terça-feira, 24 de agosto de 2010

Diálogos de Buddha com Yakshis




Buddha certa vez estava próximo de Rajagaha, no Monte do Pico do Abutre. Então uma fada ( yakshi ) chamada Sakka aproximou-se Dele e falou em versos :-

Não é bom, nem adequado que tu, que és
Um frei, que aos laços de todos os tipos
Renunciou, e vive assim emancipado,
Devas passar a vida exortando outras pessoas.

Buddha respondeu :-

Qualquer que seja a causa aparente, Sakka, porque
As pessoas venham a morar juntas, nenhuma adequa-se
Ao caso do sábio. Compaixão move a mente dele.
E se, com a mente assim satisfeita, ele passa
Sua vida instruindo outras pessoas, ele ainda assim
Com isto não enlaça-se de nenhum jeito como em um jugo.
Compaixão move a mente dele e simpatia.
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Buddha estava certa vez entre os de Magadha no Templo Manimala, no refúgio da yakshi Manibhadda. Então aquela yakshi aproximou-se de Buddha e diante Dele pronunciou o verso :-
Para alguém com a mente alerta sucesso sempre vem ;
Ele prospera com felicidade ampliada.
Para ele a-manhã é um dia melhor.
E inteiramente de todo ódio ele está liberto.

Buddha respondeu :-

... ( repete-se as três primeiras linhas ) ...
Não inteiramente de todo ódio ele está liberto.
Para ele cuja mente sempre noite e dia
Na inocência, na não violência (a-hinsa) se delicia,
Levando sua parte de amor para tudo que vive,
Nele nenhum ódio é encontrado para com alguém.
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Samyutta Nikaya X,2 e 4 . Cf Jataka 451para as últimas duas linhas.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Mais Yakshis














O cinto largo em jóias que as Yakshis vestem chama mekhala e seria um encanto de vida longa. Reparem que elas apoiam os pés n'árvore e isto significa um ritual em que a mulher precisa tocar àrvore para que ela (árvore) floresça. “A palavra dohada (nome do motivo, o pé n'árvore) significa um desejo latente e àrvore está representada sentindo, como uma mulher, tal desejo, e não podem suas flores se abrirem até que ele seja satisfeito, ( e àrvore seja tocada ). Assim toda a concepção, mesmo nesta última forma como um mero pedaço de retórica, preserva a velha conecção entre árvores, espíritos das árvores e vida humana.” ( pg. 36 )( Coomaraswamy, Ananda, Yakshas ) . Do mesmo modo a mão, braço levantado, lembra a Natividade com MahaMaya segurando no galho de árvore sal. Àrvore abaixa o galho para que MahaMaya o segure ; a Yakshi d'árvore, o espírito da árvore sal como que estende seu braço, galho, para a Mãe de Buddha. Aqui também a concepção unifica os mundos. Clique na imagem para vê-la ampliada.

sábado, 14 de agosto de 2010

Yakshis

Yakshis. Clique na imagem para vê-la ampliada. A melhor maneira de ler as imagens, creio eu, é pensar nos três primeiros dias da criação conforme o Gênesis de Moisés : a planta, vegetação, no terceiro dia, as águas separadas (de cima e de baixo, nuvens e rios, correntes aéreas e marítimas) no segundo e a luz / calor no primeiro. Assim na imagem a planta, vegetação, está lá em cima e as águas estão simbolizadas pelo makara, crocodilo, jacaré, aos pés das Yakshis : Elas mesmas seriam a luz e calor separada no primeiro dia. São três mundos ; segundo velha, antiga, doutrina. Três mundos ao mesmo tempo, simultâneos numa sucessão simbólica.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

414 Buddha e a Yakshi






414
“Quem é que acorda...etc.” - O Mestre contou este conto enquanto residia em Jetavana, relativo a certo irmão-leigo. Era um discípulo que entrou no Primeiro Caminho. Ele partiu por uma estrada na floresta de Savatthi em uma caravana de carros. Em um certo lugar agradável com fonte d'água o líder da caravana desatrelou, desarreiou, os quinhentos carros, carroças e preparando comida, mole e dura, lá fez pousada. Os homens deitaram aqui e lá para dormir. O irmão leigo praticou perambulação ao redor da raiz d'árvore próxima ao líder da caravana. Quinhentos ladrões planejavam assaltar a caravana : com armas variadas nas mãos a cercaram e esperaram. Vendo o irmão leigo em seu perambular, esperavam de pé para começar o saque quando ele fosse deitar. Ele permanecer perambulando e andando por toda a noite. Àurora os ladrões jogaram fora paus e pedras e outras armas que pegaram : saíram dizendo, “Mestre líder da caravana, tens o que te pertence porque foste vivificado devido a este homem que ficou acordado diligentemente : deves honrá-lo.” Os homens da caravana logo levantando-se viram as pedras e paus e outras coisas atiradas fora pelos ladrões e louvaram o irmão leigo, reconhecendo que deviam a vida a ele. O irmão leigo foi para seu destino e fez o seu negócio : depois voltou para Savatthi e dirigiu-se a Jetavana : lá saudou e fez homenagem ao Tathāgata e sentado aos pés dele e com o convite dele para que falasse, ele contou o que ocorrera. O Mestre disse, “Irmão leigo, não apenas você ganhou mérito especial por vigiar e guardar, sábios antigos fizeram o mesmo.” E assim com o pedido do irmão leigo, ele contou uma velha história.
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Certa vez quando Brahmadatra reinava em Benares ( Varanasi ), o Bodhisatva nasceu em uma família brahmin. Quando ele cresceu, aprendeu todas as artes em Takkasila ( Taxila ) e retornando vivia como dono de casa. Depois de um tempo ele deixou sua casa e tornou-se um asceta : logo alcançou a Faculdade da Meditação [ n. do tr.: Samadhi é Meditação – Yama, Nyama, Asana, Pranayama, Pratyahara, Dharana, Dhyana e Samadhi. Estas são as Faculdades.Yama e Nyama são os 5 + 5 Mandamentos ; Asana e Pranayama todo mundo sabe o que é porque aprendeu na Hatha Yoga ; Pratyahara a retirada da mente do corpo de sentidos ; Dharana é a fixação da atenção ; Dhyana é Contemplação.] e vivendo na terra do Himalaia nas posturas em pé e andando apenas, perambulava toda a noite sem dormir. Uma espírita ( espírito fêmea ) que vivia numa árvore ( Yakshi, feminino de Yaksha ), no final do seu lugar de caminhada, ficou agraciada com ele e falou a primeira estrofe, fazendo uma pergunta a ele a partir de um buraco no tronco : -

Quem é que acorda quando outros dormem e dorme quando outros acordam ?
Quem é que pode entender minha charada, quem a isto pode responder ?

O Bodhisatva, escutando a voz da yaksha, falou esta estrofe :-

Sou aquele que vigia enquanto outros dormem e dorme quando outros vigiam.
Sou quem pode responder tua charada e a ti responder.

A espírita fez novamente outra pergunta em outra estrofe :-

Como é que tu vigias enquanto outros dormem e dormes enquanto outros vigiam ?
Como é que lês minha charada, como a isto respondes ?

Ele explicou a questão :-

Algumas pessoas esquecem que virtude é sobriedade severa,
Quando tais dormem, eu estou acordado, Ó espírito d'árvore.

Paixão e vício e ignorância em alguns cessaram de ser ;
Quando tais vigiam então eu durmo, Ó espírito d'árvore.

Então, vigio enquanto outros dormem e durmo enquanto outros vigiam ;
Assim leio tua charada e a ti respondo.

Quando o Grande Ser deu esta resposta, a yakshi, ficou agraciada e falou a última estrofe em louvor dele :-

Bom você vigiar enquanto outros dormem e dormir enquanto outros vigiam ;
Bom você ler minha charada, boa a resposta que deste.

E assim louvando o Bodhisatva, a yakshi entrou em seu domicílio n'árvore.
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Após a lição, o Mestre identificou o Jataka : “Naquele tempo, o espírito d'árvore era Uppalavanna, o asceta era eu mesmo.”





sexta-feira, 6 de agosto de 2010

413 Rei Pasenadi, pastor Dhumakari




                       Acima Savatthi e abaixo Indraprastha, Índia

413
“O rei reto...etc.” - O Mestre contou este conto(a) enquanto residia em Jetavana, relativo a um favor do rei de Kosala a um estranho. Certa vez, segue a história, não mostrou nenhum agradecimento a seus velhos guerreiros que vieram até ele da maneira usual, mas concedeu honra e hospitalidade a estrangeiros que vieram pela primeira vez. Ele foi brigar numa fronteira perturbada de província : mas seus velhos guerreiros não lutaram, pensando que os que acabavam de chegar sendo favorecidos, fariam isto ; e os novatos não o fizeram, pensando que os velhos guerreiros lutariam. Os rebeldes ganharam. O rei, sabendo que sua derrota era devido ao erro que fez em favorecer os novatos, retornou para Savatthi. Ele resolveu perguntar ao Senhor da Sabedoria se ele foi o único rei derrotado por esta razão : então após a refeição da manhã ele dirigiu-se a Jetavana e colocou a questão ao Mestre. O Mestre respondeu, “Grande Rei, seu caso não é o único : reis anteriores também foram derrotados por causa de favorecimento a novatos,” e assim, com o pedido do rei, ele contou um conto antigo.
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Certa vez na cidade de Indrapatrana, no reino dos Kurus, um rei chamado Dhanañjaya reinava, da raça de Yudhitthila. O Bodhisatva nascera na casa do capelão da família dele. Quando cresceu, aprendeu todas as artes em Takkasila ( Taxila ). Ele retornou para Indrapatrana e com a morte de seu pai, tornou-se saerdote da família do rei e seu conselheiro nas coisas temporais e espirituais. Seu nome era Vidhurapandita.
Rei Dhanañjaya desconsiderou seus soldados antigos e favoreceu aos novatos. Ele foi lutar numa província com fronteira perturbada : mas nem os guerreiros antigos nem os novatos guerrearam, cada um pensando que o outro partido resolveria o problema. O rei foi derrotado. No seu retorno para Indrapatrana ele considerou que sua derrota foi devida ao favorecimento que ele mostrou aos novatos. Um dia pensou, “Sou o único rei que já foi derrotado por favorecer novatos ou outros anteriormente já tiveram o mesmo destino ? Perguntarei a Vidhurapandita ( n. do tr.: pandita é sábio, sábio Vidhura ).” Então ele colocou a questão à Vidhurapandita quando este veio à recepção na corte do rei.
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O Mestre, declarando a razão de sua questão, falou meia estrofe :

O correto rei Yudhitthila certa vez questionou o sábio Vidhura,
“Brahmin, sabes em que coração solitário descansa tanto amargo sofrer ?”
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Escutando isto, o Bodhisatva disse, “Grande rei, teu sofrer é apenas um sofrer pequeno. No passado, um brahmin pastor de cabras, chamado Dhumakari, tomou um grande rebanho de cabras e fazendo um curral na floresta mantinha-os lá : tinha um fogo / casa e vivia de leite e similares, cuidando de suas cabras. Vendo alguns cervos de pelo dourado que aproximaram-se, gostou deles e desconsiderando suas cabras, prestou a honra devida a elas aos cervos. No outono os cervos foram para o Himalaia : suas cabras estavam mortas e os cervos longe de seus olhos : então de sofrer ele ficou com icterícia e morreu. Ele prestou honrarias aos novatos e pereceu, tendo sofrimento e miséria, cem vezes, mil vezes mais do que tu.” Esclarecendo o exemplo ele disse,

Um brahmin com um rebanho de cabras, da alta raça Vasittha,
Mantinha fogo noite e dia em residência na floresta.

Cheirando a fumaça, uma horda de cervos, atacada por mosquitos, veio
Procurar morada nas chuvas próximo a residência de Dhumakari.

Os cervos ficaram com toda atenção então ; as cabras não receberam cuidado,
Elas vinham e iam sem tomarem conta e assim lá pereceram.

Mas agora os mosquitos deixaram a floresta, o outono clareou de chuvas :
Os cervos devem buscar as alturas das montanhas e nascentes de rios novamente.

O brahmin vê que os cervos foram embora e todas suas cabras estão mortas :
Icterícia o ataca, desgastado pela dor e some toda sua cor.

Assim, aquele que desconsidera o quê é seu e chama 'caro' um estranho,
Como Dhumakari, chora sozinho com muitas lágrimas amargas.

Tal foi a história contada pelo Grande Ser para consolar o rei. O rei foi confortado e agraciado e deu a ele muita riqueza. A partir dali ele favoreceu seu próprio Povo e fazendo obras de caridade e virtude, tornou-se destinado ao céu.
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Após a lição, o Mestre identificou o Jataka : “Naquele tempo o rei Kuru era Ananda, Dhumakari era Pasenadi, rei de Kosala e Vidhurapandita era eu mesmo.”

 [ Dhananjaya e Yudhisthira são pandavas filhos de Pandu, Vidura o sábio irmão de Pandu em Indraprastha no épico Mahabharata  com o qual o Jataka portanto parece dialogar ]



sábado, 24 de julho de 2010

Ajanta, a Grande África, Buddhas Anteriores







    As árvores enumeradas abaixo em imagem de Sanchi, Índia, na primeira trave, no alto .


Siddharta Gautama é o último Buddha : houveram outros Buddhas Anteriores que criaram culturas Buddhistas tão grandes quanto. São os Buddhas anteriores :

SaptaBuddha Stotra
adoro Jainendra, o fogo consumidor do sofrimento, o tesouro do conhecimento santo, a quem todos reverenciam, que gerou o mesmo Vipasyi, nascido em poderosa raça de monarcas, na cidade de Bandumasti, que foi por oito mil anos o preceptor de deuses e homens e por quem o grau de Jainendra foi obtido aos pés d'árvore Patala ( Bignonia shaveolus )

adoro Sikhi(n), a mina de sabdoria celeste, o sábio supremo que cruzou os limites do mundo, que nasceu na raça real da grande cidade de Aruna, cuja vida adornada com toda excelência, estendeu-se até setenta mil anos, quem por afeição à humanidade, sabedoria santa foi obtida aos pés da Pundarika (espécie de figo).

adoro Vishwabhu, o amigo do universo, o rei da virtude, que nasceu em Anupama, da raça de ilustres monarcas, cuja vida curou sessenta mil anos e que, tendo triunfado sobre as aflições terrenas, obteve imortalidade aos pés d'árvore Sal ( shorea robusta ).

adoro Krakuchchhanda, o senhor dos Munis, o inigualável Sugata, a fonte da perfeição, que nasceu em Kshemavati, da família de Bramans, reverenciado por reis ; a vida deste tesouro de excelências foi de quarenta mil anos e ele obteve nos pés d'árvore Sirisha ( Acacia sirisa ), o estado de Jitendra, com as armas do conhecimento que aniquila os três mundos.

adoro Kanaka Muni, o sábio e legislador, isento da cegueira das ilusões enganosas, que nasceu na esplêndida pessoa que viveu trinta mil anos. O grau de Buddha foi obtido por ele, magnífico como uma ontanha de gemas preciosas, nos pés d'árvore Udumbara ( Ficus glomerata ).

adoro Kasyapa, o Senhor do mundo, o mais excelente e eminente dos sábios, que nasceu em Benares na família dos brahmans venerado por príncipes ; a vida da sua ilustre fama durou vinte mil anos, e águas dos três mundos secaram com a lâmpada da divina sabedoria, que ele adquiriu nos pés d'árvore Nyagrodha ( Ficus indica ).

adoro Sakya Sinha, o Buddha, descendente do Sol, venerado por deuses e homens que nasceu na esplêndida cidade de Kapilapur, na família do chefe dos Reis Sakya, cuja vida amiga de todo mundo durou cem anos. Tendo rapidamente dominado desejo, sabedoria sem laços adquiriu aos pés d'árvore Aswattha ( Ficus religiosa, Pipal ).

Estes são os Buddhas antes do Buddha Siddharta Gautama que deles segue o conhecimento sendo Siddharta o último Buddha. Estende-se em um passado longínquo o Buddhismo.
Os casais embaixo são figuras auspiciosas comum no design antigo. Cada casal numa situação diferente.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

412 Sariputra Rei Roc


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412
Carrego comigo..etc.” - O Mestre contou este conto enquanto residia em Jetavana, relativo a censura ao pecado. O incidente que leva a história, como o do jataka 370, é desconhecido (parece contudo ser aquele em que os quinhentos cavaleiros são reunidos à noite). Nesta ocasião o Mestre, percebendo os quinhentos Irmãos tomados pelos pensamentos de desejos na Casa de Calçada Dourada, reunindo àssembleia disse, “Irmãos, é certo desconfiar onde a desconfiança é apropriada ; pecados cercam as pessoas como banians e plantas tais crescem cercando uma árvore : deste velho modo, um espírito habitando o topo de um algodoeiro viu um pássaro evacuando sementes de banian que comera, entre os galhos do algodoeiro e ficou aterrorizado que sua residência com isto pudesse ser destruída :” e assim contou um conto antigo.

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Certa vez quando Brahmadatra reinava em Benares ( Varanasi ), o Bodhisatva era um espírito d'árvore habitando o topo de um algodoeiro. Um rei dos rocs ( pássaro mítico ) assumiu uma forma de cento e cinquenta léguas em extensão e dividindo àgua no grande oceano com o bater de suas asas, pegou pelo rabo um rei das serpentes com mil braças de extensão, e fazendo a serpente expelir o quê havia apanhado com a boca, voou por sobre os topos das árvores em direção ao algodoeiro. O rei serpente pensou, “Farei com que ele me largue e me deixe ir,” e assim prendeu sua crista em uma árvore banian e enrolou-se firmemente nela. Devido à força do rei-roc e ao grande tamanho do rei serpente, a banian foi desenraizada. O rei serpente contudo não largaria a árvore banian. O rei roc levando o rei serpente, árvore banian e tudo, para o algodoeiro, deixou-os no tronco, abriu sua boca e barriga e comeu a gordura. Depois ele atirou o resto da carcaça no mar. Bem, naquela banian havia um certo pássaro, que voou quando a banian foi jogada fora e pousou em um dos galhos altos do algodoeiro. O espírito d'árvore vendo o pássaro teve um choque e tremeu de medo pensando, “Este pássaro vai evacuar no meu tronco : um broto de banian ou de figo surgirá e se espalhará por toda a minha árvore : e assim minha casa será destruída.” Àrvore teve um choque até as raízes com o tremor do espírito. O rei roc percebeu o tremor e falou duas estrofes questionando a razão :-

Carrego comigo o rei serpente extenso mil braças :
Seu tamanho mais minha pesada massa tu suportaste sem estremecer.

Mas agora esta ave mínima tu amparas, bem pequena comparada comigo :
E tremes de medo apreensivo ; por quê, algodoeiro ?

A deidade falou quatro estrofes explicando a razão :-

Carne é tua comida, Ó rei : a da ave é fruta :
Sementes de banian e de figo ela lançará
E de árvore bo também e todo meu tronco poluirá ;

Crescerão árvores na proteção do meu caule,
E deixarei de ser árvore, assim escondida por elas.

Outras árvores, antes fortes de raiz e ricas em galhos, claramente mostram
Como as sementes que pássaros carregam destroem-nas até embaixo.

Plantas parasitas cobrirão mesmo a árvore poderosa da floresta :
Por isto, Ó rei, estremeci quando vi temeroso o que viria.

Escutando as palavras do espírito d'árvore, o rei roc falou a estrofe final :-

Temer é certo se a coisa é temível : contra o perigo que advém, guarda :
Sábios olham em ambos os mundos calmamente se apresentam temores, descarta.

Assim falando, o rei roc com seu poder enviou o pássaro para fora d'árvore.

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Após a lição, o Mestre declarou as Verdades, começando com as palavras : “é certo desconfiar quando desconfiança é apropriada,” e identificou o Jataka :- após as Verdades os quinhentos Irmãos foram estabelecidos na Santidade :- “Naquele tempo Sariputra era o rei roc e eu mesmo o espírito d'árvore.”