quinta-feira, 14 de outubro de 2010

419 Buddha deidade da montanha

419
“Eis aqui um colar dourado...etc.” - O Mestre contou este conto(a) enquanto residia em Jetavana, relativo a empregada de Anathapindika. A história diz que em um dia de festa, quando ela estava indo com várias empregadas amigas a um jardim de descanso, ela pediu a sua patroa Pannalakkhanadevi um ornamento para vestir. Sua patroa deu a ela uma jóia sua, válida cem mil dinheiros. Ela a colocou e prosseguiu com as outras empregadas para o jardim de descanso. Um certo ladrão cobiçava a jóia e com o intuito de matá-la e pegar o ornamento, começou a conversar com ela e no jardim deu a ela peixe, carne e bebida forte. “Ele faz isto, suponho, porque ele me deseja,” ela pensou, e à tardinha quando todos deitaram para descansar após a prática dos esportes, ela levantou-se e foi com ele. Ele disse, “Senhora, este lugar não é reservado ; vamos mais para longe.” Ela pensou, “Qualquer coisa privada pode ser feita neste lugar : sem dúvida ele deve estar ansioso em me matar e tomar o que estou usando : ensinarei a ele uma lição “ : então ela disse, “Senhor, estou seca devido à bebida forte : me arranje um pouco d'água,” e levando-o até um poço pediu a ele que retirasse um pouco d'água, mostrando a corda e o balde. O ladrão desceu o balde. Então enquanto ele estava inclinado para retirar àgua, a garota, que era muito forte, empurrou-o duramente com ambas as mãos e o atirou para dentro do poço. “Você não morrerá com isto apenas,” ela disse, e atirou um tijolo grande na cabeça dele. Ele morreu no lugar. Quando ela voltou para a vila e devolveu à patroa o ornamento, disse, “Estive bem próxima ho-je de ser morta por causa desta jóia,” e contou toda a história. A patroa contou Anathapindika e ele contou ao Tathagata. O Mestre disse, “Dono de casa, esta não é a primeira vez que uma empregada é dotada de senso em uma situação ; ela foi assim antes também : não é a primeira vez que ela mata aquele homem ; ela o fez uma vez antes,” e com o pedido de Anathapindika, ele contou o conto(a) antigo.
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Certa vez quando Brahmadatra reinava em Benares, havia uma linda mulher na cidade chamada Sulasa, que tinha um cortejo de quinhentas cortesãs e cujo preço era mil dinheiros uma noite. Havia na mesma cidade um ladrão chamado Sattuka, forte como um elefante, que usava entrar nas casa dos ricos à noite e saquear à vontade. Os cidadãos reuniram-se e reclamaram com o rei. O rei ordenou que os vigias postassem guardas cá e lá, prendessem o ladrão e cortassem a cabeça dele. Eles amarraram a mãos dele atrás das costas e o levaram para o local de execução, açoitando-o (com chicotes) em cada esquina. As novas de que ele fora pego excitaram a cidade. Sulasa estava em pé numa janela e olhando para baixo para rua viu o ladrão, amou-o à primeira vista e pensou, “S'eu puder libertar aquele forte homem de luta, desistiria desta minha má vida e viveria respeitavelmente com ele.” Do jeito descrito no Jataka 318 ela consegue a liberdade dele enviando mil dinheiros para o condestável, chefe da guarda, da cidade e com isto viveram juntos em delícia e harmonia. O ladrão depois de três ou quatro meses pensou, “Nunca serei capaz de permanecer neste lugar apenas : e não poderei sair de mãos vazias : os ornamentos de Sulasa valem cem mil dinheiros : vou matá-la e pegá-los.” Então ele disse a ela um dia, “Querida, quando estava sendo arrastado pelos homens do rei, prometi uma oferta a uma deidade-árvore de um topo de montanha, que agora me ameaça porque não a paguei : façamos uma oferta.” “Muito bem, marido, prepare-a e a envie.” “Querida, não cabe enviar : vamos ambos e apresentemo-la, vestindo todos os nossos ornamentos e com um grande séquito.” “Muito bem, marido, faremos isto.” Ele a fez preparar a oferta e quando alcançaram o sopé da montanha, ele disse, “querida, a deidade, vendo esta multidão de gente, não aceitará a oferta ; vamos nós dois lá em cima e apresentemo-la.” Ela consentiu e ele a fez carregar a oferta, vaso. Ele mesmo estava armado até os dentes e quando alcançaram o topo, ele colocou a oferta nos pés de uma árvore que crescia do lado de um precipício alto centenas de vezes mais que um ser humano e disse, “Querida, não vim para apresentar oferta, vim com a intenção de matá-la e fugir com todos teus ornamentos : retire-os e faça uma trouxa com eles com teu vestido.” “Marido, por quê me matarias ?” “Por teu dinheiro.” “Marido, lembre do bem que te fiz : quando eras arrastado em cadeias, desisti de um filho de rico por você e paguei uma grande soma salvando tua vida : apesar de poder conseguir mil dinheiros por dia, nunca olho outro homem : tal benfeitora sou tua : não me mate, te darei muito dinheiro e serei tua escrava.” Com estas conversas ela falou a primeira estrofe :-

Aqui está um colar de ouro e esmeraldas e pérolas,
Pegue tudo e seja bem vindo : dê-me lugar entre tuas empregadas.

Quando Sattuka falou a segunda estrofe de acordo com sua intenção, a saber -

Bela senhora, jogue no chão as jóias e não chore tão dolorosamente :
Te matarei : de outro modo não terei certeza de conseguir toda tua riqueza.

o entendimento de Sulasa cresceu na ocasião e pensando, “Este ladrão não me dará minha vida mas tirarei a vida dele primeiro atirando-o para baixo do precipício de algum modo,” ela falou duas estrofes :-

Em meus anos de entendimento, dentro de minha memória consciente,
Nenhum homem no mundo, digo, amei mais que tu.

Venha aqui para uma última saudação, receber um último beijo :
Pois nunca mais na terra nos veremos face a face.

Sattuka não percebia o propósito dela, e então ele disse, “Muito bem, querida ; venha e me beije.” Sulasa andou ao redor dele em saudação respeitosa três vezes, o beijou e disse, “Agora, marido, farei obediência a você em todos os quatro lados,” ela colocou a cabeça nos pés dele, fez obediência nos seus lados e foi para trás dele como se para fazer obediência lá : então com a força de um elefante ela o pegou pelas partes de trás e o atirou de cabeça para baixo no precipício centenas de vezes mais alto que uma pessoa. Ele ficou esmagado em pedaços no lugar. Vendo este acontecimento, a deidade que vivia no topo da montanha falou estas estrofes :-

Sabedoria as vezes não está confinada aos homens :
Mulher mostra sabedoria de vez em quando.

Sabedoria as vezes não está confinada aos homens :
Mulheres são rápidas no conselho de vez em quando.

Aquele que em grandes ocasiões falha em crescer
Cae, como o tolo ladrão do precipício.

Alguém pronto a uma crise em seu fado ver,
Como ela, salva-se de inimigo ameaçador.

Assim Sulasa matou o ladrão. Quando ela desceu da montanha e veio para juntos dos empregados, eles perguntaram onde estava o marido dela. “Não me pergunte,” ela disse e montando em sua carruagem ela seguiu para a cidade.
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Após a lição, o Mestre identificou o Jataka : “Naquele tempo os dois de então eram os dois de agora, a deidade era eu mesmo.”

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