segunda-feira, 27 de setembro de 2010

417 Buddha Sakra




            ( Imagem de Indra / Sakra / Vasava )

417
“Em brancas vestes...etc.” - O Mestre contou este conto(a) enquanto residia em Jetavana, relativo a um homem que amparava a mãe. A história é que o homem era de boa família e conduta em Savatthi : com a morte de seu pai ele dedicou-se a sua mãe e cuidava dela fazendo os serviços de lavar os dentes, os pés, serviços assim e também dar mingau, arroz e outras comidas. Ela disse a ele, “Querido filho, há outras tarefas na vida de dono de casa : deves casar com uma mulher de família adequada, que de mim cuidará e daí poderás fazer teu próprio trabalho”. “Mãe, é para meu próprio bem e prazer que cuido de ti : quem faria isto melhor ?” “Filho, deves fazer o trabalho para avançar a economia da nossa casa.” “Não tenho nenhum interesse na vida de dono de casa ; cuidarei de ti e depois que estiveres morta e cremada me tornarei um asceta.” Ela o pressionava constantemente : e por fim, sem convencê-lo e sem ganhar dele consentimento, ela trouxe-lhe uma mulher de família adequada. Ele casou e vivia com ela, porque não se oporia a sua mãe. Ela observou a grande atenção com a qual seu marido cuidava da mãe e desejosa de imitá-lo, ela também cuidava. Notando a devoção da esposa, ele passou a dar a ela toda a comida gostosa que conseguia. Com o passar do tempo, ela tolamente pensou, em seu orgulho, “Ele me dá toda comida gostosa que consegue : ele deve estar ansioso para se livrar da mãe e encontrarei algum jeito de fazer isto.” Então um dia ela disse, “Marido, tua mãe ralha comigo quando você sai de casa.” Ele não disse nada. Ela pensou, “Irritarei a velha senhora e a farei desagradável para com o filho” : e dahi em diante passou a dar o mingau de arroz ou muito quente ou muito frio, ou sem sal ou salgado. Quando a velha senhora reclamou que estava muito quente ou muito salgado, ela atirou água fria suficiente para encher o prato : e quando reclamava de estar muito frio ou sem sal , ela fez um escândalo gritando, “Agora mesmo disseste que estava muito quente e salgado : quem pode te satisfazer ?” Depois no banho ela atiraria água muito quente nas costas da velha senhora : quando ela disse, “Filha, minhas costas estão queimando,” a outra teria jogado água muito muito fria nela, e com as reclamações, teria inventado uma história aos vizinhos, “Esta mulher acabou de dizer que estava muito quente, agora grita 'está muito frio' : quem pode suportar tanto descaramento ?” Se a velha senhora reclamava que a cama estava com muita pulga, insetos, ela tirava a cama e lançava por cima dela sua própria cama e depois devolvia declarando, “Dei uma chacoalhada” : a boa velha senhora, ficando com o dobro de pulgas e insetos a picá-la, passaria a noite sentada reclamando de estar sendo mordida por toda a noite ; a outra retrucaria, “Tua cama foi chacoalhada ontem e anteontem também : quem pode satisfazer tdas as necessidades de tal mulher ?” Para colocar o filho da velha senhora contra ela, ela espalhou catarro e cuspe e cabelo grisalho pelos cantos e quando ela perguntou quem estava espalhando sujeira pela casa toda, ela disse, “Tua mãe é que está fazendo isto “ ; mas se dissesse apenas a ela para não fazer isto, ela gritava : “Não posso permanecer na mesma casa com tal bruxa velha : deves decidir se ela fica ou eu.” Ele escutou-a e disse, “Esposa, ainda és jovem e podes fazer a vida em qualquer lugar que fores : mas minha mãe está fraca e eu sou o esteio dela : parta e vá para teus parentes.” Quando ela escutou isto, ficou com medo e pensou, “Ele não pode se separar de sua mãe que é muito cara a ele : mas se eu for para minha velha casa, terei uma vida miserável de separada : me reconciliarei com minha sogra e cuidarei dela como antes” : e dahi em diante ela fez isto. Um dia este irmão leigo foi a Jetavana para escutar a lei : saudando o Mestre ele permaneceu em um dos lados. O Mestre perguntou a ele se não descuidava de suas antigas obrigações, se cuidava devidamente de sua mãe. Ele respondeu, “Sim, Senhor : minha mãe me trouxe uma mulher como esposa contraminha vontade, ela fez tais e tais coisas improváveis,” contando a ele tudo, “mas a mulher não conseguiu que rompesse com minha mãe e agora cuida dela com todo respeito.” O Mestre escutou a história e disse, “Desta vez não fizeste o quê ela pediu : mas antes tu colocaste tua mãe para fora com o pedido dela e devido a mim tu a retomou de volta para tua casa e cuidaste dela” : e com o pedido do leigo ele contou um conto(a) antigo.
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Certa vez quando Brahmadatra reinava em Benares, um jovem de uma certa família com a morte do pai dedicou-se a sua mãe e cuidava dela como na história introdutória : os detalhes são como os dados acima. Mas neste caso, quando a esposa disse que ela não podia mais viver com a bruxa velha e que ele devia decidir qual delas devia ir, ele acreditou na palavra dela que sua mãe estava em falta e disse, “Mãe, estais sempre causando brigas na casa : portanto partas e vivas em algum outro lugar, onde quiseres.” Ela obedeceu, chorando e indo para a casa de uma amiga, ela trabalhava por salários e com dificuldade fez uma vida. Após ela partir, a nora concebeu uma criança e saiu dizendo para o marido e os vizinhos que tal coisa nunca teria acontecido se a velha bruxa estivesse na casa. Depois que a criança nasceu, ela disse ao marido, “Eu nunca teria um filho se tua mãe estivesse na casa mas agora tenho um : então vejas que bruxa ela era.” A velha senhora escutou que o nascimento do neto era pensado como sendo devido ao fato dela ter deixado a casa, e pensou, “Certamente Direito deve estar morto no mundo : se não fosse assim, este pessoal não teria tido um filho e uma vida confortável após baterem e jogar para fora a mãe deles : farei uma oferta pelo morte do Direito.” Então um dia ela pegou sésamo ( gergelim ) e arroz da terra e um pequeno pote e uma colher : ela foi para o cemitério dos cadáveres e acendeu um fogo dentro de um fogão feito como três crânios humanos : depois ela desceu para dentro d'água, banhou-se da cabeça aos pés, lavou sua roupa e voltando para o lugar do seu fogo, soltou o cabelo e começou a lavar o arroz.
O Bodhisatva era naquele tempo Sakra ( Indra ), rei dos céus ; e os Bodhisatvas são vigilantes. No mesmo instante ele viu, episcopando o mundo, que a pobre velha senhora estava fazendo uma oferta de morte ao Direito como se o Direito estivesse morto. Desejoso de mostrar seu poder em ajudá-la, ele veio disfarçado como um brahmin viajando na autoestrada : à vista dela ele deixou a estrada e permancendo de pé próximo a ela, começou uma conversa dizendo, “Mãe, as pessoas não cozinham comida em cemitérios : que farás com este gergelim ( sésamo ) e este arroz depois de cozidos ?” E assim ele falou a primeira estrofe :-

Em brancas vestes, com cabelo pingando
Por quê, Kaccani, ferves água ?
Arroz e sésamo escolhidos,
Vai comê-los quando estiverem quente ?

Ela falou a segunda estrofe para informá-lo :-

Brahmin, não é para comer que
Uso o sésamo e o arroz :
Direito está morto ; sua memória
Coroo-a com sacrifício.

Então Sakra falou a terceira :-

Senhora, pense antes de decidir :
Quem te disse tal mentira ?
Forte em poder e de mil olhos
Direito Perfeito não pode morrer nunca.

Escutando-o, a mulher falou duas estrofes :-

Brahmin, tenho testemunho forte,
'Direito está morto' devo crer :
Todos os homens agora que seguem o erro
Recebem grande prosperidade.

Estéril antes, a esposa do meu bom filho
Me derrotou e carrega um filho :
Ela é a senhora da nossa casa,
Eu uma desclassificada desgraçada.

Sakra então falou a sexta estrofe :-

Não. Vivo eternamente ;
Foi para teu bem que vim :
Ela te derrotou ; mas teu filho e ela
Serão cinzas da minha chama.

Escutando-o, ela gritou, “Ai, que dizes tu ? Tentarei salvar meu neto da morte.” E falou a sétima estrofe :-

Rei dos deuses, seja feita tua vontade :
Se por mim deixaste o céu,
Possam minhas crianças e o filho deles
Viverem comigo amigavelmente.

Então Sakra falou a oitava estrofe :-

A vontade de Katiyani será feita :
Derrotada, ainda confias no Direito :
Com tuas crianças e o filho deles
Partilhes casa unida em amizade.

Após assim falar, Sakra, agora em todo seu divino traje, pousou no ar através de seu poder sobrenatural e disse, “Kaccani, nada tema ; através de meu poder teu filho e nora virão e depois de conseguir de ti o perdão no caminho te levarão para casa com eles : habite em paz com eles.” Então ele voltou para seu própriolugar. Através do poder de Sakra eles se lembraram da bondade dela e questionando pela vila, descobriram ter ido em direção ao cemitério. Foram ao longo da estrada chamando por ela : quando a viram caíram a seus pés e pediram e obtiveram seu perdão pela ofensa. Ela acolheu com alegria o neto. Então todos foram para casa felizes e dahi em diante habitaram juntos.

Alegre com a esposa do bom filho
Katiyani então habitou :
Indra pacificou a briga deles,
Filho e neto cuidaram bem dela.

Esta estrofe é inspirada na Perfeita Sabedoria.
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Após a lição o Mestre declarou as Verdades e identificou o Jataka : após as Verdades o irmão leigo foi estabelecido na fruição do Primeiro Caminho :- “Naquele tempo o homem que amparava a mãe era o homem que amparava a mãe ho-je, a esposa daquele tempo era a esposa de ho-je e Sakra era eu mesmo.”

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