresso (circumbulação) ao redor da cidade. O Bodhisatva, vendo o esplendor real, sentiu desejo de realeza e rezou por isto. Morrendo, foi concebido novamente, em consequência de estar mantendo meio dia de jejum, no útero da rainha principal. Ela seguiu a cerimônia de gravidez e deu à luz um filho após dez meses. Ele foi chamado príncipe Udaya. Quando ele cresceu tornou-se perito em todas as ciências : com sua memória de vidas passadas ele soube de seu gesto anterior de mérito e pensando ser um grande prêmio para uma ação pequena, cantou a canção do ênstase repetidas vezes. Com a morte de seu pai ele ganhou o reino e observando sua própria grande glória ele cantava a mesma canção do ênstase. Um dia aprontaram a cidade para um festival. Uma grande multidão queria se divertir. Um certo carregador d'água que vivia no portão norte de Benares, escondera meio centavo em um tijolo no muro fronteiriço. Ele vivia com uma pobre mulher que também ganhava a vida carregando água. Ela disse a ele, “Meu senhor, há um festival na cidade : se tens algum dinheiro, vamos nos divertir.” “Eu tenho querida.” “Quanto ?” “Meio centavo.” “Onde está ?” “Em um tijolo junto do portão norte, doze léguas daqui guardei o meu tesouro : mas e você, tens algo em mãos ?” “Tenho.” “Quanto ?” “Meio centavo.” “Então o teu mais o meu juntos fazem um centavo inteiro : compraremos uma guirlanda com parte dele, perfume com outra e bebida forte com uma terceira : vá e pegue teu meio centavo de onde colocaste.” Ele estava deliciado em realizar a ideia sugerida pelas palavras de sua esposa e disse, “Nada tema querida, vou apanhá-lo,” e partiu. O homem era forte como um elefante : ele seguiu mais de seis léguas e pensava ser meio dia e caminhava n'areia quente como se carvão em brasa estivesse espalhado nela, ele estava deliciado co o desejo de ganho e em velhas roupas amarelas com um pedaço de folha de palmeira amarrado n'orelha (ornamento d'época), ele passava pela corte do palácio buscando seu intuito, cantando uma canção. Rei Udaya estava na janela aberta e vendo-o vindo cogitava quem seria, quem desconsiderando o vento e o calor seguia cantando alegre e enviou um empregado para chamá-lo para cima. “O rei te chama,” foi-lhe dito : mas ele disse, “Que é o rei para mim ? Não conheço o rei.” Ele foi levado à força e permaneceu em um dos lados. Então o rei falou duas estrofes questionando :-
A terra como carvão, o chão como brasas quentes :
Tu cantas tua canção, o calor grande não te queima.
O sol acima, areia abaixo estão quentes :
Tu cantas tua canção , o calor grande não te queima.
Escutando as palavras do rei ele falou a terceira estrofe :-
São os desejos que queimam, não o sol :
São todas estas tarefas urgentes que devem ser realizadas.
O rei perguntou qual era o negócio. Ele respondeu, “Ó rei. Vivo junto ao portão sul com uma mulher pobre : ela propôs que nós dois devíamos nos divertir no festival e perguntou s'eu tinha algo em mãos : disse a ela que tinha um tesouro guardado no muro junto ao portão norte : ela me mandou buscar para que possamos nos divertir : estas palavras dela nunca deixam meu coração e quando penso nelas o calor do desejo me queima : este é meu negócio.” “Então o quê te delicia tanto que você desconsidera vento e sol e cantes enquanto caminhas ?” “Ó rei, canto pensando que quando pegar meu tesouro me divertirei com ela.” “Então, meu bom homem, é o seu tesouro escondido junto do portão norte, de cem mil dinheiros ?” “Oh, não.” Então o rei perguntou sucessivamente se era cinquenta mil, quarenta, trinta, vinte, dez, cinco, quatro, três, dois dinheiros, um dinheiro, meio dinheiro, um quarto de dinheiro, quatro centavos, três, dois, um centavo. O homem disse, “Não” para todas estas questões e então, “É meio centavo : na realidade, Ó rei, este é todo o meu tesouro : mas sigo na esperança de pegá-lo e me divertir com ela : e neste desejo e delícia o vento e o sol não me incomodam.” O rei disse, “Meu bom homem, não vá até lá com tanto calor : te darei meio centavo.” “Ó rei, acredito no senhor e em sua oferta mas não perderei a outra parte : não desistirei de ir lá e buscar o outro também.” “Meu bom homem, fique aqui : te darei um centavo, dois meio centavos :” então oferecendo mais e mais atingiram a cifra de dez milhões ( um crore ), cem crores, riqueza sem limites, se o homem permanecesse. Mas ele sempre respondia, “Ó rei, aceitarei mas pegarei o outro também.” Então ele foi tentado com ofertas de posto de tesoureiro e postos de vários tipos e posição de vice-rei : por fim foi oferecido metade do reino se ele ficasse. Então ele consentiu. O rei disse a seus ministros, “Vão, façam a barba nele, banhem-no e o adornem e tragam-no de volta.” Eles fizeram isto. O rei dividiu seu reino em dois e deu metade para ele : mas dizem que ele ficou com a metade norte por amor a seu meio centavo. Ele foi chamado rei Meio Centavo. Eles legislaram o reino em amizade e harmonia. Um dia eles foram juntos para o parque. Depois de divertirem-se, rei Udaya deitou com a cabeça no colo do rei Meio centavo. Ele dormiu, enquanto os empregados iam pra lá e pra cá em seus divertimentos. Rei Meio Centavo pensou, “Por quê devo sempre ter somente meio reino ? Vou matá-lo e ser rei único :” e assim desembainhou a espada mas pensando em golpeá-lo lembrou-se o quê rei fez para ele, quando pobre e despossuído, tornando-o seu parceiro e estabelecendo-o em grande poder e que o pensamento que surgiu em sua mente para matar tal benfeitor era um pensamento ruim : embainhou a espada novamente. Uma segunda e terceira vez o mesmo pensamento surgiu. Sentindo que este pensamento, surgindo novamente, levaria-o a um ato vil, jogou a espada longe no chão e acordou o rei. “Perdoe-me, Ó rei,” ele disse e caiu a seus pés. “Amigo, não me fizeste nenhum mal.” “Fiz, Ó grande rei : fiz tal e tal coisa.” “Então, amigo, te perdoo : se desejas, rei único sejas e te servirei como vice-rei.” Ele respondeu, “Ó rei, não tenho necessidade do reino, tal desejo causará que eu renasça em estados ruins : o reino é teu, tome-o : me tornarei asceta : vi a raiz do desejo, ele cresce a partir da vontade do ser humano, de agora em diante não terei tais desejos,” e então em ênstase ele falou a quarta estrofe :-
Vi tuas raízes, Desejo : na vontade do próprio ser humano elas descansam.
Não terei mais vontade de ti e tu Desejo, morrerás.
Assim falando, ele pronunciou a quinta estrofe declarando a lei para uma grande multidão de devotos dos desejos :-
Pouco desejo não é suficiente e muito traz apenas dor :
Ah ! Tolas pessoas : sejam sóbrias, amigas, se ganhares sabedoria.
Então declarando a lei para uma multidão, ele confiou o reino a rei Udaya : deixando a multidão chorando com lágrimas nas faces, ele foi para o Himalaia, tornou-se asceta e alcançou insight perfeito. No tempo em que se tornou asceta, rei Udaya falou a sexta estrofe em completa expressão de ênstase :-
Pouco desejo me trouxe todo o fruto,
Grande é a glória que Udaya ganha ;
Poderoso é o ganho de alguém resoluto
Em se tornar um Irmão e desejos abandona.
Ninguém entendeu o significado desta estrofe. Um dia a rainha principal perguntou-o ao rei. O rei não quis dizer. Havia um certo barbeiro da corte, chamado Gangamala, que quando atendendo ao rei costumava usar primeiro a navalha e depois pegar os cabelos com as tesouras. O rei gostava da primeira operação mas a segunda doía : na primeira ele daria ao barbeiro um dom e na segunda cortaria a cabeça dele. Um dia contou à rainha sobre isto, dizendo que seu barbeiro da corte era um tolo : quando ela perguntou o que ele queria fazer, ele respondeu, “Usar as tesouras primeiro e depois a navalha.” Ela mandou chamar o barbeiro e disse, “Meu bom homem, quando estiveres cortando a barba do rei deves primeiro pegar os cabelos com as tesouras e depois usar a navalha : então se o rei te oferecer um dom, você deve dizer que nada quer a não ser saber o significado da canção dele : se fizeres isto, te darei muito dinheiro.” Ele concordou. Dia seguinte quando ele barbeava o rei, pegou primeiro as tesouras. O rei disse “Gangamala, esta moda sua é nova ?” “Ó rei,” ele respondeu, “barbeiros lançam moda;” e ele pegou primeiro os cabelos do rei com as tesouras e depois usou a navalha. O rei ofereceu a ele um dom. “Ó rei, nada quero a não ser que me digas o significado de tua canção.” O rei envergonhado em dizer declarar qual era sua ocupação nos dias de pobreza disse, “Meu bom homem, qual utilidade de tal dom ? Escolhe outra coisa :” mas o barbeiro pedia isto. O rei, temendo quebrar sua palavra, concordou. Como descrito no Jataka 415 ele fez todos os arranjos e sentou em um trono em jóias e contou toda a história do seu ato de mérito em sua última existência naquela cidade. “Isto explica,” ele disse, “metade da estrofe : para descansar, meu camarada tornou-se asceta : eu em meu orgulho sou rei único agora e isto explica a segunda metade da minha canção de ênstase.” Escutando-o o barbeiro pensou, “então o rei conseguiu toda esta glória por guardar meio dia de jejum : virtude é o caminho reto : e s'eu me tornar um asceta e exercitar minha própria salvação ?” Ele deixou todos os parentes e bens terrenos, ganhou permissão do rei para tornar-se religioso e indo para o Himalaia tornou-se asceta, entendeu as três qualidades das coisas mundanas, ganhou insight perfeito e tornou-se pacceka buddha. Ele tinha uma tigela e hábitos feitos de poder sobrenatural. Após passar cinco ou seis anos na montanha Gandhamadana, já pacceka buddha, veio através dos ares e sentou no parque. O rei foi logo saudar o pacceka buddha : e a rainha mãe saiu acompanhou seu filho. O rei entrou no parque, saudou-o e sentou em um lado com seu séquito. O pacceka buddha falou com ele de modo amigável, “Brahmadatra” ( chamando-o pelo nome da família ), “és diligente, legislando o reino retamente, fazendo caridade e outras obras boas ?” A rainha mãe ficou irada. “Este casta baixa lavador de cabelo não conhece seu lugar : ele chama meu filho bem nascido de Brahmadatra,” e ela falou a sétima estrofe :-
Penitência certamente, fazem as pessoas deixarem seus pecados,
Dos barbeiros, dos oleiros, nomeiem todos :
Através da penitência Gangamala glória ganhou,
E 'Brahmadatra' agora ele chama meu filho.
O rei confrontou sua mãe e declarando as qualidades do pacceka buddha, falou a oitava estrofe :-
Olhem ! Como, em qualquer momento que sua morte ocorrer,
Humildade traz a uma pessoa seu fruto !
Alguém que inclinou-se diante de todos,
Reis e lordes agora devem saudar.
Apesar do rei confrontar sua mãe, o resto da multidão levantou-se e disse, “Não é decente que tal pessoa de casta baixa deva chamar-te pelo nome deste jeito.” O rei censurou a multidão e falou a última estrofe declarando as virtudes do pacceka buddha :-
Não zombem assim de Gangamala,
Perfeito nos caminhos da religião :
Ele cruzou as ondas do sofrimento,
Livre de tristeza agora ele vaga.
Assim falando o rei saudou o pacceka buddha e pediu a ele que perdoasse a rainha mãe. O pacceka buddha fez isto e os seguidores do rei também ganharam o perdão. O rei desejava que ele prometesse que ficaria na vizinhança : mas ele recusou e pousado nos ares diante dos olhos de toda a corte e aconselhou o rei e partiu para Gandhamadana.
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Após a lição o Mestre disse, “Irmãos leigos, vejam como fazer jejum é algo que deve ser feito,” e identificou o Jataka : “Naquele tempo o pacceka buddha entrou no nirvana, rei Meio Centavo era Ananda, a rainha principal era a mãe de Rahula, rei Udaya era eu mesmo.”
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
420 Ananda Sumangala
pintura de Ajanta, Índia
420
“Ciente de uma face irada...etc.” - O Mestre contou este conto enquanto residia em Jetavana, relativo a repreensão de um rei. Nesta ocasião o Mestre, ao pedido do rei, contou um conto antigo.
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Certa vez quando Brahmadatra reinava em Benares ( Varanasi ), o Bodhisatva nasceu como filho de sua rainha principal. Quando cresceu, tornou-se rei no lugar do pai e fazia ofertas abundantes. Ele tinha um guardião do parque chamado Sumangala. Um certo paccekabuddha deixou a caverna Nandamula em peregrinação por ofertas e vindo para Benares permaneceu no parque. Dia seguinte ele foi para a vila colher ofertas. O rei o viu favoravelmente, mandou-o subir para o palácio e o sentou no trono, serviu-o com vários tipos de comidas delicadas, duras e moles, e recebeu seu agradecimento : estando feliz que o paccekabuddha ficaria no parque, conseguiu esta promessa e o enviou de volta para lá : após seu café da manhã ele foi lá em pessoa, arrumou os lugares para a moradia dele à noite e de dia, indicou-lhe o guardião do parque, Sumangala, como seu ajudante e voltou para a vila. Após isto o paccekabuddha alimentava-se constantemente no palácio e viveu lá por um longo tempo : Sumangala respeitosamente o ajudava. Um dia ele saiu fora dizendo para Sumangala, “Vou para tal e tal vila por alguns dias mas voltarei : informe o rei.” Sumangala informou o rei. Após alguns dias na tal vila o paccekabuddha voltou para o parque à noite depois do por do sol. Sumangala, sem saber de seu retorno, fora para a própria casa. O paccekabuddha colocou de lado sua tigela e hábito e depois de uma pequena caminhada sentou numa laje de pedra. Naquele dia alguns estranhos convidados chegaram na casa do guardião do parque. Para oferecer 'sopa e curry' ele se dirigiu para o parque com arco e flecha para matar um cervo domesticado do parque : ele estava lá procurando por um cervo quando viu o paccekabuddha e pensando ser um grande cervo, apontou para ele uma flecha e o acertou. O paccekabuddha descobriu sua cabeça e disse, “Sumangala.” Bastante angustiado Sumangala disse, “Senhor, não sabia do teu retorno e o atingi, pensando que fosses um cervo : me perdoe.” “Tudo bem mas o quê você fará agora ? Venha puxe a flecha.” Ele obedeceu e a puxou para fora. O paccekabuddha sentiu grande dor e passou para o nirvana lá e então. O guardião do parque pensou que o rei não o perdoaria se soubesse : pegou sua esposa e filhos e fugiu. Por poder sobrenatural toda a cidade escutou que o paccekabuddha havia entrado no nirvana e todos ficaram exaltados. Dia seguinte alguns homens entraram no parque, viram o corpo e contaram ao rei que o guardião do parque fugiu após matar o paccekabuddha. O rei seguiu com um grande cortejo e por sete dias prestou honras ao corpo : então com toda a cerimônia ele pegou as relíquias, construiu um santuário e prestando honras continuou a legislar seu reino retamente. Após um ano, Sumangala, determinado a descobrir o quê pensava o rei, veio e pediu a um ministro se podia saber o quê o rei pensava dele. O ministro louvou Sumangala diante do rei mas foi como se nada houvesse escutado. O ministro nada mais disse mas falou para Sumangala que o rei não estava satisfeito com ele. Após outro ano ele retornou e novamente em um terceiro trouxe a esposa e as crianças. O ministro sabia que o rei estava apaziguado e colocando Sumangala na porta do palácio contou ao rei de sua chegada. O rei mandou chamá-lo e após saudações disse, “Sumangala, por quê mataste aquele paccekabuddha, através do qual eu estava ganhando mérito ?” “Ó rei, não queria matá-lo mas foi desse jeito que aconteceu o fato,” e ele contou a história. O rei disse para nada temer e o recolocou como guardião do parque novamente. Então o ministro perguntou, “Ó rei, por quê nada respondeste quando escutaste duas vezes louvores a Sumangala e na terceira vez por quê mandou chamá-lo e perdoá-lo ?” O rei disse, “Caro senhor, é errado um rei agir apressadamente e em ira : portanto fiquei em silêncio primeiramente e na terceira vez quando sabia que estava calmo chamei Sumangala” : e assim falou estas estrofes para declarar o dever de um rei :-
Ciente de uma face irada,
Nunca deixe rei estender seu bastão :
Coisa que não vale que uma multidão
Então siga seu assentimento.
Ciente de humor temperado,
Deixe-o decretar juízos ásperos,
Quando o caso é entendido,
Fixar a pena apropriada :
Se avexa e não aos outros,
Claramente separando certo de errado :
Apesar de seu jugo estar nos pescoços das pessoas,
Virtude o mantém forte e elevado.
Príncipes irresponsáveis em atos
Manejam o bastão sem remorso,
Má reputação aqui é o prêmio deles,
O inferno os aguarda quando morrem.
Aqueles que amam a lei santa,
Puros nos atos, palavras e pensamentos,
Cheios de gentileza, calma e respeito,
Passam como devem através de ambos os mundos.
Sou rei, senhor do meu povo ;
Ira não deve reter minha propensão :
Quando ao vício tomo a espada,
Piedade limita a punição.
Assim o rei declarou suas próprias boas qualidades em seis estrofes : toda sua corte ficou agraciada e declarou seus méritos nas palavras, “Tal excelência em práticas e qualidades morais são dignas de sua majestade.” Sumangala, depois da corte terminar de falar, saudou o rei e após obediência falou três estrofes em louvor do rei :-
Tal a tua glória e teu poder ;
Nunca os renuncie nem por uma hora :
Livre de ira, livre de temores,
Reine em alegria por cem anos.
Príncipe, a quem todas estas virtudes abençoa,
Calmo e brando mas firme em valor,
Legisle o mundo com retidão,
Passe para o céu quando liberto da terra.
Verdadeiro em palavras, na ação bom,
Tome os meios para alcançar teu fim :
Pacifique a multidão agitada,
Como uma nuvem de chuva revigorante.
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Após a lição conectada ao conselho para o rei de Kosala, o Mestre identificou o Jataka : “Naquele tempo o paccekabuddha passou para o nirvana, Sumangala era Ananda, o rei eu mesmo.”
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
419 Buddha deidade da montanha
Sanchi, Índia, clique na imagem para vê-la ampliada.
419
“Eis aqui um colar dourado...etc.” - O Mestre contou este conto enquanto residia em Jetavana, relativo a empregada de Anathapindika. A história diz que em um dia de festa, quando ela estava indo com várias empregadas amigas a um jardim de descanso, ela pediu a sua patroa Pannalakkhanadevi um ornamento para vestir. Sua patroa deu a ela uma joia sua, válida cem mil dinheiros. Ela a colocou e prosseguiu com as outras empregadas para o jardim de descanso. Um certo ladrão cobiçava a joia e com o intuito de matá-la e pegar o ornamento, começou a conversar com ela e no jardim deu a ela peixe, carne e bebida forte. “Ele faz isto, suponho, porque ele me deseja,” ela pensou, e à tardinha quando todos deitaram para descansar após a prática dos esportes, ela levantou-se e foi com ele. Ele disse, “Senhora, este lugar não é reservado ; vamos mais para longe.” Ela pensou, “Qualquer coisa privada pode ser feita neste lugar : sem dúvida ele deve estar ansioso em me matar e tomar o que estou usando : ensinarei a ele uma lição “ : então ela disse, “Senhor, estou seca devido à bebida forte : me arranje um pouco d'água,” e levando-o até um poço pediu a ele que retirasse um pouco d'água, mostrando a corda e o balde. O ladrão desceu o balde. Então enquanto ele estava inclinado para retirar àgua, a garota, que era muito forte, empurrou-o duramente com ambas as mãos e o atirou para dentro do poço. “Você não morrerá com isto apenas,” ela disse, e atirou um tijolo grande na cabeça dele. Ele morreu no lugar. Quando ela voltou para a vila e devolveu à patroa o ornamento, disse, “Estive bem próxima ho-je de ser morta por causa desta joia,” e contou toda a história. A patroa contou Anathapindika e ele contou ao Tathagata. O Mestre disse, “Dono de casa, esta não é a primeira vez que uma empregada é dotada de senso em uma situação ; ela foi assim antes também : não é a primeira vez que ela mata aquele homem ; ela o fez uma vez antes,” e com o pedido de Anathapindika, ele contou o conto(a) antigo.
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Certa vez quando Brahmadatra reinava em Benares, havia uma linda mulher na cidade chamada Sulasa, que tinha um cortejo de quinhentas cortesãs e cujo preço era mil dinheiros uma noite. Havia na mesma cidade um ladrão chamado Sattuka, forte como um elefante, que usava entrar nas casa dos ricos à noite e saquear à vontade. Os cidadãos reuniram-se e reclamaram com o rei. O rei ordenou que os vigias postassem guardas cá e lá, prendessem o ladrão e cortassem a cabeça dele. Eles amarraram a mãos dele atrás das costas e o levaram para o local de execução, açoitando-o em cada esquina. As novas de que ele fora pego excitaram a cidade. Sulasa estava em pé numa janela e olhando para baixo para rua viu o ladrão, amou-o à primeira vista e pensou, “S'eu puder libertar aquele forte homem de luta, desistiria desta minha má vida e viveria respeitavelmente com ele.” Do jeito descrito no Jataka 318 ela consegue a liberdade dele enviando mil dinheiros para o condestável, chefe da guarda, da cidade e com isto viveram juntos em delícia e harmonia. O ladrão depois de três ou quatro meses pensou, “Nunca serei capaz de permanecer neste lugar apenas : e não poderei sair de mãos vazias : os ornamentos de Sulasa valem cem mil dinheiros : vou matá-la e pegá-los.” Então ele disse a ela um dia, “Querida, quando estava sendo arrastado pelos homens do rei, prometi uma oferta a uma deidade-árvore de um topo de montanha, que agora me ameaça porque não a paguei : façamos uma oferta.” “Muito bem, marido, prepare-a e a envie.” “Querida, não cabe enviar : vamos ambos e apresentemo-la, vestindo todos os nossos ornamentos e com um grande séquito.” “Muito bem, marido, faremos isto.” Ele a fez preparar a oferta e quando alcançaram o sopé da montanha, ele disse, “querida, a deidade, vendo esta multidão de gente, não aceitará a oferta ; vamos nós dois lá em cima e apresentemo-la.” Ela consentiu e ele a fez carregar a oferta, vaso. Ele mesmo estava armado até os dentes e quando alcançaram o topo, ele colocou a oferta nos pés de uma árvore que crescia do lado de um precipício alto centenas de vezes mais que um ser humano e disse, “Querida, não vim para apresentar oferta, vim com a intenção de matá-la e fugir com todos teus ornamentos : retire-os e faça uma trouxa com eles com teu vestido.” “Marido, por quê me matarias ?” “Por teu dinheiro.” “Marido, lembre do bem que te fiz : quando eras arrastado em cadeias, desisti de um filho de rico por você e paguei uma grande soma salvando tua vida : apesar de poder conseguir mil dinheiros por dia, nunca olho outro homem : tal benfeitora sou tua : não me mate, te darei muito dinheiro e serei tua escrava.” Com estas conversas ela falou a primeira estrofe :-
Aqui está um colar de ouro e esmeraldas e pérolas,
Pegue tudo e seja bem vindo : dê-me lugar entre tuas empregadas.
Quando Sattuka falou a segunda estrofe de acordo com sua intenção, a saber -
Bela senhora, jogue no chão as jóias e não chore tão dolorosamente :
Te matarei : de outro modo não terei certeza de conseguir toda tua riqueza.
o entendimento de Sulasa cresceu na ocasião e pensando, “Este ladrão não me dará minha vida mas tirarei a vida dele primeiro atirando-o para baixo do precipício de algum modo,” ela falou duas estrofes :-
Em meus anos de entendimento, dentro de minha memória consciente,
Nenhum homem no mundo, digo, amei mais que tu.
Venha aqui para uma última saudação, receber um último beijo :
Pois nunca mais na terra nos veremos face a face.
Sattuka não percebia o propósito dela, e então ele disse, “Muito bem, querida ; venha e me beije.” Sulasa andou ao redor dele em saudação respeitosa três vezes, o beijou e disse, “Agora, marido, farei obediência a você em todos os quatro lados,” ela colocou a cabeça nos pés dele, fez obediência nos seus lados e foi para trás dele como se para fazer obediência lá : então com a força de um elefante ela o pegou pelas partes de trás e o atirou de cabeça para baixo no precipício centenas de vezes mais alto que uma pessoa. Ele ficou esmagado em pedaços no lugar. Vendo este acontecimento, a deidade que vivia no topo da montanha falou estas estrofes :-
Sabedoria as vezes não está confinada aos homens :
Mulher mostra sabedoria de vez em quando.
Sabedoria as vezes não está confinada aos homens :
Mulheres são rápidas no conselho de vez em quando.
Aquele que em grandes ocasiões falha em crescer
Cae, como o tolo ladrão do precipício.
Alguém pronto a uma crise em seu fado ver,
Como ela, salva-se de inimigo ameaçador.
Assim Sulasa matou o ladrão. Quando ela desceu da montanha e veio para juntos dos empregados, eles perguntaram onde estava o marido dela. “Não me pergunte,” ela disse e montando em sua carruagem ela seguiu para a cidade.
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Após a lição, o Mestre identificou o Jataka : “Naquele tempo os dois de então eram os dois de agora, a deidade era eu mesmo.”
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
418 Buddha Asceta
Buddha de Taxila ( Takkasilla ), Paquistão.
418
“Um lago tão fundo...etc.” - O Mestre contou este conto enquanto residia em Jetavana, relativo a um som terrível indistinto escutado à meia noite pelo rei de Kosala. A ocasião é semelhante àquela já descrita no Jataka 314. Desta vez contudo, quando o rei disse, “Senhor, o que estes sons significam para mim ?” o Mestre respondeu, “Grande rei, não tenha medo : nenhum perigo te ameaça devido a estes sons : tais terríveis sons indistintos não foram escutados por você apenas : reis antigos também escutaram sons semelhantes e pretendia seguir o conselho de brahmins e oferecer em sacrifício quatro animais de cada espécie mas após escutar o quê sábios tinham a dizer, eles libertaram os animais reunidos para o sacrifício e proclamaram pelo tambor o fim de toda execução e morte” : e com o pedido do rei, ele contou um conto antigo.
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Certa vez quando Brahmadatra reinava em Benares ( Varanasi ), o Bodhisatva nasceu em uma família brahmin rica de oitocentos milhões. Quanndo ele cresceu aprendeu as artes em Takkasila ( Taxila ). Após a morte de seus pais ele reviu todos seus tesouros, livrou-se de toda sua riqueza ofertando-a em caridade, abandonou desejos, foi para o Himalaia e tornou-se asceta, entrando em meditação mística. Depois de um tempo ele veio ao ambiente dos humanos em busca de sal e vinagre, e chegando em Benares, permaneceu em um jardim. Naquele tempo o rei de Benares quando sentado em sua cama real à meia noite, escutou oito sons :- primeiro, uma siriema piou em um jardim próximo ao palácio ; segundo, imediatamente após a siriema, um corvo fêmea fez um barulho no portão do estábulo dos elefantes ; terceiro, um inseto no pico do palácio fez barulho ; quarto, um cuco domesticado do palácio fez barulho ; quinto, um cervo domesticado no mesmo lugar ; sexto, um macaco domesticado lá ; sétimo, um duende que vivia no palácio ; oitavo, imediatamente após o último, um paccekabuddha, passando pelo telhado da habitação do rei para o jardim, pronunciou um som de sentimento enstático. O rei ficou aterrorizado ao escutar estes oito sons e no dia seguinte consultou os brahmins. Os brahmins disseram, “Grande rei, há perigo para você : devemos oferecer sacrifício do lado de fora do palácio” ; e pegando a licença dele para fazer o que quiserem, eles foram alegres e felizes e começaram o trabalho do sacrifício. Bem, um jovem pupilo do brahmin de sacrifical mais velho, era sábio e escolado : ele disse a seu mestre, “Mestre, não faça tal matança cruel e sanguinária de tantas criaturas.” “Pupilo, que entendes disto ? Mesmo que nada aconteça, devemos conseguir peixe e carne para comer.” “Mestre, não faça, por causa do estômago, uma ação que te fará renascer nos ínferos.” Escutando isto, os outros brahmins ficaram irados com o pupilo por estar ameaçando os ganhos deles. O pupilo temeroso disse, “Muito bem, encontre um meio de conseguir peixe e carne para comer,” e deixou a cidade procurando algum pio asceta capaz de prevenir o rei de sacrificar. Ele entrou no jardim real e vendo o Bodhisatva, o saudou e disse, “Não tens compaixão das criaturas ? O rei ordenou um sacrifício que trará morte a muitas criaturas : não devias trazer livramento a uma tal multidão ?” “Jovem brahmin, não conheço o rei desta terra, nem ele a mim.” “Senhor, sabes qual será a consequência destes sons que o rei escuta ?” “Sei.” “Se sabes, por quê não dizes ao rei ?” “Jovem brahmin, como posso ir com um chifre amarrado na minha testa ( imagem do orgulho ) e dizer, 'Eu sei' ? Se o rei vier aqui me perguntar, direi a ele.” O jovem brahmin foi rapidamente até a corte real e quando foi perguntado qual era o assunto, ele disse, “Grande rei, um certo asceta sabe o problema daqueles sons que escutas : ele está sentado no assento real do seu jardim e diz que te dirá se perguntares a ele : devias fazer isto.” O rei foi rapidamente, saudou o asceta e após palavras amigáveis sentou e perguntou, “É verdade que você sabe o problema dos sons qu'eu escuto ?” “Sim, grande rei.” “Prego, então me diga.” “Grande rei, não há perigo algum conectado a estes sons : há uma certa siriema em teu velho jardim ; estava sem comida, meia morta de fome e fez o primeiro som :” e então através de seu conhecimento, dando o significado preciso da fala da siriema, pronunciou a primeira estrofe :-
Um lago tão fundo e cheio de peixe chamam este lugar antigo,
Residência do rei siriema, ele foi, meu velho ancestral :
E apesar de ho-je vivermos de sapos, nunca largamos esta praia
“Este, grande rei, era o som que a siriema fez nos estertores da fome : se queres livrá-la da fome, limpe o jardim e encha o tanque de água.” O rei disse a um ministro para que se fizesse isto. “grande rei, há um corvo fêmea que vive no portão do estábulo de elefantes : ela fez o segundo som, chorando por seu filho : nada deves temer dai,” e então ele falou a segunda estrofe :-
Oh ! Quem do fraco Bandhra ? O olho único rasgará
De meu ninho, meus filhotes e de mim mesma oh! quem será amável ?
Então ele perguntou ao rei pelo nome do cavalariço chefe no estábulo de elefantes. “Seu nome, senhor, é Bandhura.” “Ele tem um olho único apenas, Ó rei ?” “Sim, senhor.” “Grande rei, um certo corvo fêmea construiu seu ninho no portão do estábulo de elefantes ; lá ela depositou seus ovos, lá no tempo devido seus filhotes chocaram : sempre que o cavalariço entra ou sai do estábulo em seu elefante, ele bate com o chicote no corvo e nos filhotes e destrói o ninho : o corvo fêmea em seu sofrimento deseja rasgar o olho único dele e fala deste jeito. Se queres o bem dela, mande chamar Bandhura e peça-o para não destruir o ninho.” O rei mandou chamá-lo, censurou-o e mudou-ode lugar e deu o elefante para outro.
“No pico do telhado do palácio, grande rei, há um inseto da madeira ; ele já comeu toda a madeira de figueira lá e não consegue comer mais madeira dura : sem comida e incapaz de sair, ele faz o terceiro som em lamentação : nada deves temer dai :” e então através de seu conhecimento dando o significado preciso do som do inseto, falou a terceira estrofe :-
Já comi toda a figueira ao redor até onde ela vai :
Madeira dura cupim não gosta, e outra comida está escassa.
O rei enviou um empregado e de um modo ou outro livrou o cupim.
“Em tua residência, grande rei, há um certo cuco domesticado ?” “Há , senhor.” “Grande rei, este cuco pinha pela floresta quando lembra sua vida anterior, 'Como posso deixar esta gaiola e ir para minha querida floresta?' e dai fez o quarto som : nada deves temer dele :” e então ele falou a quarta estrofe :-
Oh deixar esta residência real ! Oh ganhar minha liberdade,
De coração feliz percorrendo a floresta e alto n'árvore construir meu ninho.
Assim falando ele adicionou, “O cuco pinha, grande rei, liberte-a.” O rei fez isto.
“Grande rei, há um cervo domesticado em tua residência ?” “Há, senhor.” “Ele era chefe da horda : lembrando sua cerva e pinhando de amor por ela ele faz o quinto som : nada deves temer dele :” e falou a quinta estrofe :-
Oh deixar esta residência real ! Oh ganhar minha liberdade,
Beber água pura da fonte, guiar a horda que me segue !
O Grande Ser fez com que se libertasse o cervo e continuou, “Grande rei, há um macaco domesticado em tua residência ?” “Há, senhor.” “Ele era chefe de uma horda do Himalaia e este saudoso da companhia das macacas : um caçador chamado Bharata o trouxe para cá : pinhando e ansiando por seus velhos covis ele faz o sexto som : nada deves temer dele,” e ele falou a sexta estrofe :-
Cheio e sujo de paixões eu estava, enfeitiçado de desejo,
Bharata o caçador me pegou ; qu'eu te traga fado feliz !
O Grande Ser fez também o macaco ser liberto e prosseguiu, “Grande rei, há um duende vivendo em tua residência ?” “Há,senhor.” “Ele está pensando no que fazia com sua sílfide e sofrendo de desejo faz o sétimo som. Um dia ele subiu no pico de uma alta montanha com ela : eles colheram e se adornaram com muitas flores de cores e perfumes diversos e não perceberam que o sol se punha ; escuridão caiu enquanto desciam da montanha. A sílfide disse, 'Marido, está escuro, desça com cuidado para não tropeçar,' e pegando-o pela mão, desceram juntos. É lembrando das palavras delas que ele faz o som : nada deves temer dele.” Através do seu conhecimento ele estabeleceu e se fez saber precisamente as circunstâncias, falando a sétima estrofe :-
Quando a escuridão ficou grossa sozinhos no alto da montanha,
Ela me avisou gentilmente, 'Não tropece o pé numa pedra'.
Assim o Grande Ser explicou porque o duende fez o som e fez com que o libertassem também e prosseguiu, “Grande rei, houve um oitavo som, um de êxtase / ênstase. Um certo paccekabuddha na Gruta Nandamula sabendo que as condições de vida estava agora no fim para ele, veio para perto dos seres humanos, pensando, 'Entrarei no Nirvana no parque do rei de Benares : seus empregados irão me enterrar e festejar festivais sagrados e venerar minhas relíquias e assim atingir o céu :' ele estava vindo com seu poder sobrenatural e justo quando alcançou o telhado do palácio, atirou fora a carga da vida e cantou em ênstase a canção que ilumina a entrada na cidade do Nirvana :” e então ele falou a estrofe pronunciada pelo paccekabuddha :
Certamente vejo o fim dos nascimentos,
Nunca mais novamente verei útero :
Minha última existência na terra
Está terminada e toda sua miséria.
“Com estas palavras de ênstase ele alcançou teu parque e passou para o Nirvana aos pés de um salgueiro florido : venha, grande rei, e realize ritual de exéquias.” Assim o Grande Ser levou o rei para o lugar onde o paccekabuddha entrou no Nirvana e mostrou a ele o corpo. Vendo o corpo, o rei com um grande exército prestou honras com perfumes , flores e semelhantes. Como conselho do Bodhisatva ele parou o sacrifício, deu a todas as criaturas suas vidas, fez proclamação pela cidade através do tambor que a matança não ocorreria, e fez com que festivais sagrados fossem realizados por sete dias, cremou o corpo do paccekabuddha com grande honra em uma pira com perfumes e fez um stupa onde quatro estradas se encontram. O Bodhisatva pregou retidão ao rei e exortou-o com diligência : depois ele foi para o Himalaia e lá realizou trabalhos em Estados Perfeitos e sem quebrar suas meditações tornou-se destinado ao Céu de Brahma.
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Após a lição, o Mestre disse, “Grande rei, não há perigo algum para ti devido aos sons, pare o sacrifício e dê a todas as criaturas suas vidas” : e tendo feito a proclamação pelo tambor de que suas vidas seriam poupadas, ele identificou o Jataka : “Naquele tempo o rei era Ananda, o pupilo era Sariputra e o asceta eu mesmo.”
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
417 Buddha Sakra
( Imagem de Indra / Sakra / Vasava )
417
“Em brancas vestes...etc.” - O Mestre contou este conto enquanto residia em Jetavana, relativo a um homem que amparava a mãe. A história é que o homem era de boa família e conduta em Savatthi : com a morte de seu pai ele dedicou-se a sua mãe e cuidava dela fazendo os serviços de lavar os dentes, os pés, serviços assim e também dar mingau, arroz e outras comidas. Ela disse a ele, “Querido filho, há outras tarefas na vida de dono de casa : deves casar com uma mulher de família adequada, que de mim cuidará e daí poderás fazer teu próprio trabalho”. “Mãe, é para meu próprio bem e prazer que cuido de ti : quem faria isto melhor ?” “Filho, deves fazer o trabalho para avançar a economia da nossa casa.” “Não tenho nenhum interesse na vida de dono de casa ; cuidarei de ti e depois que estiveres morta e cremada me tornarei um asceta.” Ela o pressionava constantemente : e por fim, sem convencê-lo e sem ganhar dele consentimento, ela trouxe-lhe uma mulher de família adequada. Ele casou e vivia com ela, porque não se oporia a sua mãe. Ela observou a grande atenção com a qual seu marido cuidava da mãe e desejosa de imitá-lo, ela também cuidava. Notando a devoção da esposa, ele passou a dar a ela toda a comida gostosa que conseguia. Com o passar do tempo, ela tolamente pensou, em seu orgulho, “Ele me dá toda comida gostosa que consegue : ele deve estar ansioso para se livrar da mãe e encontrarei algum jeito de fazer isto.” Então um dia ela disse, “Marido, tua mãe ralha comigo quando você sai de casa.” Ele não disse nada. Ela pensou, “Irritarei a velha senhora e a farei desagradável para com o filho” : e dahi em diante passou a dar o mingau de arroz ou muito quente ou muito frio, ou sem sal ou salgado. Quando a velha senhora reclamou que estava muito quente ou muito salgado, ela atirou água fria suficiente para encher o prato : e quando reclamava de estar muito frio ou sem sal , ela fez um escândalo gritando, “Agora mesmo disseste que estava muito quente e salgado : quem pode te satisfazer ?” Depois no banho ela atiraria água muito quente nas costas da velha senhora : quando ela disse, “Filha, minhas costas estão queimando,” a outra teria jogado água muito muito fria nela, e com as reclamações, teria inventado uma história aos vizinhos, “Esta mulher acabou de dizer que estava muito quente, agora grita 'está muito frio' : quem pode suportar tanto descaramento ?” Se a velha senhora reclamava que a cama estava com muita pulga, insetos, ela tirava a cama e lançava por cima dela sua própria cama e depois devolvia declarando, “Dei uma chacoalhada” : a boa velha senhora, ficando com o dobro de pulgas e insetos a picá-la, passaria a noite sentada reclamando de estar sendo mordida por toda a noite ; a outra retrucaria, “Tua cama foi chacoalhada ontem e anteontem também : quem pode satisfazer todas as necessidades de tal mulher ?” Para colocar o filho da velha senhora contra ela, ela espalhou catarro e cuspe e cabelo grisalho pelos cantos e quando ela perguntou quem estava espalhando sujeira pela casa toda, ela disse, “Tua mãe é que está fazendo isto “ ; mas se dissesse apenas a ela para não fazer isto, ela gritava : “Não posso permanecer na mesma casa com tal bruxa velha : deves decidir se ela fica ou eu.” Ele escutou-a e disse, “Esposa, ainda és jovem e podes fazer a vida em qualquer lugar que fores : mas minha mãe está fraca e eu sou o esteio dela : parta e vá para teus parentes.” Quando ela escutou isto, ficou com medo e pensou, “Ele não pode se separar de sua mãe que é muito cara a ele : mas se eu for para minha velha casa, terei uma vida miserável de separada : me reconciliarei com minha sogra e cuidarei dela como antes” : e dahi em diante ela fez isto. Um dia este irmão leigo foi a Jetavana para escutar a lei : saudando o Mestre ele permaneceu em um dos lados. O Mestre perguntou a ele se não descuidava de suas antigas obrigações, se cuidava devidamente de sua mãe. Ele respondeu, “Sim, Senhor : minha mãe me trouxe uma mulher como esposa contra minha vontade, ela fez tais e tais coisas improváveis,” contando a ele tudo, “mas a mulher não conseguiu que rompesse com minha mãe e agora cuida dela com todo respeito.” O Mestre escutou a história e disse, “Desta vez não fizeste o quê ela pediu : mas antes tu colocaste tua mãe para fora com o pedido dela e devido a mim tu a retomou de volta para tua casa e cuidaste dela” : e com o pedido do leigo ele contou um conto antigo.
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Certa vez quando Brahmadatra reinava em Benares ( Varanasi ), um jovem de uma certa família com a morte do pai dedicou-se a sua mãe e cuidava dela como na história introdutória : os detalhes são como os dados acima. Mas neste caso, quando a esposa disse que ela não podia mais viver com a bruxa velha e que ele devia decidir qual delas devia ir, ele acreditou na palavra dela que sua mãe estava em falta e disse, “Mãe, estais sempre causando brigas na casa : portanto partas e vivas em algum outro lugar, onde quiseres.” Ela obedeceu, chorando e indo para a casa de uma amiga, ela trabalhava por salários e com dificuldade fez uma vida. Após ela partir, a nora concebeu uma criança e saiu dizendo para o marido e os vizinhos que tal coisa nunca teria acontecido se a velha bruxa estivesse na casa. Depois que a criança nasceu, ela disse ao marido, “Eu nunca teria um filho se tua mãe estivesse na casa mas agora tenho um : então vejas que bruxa ela era.” A velha senhora escutou que o nascimento do neto era pensado como sendo devido ao fato dela ter deixado a casa, e pensou, “Certamente Direito deve estar morto no mundo : se não fosse assim, este pessoal não teria tido um filho e uma vida confortável após baterem e jogar para fora a mãe deles : farei uma oferta pelo morte do Direito.” Então um dia ela pegou sésamo ( gergelim ) e arroz da terra e um pequeno pote e uma colher : ela foi para o cemitério dos cadáveres e acendeu um fogo dentro de um fogão feito com três crânios humanos : depois ela desceu para dentro d'água, banhou-se da cabeça aos pés, lavou sua roupa e voltando para o lugar do seu fogo, soltou o cabelo e começou a lavar o arroz.
O Bodhisatva era naquele tempo Sakra ( Indra ), rei dos céus ; e os Bodhisatvas são vigilantes. No mesmo instante ele viu, episcopando o mundo, que a pobre velha senhora estava fazendo uma oferta de morte ao Direito como se o Direito estivesse morto. Desejoso de mostrar seu poder em ajudá-la, ele veio disfarçado como um brahmin viajando na autoestrada : à vista dela ele deixou a estrada e permanecendo de pé próximo a ela, começou uma conversa dizendo, “Mãe, as pessoas não cozinham comida em cemitérios : que farás com este gergelim ( sésamo ) e este arroz depois de cozidos ?” E assim ele falou a primeira estrofe :-
Em brancas vestes, com cabelo pingando
Por quê, Kaccani, ferves água ?
Arroz e sésamo escolhidos,
Vai comê-los quando estiverem quente ?
Ela falou a segunda estrofe para informá-lo :-
Brahmin, não é para comer que
Uso o sésamo e o arroz :
Direito está morto ; sua memória
Coroo-a com sacrifício.
Então Sakra falou a terceira :-
Senhora, pense antes de decidir :
Quem te disse tal mentira ?
Forte em poder e de mil olhos
Direito Perfeito não pode morrer nunca.
Escutando-o, a mulher falou duas estrofes :-
Brahmin, tenho testemunho forte,
'Direito está morto' devo crer :
Todos os homens agora que seguem o erro
Recebem grande prosperidade.
Estéril antes, a esposa do meu bom filho
Me derrotou e carrega um filho :
Ela é a senhora da nossa casa,
Eu uma desclassificada desgraçada.
Sakra então falou a sexta estrofe :-
Não. Vivo eternamente ;
Foi para teu bem que vim :
Ela te derrotou ; mas teu filho e ela
Serão cinzas da minha chama.
Escutando-o, ela gritou, “Ai, que dizes tu ? Tentarei salvar meu neto da morte.” E falou a sétima estrofe :-
Rei dos deuses, seja feita tua vontade :
Se por mim deixaste o céu,
Possam minhas crianças e o filho deles
Viverem comigo amigavelmente.
Então Sakra falou a oitava estrofe :-
A vontade de Katiyani será feita :
Derrotada, ainda confias no Direito :
Com tuas crianças e o filho deles
Partilhes casa unida em amizade.
Após assim falar, Sakra, agora em todo seu divino traje, pousou no ar através de seu poder sobrenatural e disse, “Kaccani, nada tema ; através de meu poder teu filho e nora virão e depois de conseguir de ti o perdão no caminho te levarão para casa com eles : habite em paz com eles.” Então ele voltou para seu próprio lugar. Através do poder de Sakra eles se lembraram da bondade dela e questionando pela vila, descobriram ter ido em direção ao cemitério. Foram ao longo da estrada chamando por ela : quando a viram caíram a seus pés e pediram e obtiveram seu perdão pela ofensa. Ela acolheu com alegria o neto. Então todos foram para casa felizes e dahi em diante habitaram juntos.
Alegre com a esposa do bom filho
Katiyani então habitou :
Indra pacificou a briga deles,
Filho e neto cuidaram bem dela.
Esta estrofe é inspirada na Perfeita Sabedoria.
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Após a lição o Mestre declarou as Verdades e identificou o Jataka : após as Verdades o irmão leigo foi estabelecido na fruição do Primeiro Caminho :- “Naquele tempo o homem que amparava a mãe era o homem que amparava a mãe ho-je, a esposa daquele tempo era a esposa de ho-je e Sakra era eu mesmo.”
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