terça-feira, 12 de julho de 2011

429 Buddha rei Papagaio


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429
Onde quer que árvores frutíferas...etc.” - Esta história o Mestre contou enquanto residia em Jetavana relativa a um certo Irmão. A história diz que ele vivia em uma floresta próxima a uma vila na fronteira país de Kosala e recebeu instruções na forma de meditações do Mestre. O povo fez para ele um lugar para morar em um lugar onde as pessoas continuamente passavam indo e vindo, fornecendo alojamentos noturno e diurno e atentamente servindo-o. No primeiro mês após entrarem na estação chuvosa, a vila foi incendiada e o povo ficou sem nem mesmo um semente e foi incapaz de fornecer comida gostosa para a tigela dele ; e apesar dele estar em um lugar agradável de morar, ele ficou tão estressado por causa das ofertas que não podia nem entrar no Caminho nem nas suas Fruições. Então no final de três meses ele foi visitar o Mestre e após palavras de saudações gentis o Mestre esperava que apesar de estressado por causa das ofertas ele tinha um lugar agradável para viver. O Irmão contou a ele como estavam as coisas. O Mestre escutando que ele tinha aposentos agradáveis disse, “ Irmão, se é assim, um asceta deve deixar de lado caminhos cobiçosos e ficar contente em comer qualquer comida que ele conseguir e em realizar todas as obrigações de um sacerdote. Sábios antigos quando nasceram no mundo dos animais, apesar de viverem na poeira de uma árvore decaída na qual tinha sua moradia, deixaram de lado desejos gananciosos e ficaram contentes de estar onde estavam e cumpriram a lei do amor. Por quê então tu abandonas uma moradia agradável devido a comida pouca e tosca que recebes ?” E com o pedido dele o Mestre contou uma história do passado.

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Certa vez muitas miríades de papagaios viviam no Himalaia nas margens do Ganges em um bosque de figueiras. Um rei dos papagaios lá, quando o fruto d'árvore na qual ele morava terminou, comia do que quer que sobrasse, seja broto, ou folha, ou casca ou crosta, e bebia água do Ganges e estando muito feliz e contente ficou onde estava. Devido a sua felicidade e contentamento a residência de Sakra foi sacudida. Sakra refletindo sobre a causa viu o papagaio e para testar a virtude dele, com seu poder sobrenatural secou àrvore, que se tornou um mero toco perfurado com buracos e lá ficou sendo fustigada pelos ventos com poeira saindo dos buracos. O rei papagaio comia esta poeira e bebia água do Ganges e não indo para nenhum outro lugar, sentava empoleirado no topo do tronco de figueira, não se importando com o vento e com o sol.
Sakra percebeu como o papagaio estava contente e disse, “Após escutá-lo falar da virtude da amizade, irei e darei a ele a escolha de um dom e farei a figueira ficar carregada com frutos ambrosíacos.” Então ele assumiu a forma de ganso real e precedido de Sujā na forma de uma ninfa Asura, foi para o bosque de figueiras e pendurou-se no galho de uma árvore próxima, entrando em conversação com o papagaio e falando a primeira estrofe :

Onde quer que árvores frutíferas abundem,
Pássaros famintos se encontram aos bandos :
Mas caso as árvores todas sequem,
Logo para longe os pássaros voam.

E após estas palavras, para tirar o papagaio dali, ele fala a segunda estrofe :

Apresse-se, Sr. Bico Rubro, em partir ;
Por quê sentas e sonhas sozinho ?
Vamos, diga-me, por favor, pássaro da primavera,
A este tronco morto por quê te apegas ?

Então o papagaio disse, “Ó ganso, com sentimento de gratidão, não abandono esta árvore,” e ele repetiu duas estrofes :

Aqueles que foram amigos próximos desde a juventude,
Cientes da bondade e da verdade,
Na vida e na morte, na alegria e na tristeza
Os clamores d'amizade nunca esquecem.

Também anseio em ser gentil e bom
Com alguém que por longo tempo foi amigo ;
Quero viver, mas não tenho ânimo nenhum
De deixar, apesar de morta, esta velha figueira.

Sakra escutando o quê ele disse ficou deliciado e louvando-o desejou oferecê-lo um dom e pronunciou duas estrofes :

Sei de tua amizade e de teu amor de gratidão,
Virtudes que sábios certamente devem aprovar.

Te ofereço o que quer que desejes escolher ;
Papagaio, que dom mais regozijaria teu coração ?

Escutando isto, o rei papagaio fez sua escolha falando a sétima estrofe :

Se, tu, Ó ganso, o quê mais anelo quer me dar,
Conceda que esta árvore que amo, possa viver novamente.
Que ela uma vez mais brote com seu velho vigor,
Reúna fresca doçura e carregue frutos bondosamente.

Sakra então concedendo o dom falou a oitava estrofe :

Veja ! Amigo, uma nobre e justa árvore frutífera,
Própria para tua residência ser.
Que ela uma vez mais brote com seu velho vigor,
Reúna fresca doçura e carregue frutos bondosamente.

Com estas palavras Sakra deixou sua forma apresentada e manifestando seu poder sobrenatural e de Sujā, pegou água do Ganges com a mão e lançou-a contra o tronco da figueira. Imediatamente àrvore cresceu rica em ramos e galhos e com fruto doce elevava-se numa bela vista, como um Monte-Jóia solitário. O rei papagaio vendo-a ficou altamente agraciado e cantando os louvores de Sakra ele falou a nona estrofe :

Possa Sakra e todos amados por Sakra abençoados serem,
Como eu ho-je sou abençoado vendo esta visão bondosa !

Sakra, após conceder o dom ao papagaio e fazer a figueira carregar fruto ambrosíaco, retornou com Sujata a seu próprio domicílio.

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Ilustrando esta história, estas estrofes inspiradas pela Perfeita Sabedoria foram adicionadas no fim :

Assim que rei papagaio sabiamente fez sua escoha,
Àrvore uma vez mais ofereceu seus frutos ;
Então Sakra com sua rainha voaram velozmente
Para onde em Nandana os deuses se regozijam.

O Mestre, sua lição terminada, disse, “Assim, Irmão, sábios antigos apesar de nascidos em forma animal foram libertos da cobiça. Por que então tu, após ser ordenado sob dispensação, administração, tão excelente , segue caminhos gananciosos ? Vá e more no mesmo lugar.” E deu a ele uma forma de meditação e assim identificou o Jataka :- o Irmão voltou e com insight espiritual atingiu a Santidade :- “Naquele tempo Sakra era Anuruddha e o papagaio rei era eu mesmo.”

segunda-feira, 27 de junho de 2011

428 Buddha discursa pousado no ar


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                          pintura de Ajanta , Índia

428
Onde quer que a Irmandade...etc.” - Esta história o Mestre contou enquanto residia no parque Ghosita próximo a Kosambi, relativa a certo povo briguento de Kosambi. O incidente que levou à história é encontrado na seção do Vinaya relativa a Kosambi ( Mahavagga X, 1-10 ). Aqui um pequeno resumo dela. Naquele tempo, é dito, dois Irmãos viviam na mesma casa, um versado no Vinaya, o outro nos Sutras. Este último um dia tendo ido ao lavatório saiu deixando um resto de água para enxaguar a boca em um pote. Depois disto aquele versado no Vinaya entrou e vendo àgua saiu e perguntou a seu companheiro se àgua fora deixada lá por ele. A resposta foi, “Sim, senhor.” “O quê ! Não sabes que isto é pecado ?” “Não, não estava ciente disto.” “Bem, Irmão, é pecado.” “Então compensarei isto.” “Mas se fizestes inadvertida e desatentamente, não é pecado.” Então ele ficou como alguém que não viu pecado no que era pecado. O estudioso do Vinaya disse a seus pupilos, “Este estudioso dos Sutras, apesar de cair em pecado não está consciente disto.” Estes vendo os pupilos do outro Irmão disseram, “O mestre de vocês apesar de cair em pecado não reconhece isto.” Eles foram e contaram ao mestre deles. Ele disse, “Este estudioso do Vinaya antes disse que não havia pecado e agora diz que há pecado : ele é um mentiroso.” Eles foram e contaram aos outros, “O mestre de vocês é um mentiroso.” Assim começaram uma querela entre eles. O estudioso do Vinaya então, vendo uma oportunidade, começou um processo de excomunhão do Irmão por recusar a ver a ofensa. A partir daí mesmo os laicos que proviam os requisitos ( hábitos, agulha, filtro, cinto, navalha ) aos sacerdotes, ficaram divididos em duas facções. As irmãs também que aceitam seus conselhos e deuses tutelares, com seus amigos e próximos e deidades que descansam no espaço até aquelas do Mundo de Brahma, mesmo todos os inconversos, formaram dois partidos e a discussão alcançou o domícilio dos deuses Sublimes.
Então um certo Irmão aproximou-se do Tathagata e falou do ponto de vista do partido excomungante que dizia, “O sujeito está excomungado na forma ortodoxa,” e o ponto de vista dos seguidores do excomungado que diziam, “Ele está ilegalmente excomungado,” e a prática daqueles que, apesar de proibidos pelo partido excomungante ainda reuniam-se ao redor dele para ampará-lo. O Abençoado disse, “Há um cisma, sim, um cisma na Irmandade,” e foi até eles e apontou a miséria envolvida na excomunhão àqueles que excomungaram e a miséria resultante no sigilo de um pecado ao partido oposto e depois partiu. Novamente quando estavam realizando o Uposatha e serviços similares no mesmo lugar, dentro dos limites e disputavam no refeitório e em outros lugares, ele estabeleceu a regra de que deveriam sentar juntos, um do lado do outro alternadamente. E entendendo que eles ainda assim brigavam no mosteiro ele foi lá e disse, “Basta, Irmãos, que não tenhamos mais brigas.” E um do lado herético que não queria importunar o Abençoado, disse, “Deixemos o Abençoado Senhor da Verdade ficar em casa. Deixemos o Abençoado residir em paz, gozando da benção que já obteve nesta vida. Nos tornaremos famosos por esta querela, disputa, briga e altercação.”
Mas o Mestre disse a eles, “Certa vez, Irmãos, Brahmadatra, reinava no reino de Kasi em Benares e ele roubou Dighati, rei de Kosala, de seu reino e o matou quando vivia disfarçado e quando príncipe Dighavu poupou a vida de Brahmadatra, tornaram-se a partir daí amigos próximos. E já que tal deve ter sido a brandura e a resignação destes reis cetrados e portadores de espadas, verdadeiramente, Irmãos, deve ficar claro que vocês também, tendo abraçado a vida religiosa de acordo com uma doutrina e disciplina tão bem ensinada, podem ser brandos e pacientes.” E então advertindo-os pela terceira vez ele disse, “Basta Irmãos, que não haja disputa.” E quando ele viu que não cessavam apesar do seu pedido, ele foi embora dizendo, “Verdadeiramente, este povo tolo são como pessoas possuídas, não são de fácil persuasão.” Dia seguinte retornando da coleta de oferta ele descansou um pouco em sua câmara perfumada e colocou seu quarto em ordem e então pegando sua tigela e hábito ficou pousado no ar e pronunciou estes versos no meio d'assembléia :

Onde quer que a Irmandade divida-se em duas,
O povo comum dá ouvidos a gritos de bocas barulhentas :
Cada um acredita que si mesmo é sábio,
E vê seu vizinho com olhos desdenhosos.
Almas desnorteadas, infladas com auto estima,
Com boca aberta blasfemam tolamente ;
E como através de toda extensão da palavra eles extraviam,
Não sabem a quem como líder obedecer.
Este sujeito abusou de mim, e aquele me socou,
Um terceiro me dominou e tempos atrás me roubou.”
Todos acolhem sentimentos deste tipo,
E a mitigar sua ira nunca estão inclinados.
Ele abusou de mim e me deu um tapa tempos atrás,
Me dominou e me oprimiu até machucar.”
Aqueles que se recusam a tais pensamentos entreter,
Apaziguam sua ira e vivem unidos novamente.
Não o ódio mas o amor apenas, faz o ódio cessar :
Esta é a perpétua lei da paz.
Algumas pessoas, a lei do auto controle desprezam,
Mas aqueles que querelas conciliam , são sábios.
Se pessoas todas marcadas deferidas em disputas mortais,
Ladrões e assaltantes, tirantes de vida humana,
Até aqueles que saqueiam um reino inteiro, podem ser
Amigos de seus inimigos, devem Irmãos não concordarem ?
Encontres tu um sábio e honesto camarada,
Alma gentil, inclinada a contigo habitar,
Todos perigos ultrapassados, com ele ainda tu te extraviarás,
Em feliz contemplação por todo o dia.
Mas falhando tu em encontrares com tal amigo,
Tua vida será melhor gastar em solitude,
Como um príncipe que abdica do trono,
Ou um elefante que vaga sozinho apenas.
Por escolha adote a vida solitária,
Companhia de tolos só leva a luta ;
Em inocência descuidada persiga teu caminho,
Como elefante na floresta selvagem extraviado.

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Quando o Mestre falou assim, já que falhava em reconciliar estes Irmãos, ele foi para Balakalonakaragama ( a cidade de Balaka, o fazedor de sal ), e discursou para o venerável Bhagu sobre a benção da solidão, soledad. Depois ele encaminhou-se para o domicílio dos três jovens nobres e conversou com eles sobre a benção achada na doçura da concórdia. Em seguida ele viajou para a floresta Parileyyaka e residiu lá por três meses sem retornar para Kosambi foi direto para Savatthi. E o povo laico de Kosambi se reuniu e disse, “Certamente estes reverendos Irmãos de Kosambi nos fizeram muito dano ; chateado com eles o Abençoado foi embora. Nós não saudaremos nem mostraremos respeito a eles nem daremos ofertas quando nos visitarem. Assim irão embora ou retornarão ao mundo ou pedirão desculpa ao Abençoado.” E fizeram isto. E estes Irmãos acabrunhados com esta forma de punição foram a Savatthi e pediram perdão ao Abençoado.

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O Mestre assim identificou o Jataka : “O pai era o grande rei Suddhodana, a mãe era Mahāmāyā, príncipe Dighavu era eu mesmo.”

segunda-feira, 6 de junho de 2011

427 Buddha Abutre


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             pintura de Ajanta, Índia. 

427
Formada por pesados troncos...etc.” - Esta história o Mestre contou em Jetavana relativa a um Irmão desobediente. Ele era, dizem, de família nobre e apesar de ordenado na doutrina que leva à Salvação, foi aconselhado por seus professores, mestres, conselheiros e colegas deste jeito : “Assim deves andar e assim recuar ; assim olhar os objetos ou afastar a vista ; assim deve o braço ser estendido ou recolhido ; assim as vestes de dentro e de fora devem ser vestidas ; assim deve-se segurar a tigela e quando receberes comida suficiente para o sustento da vida, após auto-exame, assim deves dividí-la, mantendo guarda sobre as portas dos sentidos ; comendo deves ser moderado e exercitar a vigilância ; deves reconhecer tais e tais tarefas em relação aos Irmãos que vêm e vão do mosteiro ; estas são as quatorze tarefas sacerdotais e as oitenta grandes tarefas a serem devidamente realizadas ( conforme contido no Vinaya ) ; estas são as treze práticas Dhuta ; tudo isto deve ser escrupulosamente realizado.” Ainda assim ele era desobediente e impaciente e não recebia as instruções respeitosamente mas recusava a escutá-los dizendo, “Não te fiz nenhum mal porque falas assim comigo ? Saberei o que me fará bem e o quê não.” Então os Irmãos, escutando a desobediência dele, sentaram no Salão da Verdade falando destes erros. O Mestre veio e perguntou-os o que estavam conversando e mandando chamar o Irmão disse, “É vero Irmão que és relapso ?” E quando ele confessou que sim, o Mestre disse, “Por quê, Irmão, após ser ordenado em uma doutrina tão excelente que leva à Salvação, não escutas a fala de teus conselheiros ? Antes também desobedecestes o conselho dos sábios e fostes explodido em átomos pelo vento Veramba.” E com isto ele contou uma história do passado.

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Certa vez o Bodhisatva veio à vida como um jovem abutre no Monte Abutre. Então seu herdeiro Supatra, o rei dos abutres, era forte e poderoso e tinha um séquito de muitos milhares de abutres e ele alimentava os pais pássaros. E devido a sua força costumava voar até distâncias muito grandes. Então seu pai o aconselhou dizendo, “Meu filho, não deves ir além de tal e tal ponto.” Ele disse, “Muito bem,” mas um dia quando chovia, ele voou alto com os outros abutres e deixando o resto para trás e indo para além dos limites prescritos, entrou no alcance do vento Veramba e foi explodido em átomos.

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O Mestre, em sua Perfeita Sabedoria, para ilustrar este incidente, pronunciou estes versos :

Formada por pesados troncos, um antigo caminho leva
A vertiginosas alturas, onde um jovem abutre alimenta
Os pais pássaros. Poderoso e forte de asas
Ele frequentemente trazia gordura de serpentes ;
E quando seu pai o viu voando alto
E aventurando-se longe no céu, assim gritou,
Meu filho, quando não puderes ver com os olhos
A esfera redonda da terra cercada pelos oceanos,
Não vá mais longe, mas retorne imediatamente, peço.”
Então foi este rei dos pássarosrápido em seu caminho,
E inclinando-se sobre a terra, com olhar penetrante
Viu abaixo florestas e montanhas altas :
E a terra aparecia, como seu pai descreveu,
Entre os oceanos ao redor como esfera redonda.
Mas quando além destes limites ele passou,
Apesar de forte pássaro ser, uma tempestade explodiu
Varrendo-o para morte inesperada,
Sem poder para enfrentar o sopro feroz de tempestade de vento.
Assim o pássaro pela desobediência mostrou
Ser fatal àqueles dependentes de seu amor :
Assim morrem todos que desprezam a anciedade
Rindo de avisos pronunciados pelos sábios,
Como o jovem abutre desafiando as palavras da Sabedoria
Desprezando os limites estabelecidos para restringir seu orgulho.

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Portanto Irmão, não seja como este abutre mas obedeça a seus conselheiros.” E sendo assim advertido pelo Mestre, ele a partir daí tornou-se obediente.

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O Mestre, sua lição terminada, identificou o Jataka : “ O abutre desobediente daqueles dias é agora o Irmão desobediente. O pai do abutre era eu mesmo.”

[ Cf. Jatakas 161, 381 e 439 : a lição é a mesma que a de Dédalo para Ícaro : Oriente e Ocidente juntos desde sempre. ]

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Buddha em Takkasila, Taxila


Lá no Paquistão, Buddha em Takkasila / Taxila apertado, espremido entre o Islamismo e o Hinduismo : em vários Sutras Buddhistas vemos Buddha na Assembléia do Trinta e Três Deuses Hindus, Pax Buddhista, democracia primeira em que todas as castas são aceitas, em que a Lei de Ahimsa, não violência, vale.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

426 Buddha e a Cabra


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              pintura de Ajanta, Índia 

426
Como estais passando...etc.” - O Mestre contou este conto enquanto residia em Jetavana, relativo a certa cabra. Certa vez o Ancião Moggaallaana vivia em uma residência com uma porteira de pasto em um lugar montanhoso cercado de morros. Seu caminho coberto era direto para a porta. Alguns pastores de cabras pensaram que o lugar seria boa pastagem para os caprinos que então para lá as dirigiram e lá pastaram prazerosamente. Um dia vieram à tardinha, pegaram todos os bodes e foram embora : mas uma cabra se dirigira para longe e não vendo os bodes que partiram foi deixada para trás. Mais tarde, quando ela saía, uma certa pantera a viu, e pensando em comê-la permaneceu na porteira do lugar. Ela olhou ao redor e viu a pantera. “Ele está lá porque quer me matar e me comer” ela pensou ; “s'eu virar e correr, minha vida está perdida ; devo me impor,” e assim ela sacudiu os chifres e se atirou direto contra ele com toda sua força. Ela escapou das garras, apesar dele se agitar com o pensamento de pegá-la : correndo então com toda velocidade ela subiu então até os bodes. O Ancião observou como todos os animais se comportaram : dia seguinte ele foi e contou ao Tathagata, “Assim, Senhor, esta cabra realizou um feito com sua prontidão no projeto e escapou da pantera.” O Mestre respondeu, “Moggaallaana, a pantera falhou em pegá-la desta vez mas certa vez antes ele a matou apesar dela gritar e a comeu.” Então com o pedido de Moggaallaana, ele contou um conto antigo.

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Certa vez o Bodhisatva nasceu em uma certa vila do reino de Magadha em uma família rica. Quando ele cresceu, renunciou aos desejos e adotou vida religiosa, alcançando a perfeição da meditação. Após morar por muito tempo na Himalaia, veio para Rajagaha em busca de sal e vinagre e morava em uma cabana de folha que fez num cercado na montanha. Justo como na história introdutória, os pastores dirigiram seus bodes para lá : e do mesmo modo, quando uma única cabra saía atrasada do resto, uma pantera esperava junto a porteira, pensando em comê-la. Quando ela o viu pensou, “Minha vida está confiscada : devo falar com ele gentil e prazerosamente e assim amaciar seu coração e salvar minha vida.” Começando um papo amigável com ele à distância, ela falou o primeira estrofe :-

Como estais passando, tio ? Tudo bem contigo ?
Mamãe manda lembranças : sou seu amigo fiel.

Escutando isto, a pantera pensou, “Esta mala vai me enganar me chamando de 'tio' : não sabe quão duro sou;” e assim ele falou a segunda estrofe :-

Pisaste minha cauda, senhora cabra e me injuriaste :
E pensas que dizendo 'tio' podes sair livre de imposto.

Quando ela escutou-o, disse, “O tio, não fale assim,” e falou a terceira estrofe :-

Te vi quando vinha, bom Senhor, e tu me viste ai sentado :
Tua cauda está toda atrás : como poderia pisá-la ?

Ele respondeu, “O quê dizes cabra ? Há algum lugar que minha cauda possa não estar ?” e então falou a quarta estrofe :-

Tanto quanto os quatro grandes continentes com oceanos e montanhas espalhadas,
Minha cauda se estende : como podes ter falhado em tal cauda ter pisado ?

A cabra, quando escutou isto, pensou, “Este sujeito ruim não foi atraído por minhas palavras moles : responderei como inimigo,” e então ela falou a quinta estrofe :-

Tua cauda de vilão é longa, eu sei, pois fui bem avisada :
Pais e irmãos me contaram : mas voo pelos ares.

Ele então disse, “Sei que vieste pelos ares : mas enquanto vinhas, estragastes minha comida no caminho por onde vieste,” e assim ele falou a sexta estrofe :-

À tua vista, senhora cabra, no alto, atravessando os ares,
Espantou uma horda de cervos : e assim minha refeição foi por ti estragada.

Escutando isto a cabra temendo a morte e sem desculpas, gritou, “Tio, não cometa tal crueldade ; poupe minha vida.” Mas apesar dela gritar, o outro a pegou pelos ombros matou-a e comeu-a.

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Foi então que a cabra pediu por graça : mas sangue devia satisfazer
A besta que segurava-a pelo pescoço ; o mal não mostrará cortesia.

Conduta, não reta, nem cortesia, o mal mostrará ;
Ele odeia o bom : enfrentá-lo então é melhor em briga aberta.

Estas são duas estrofes inspiradas pela Perfeita sabedoria.

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Um asceta santo viu toda a cena dos dois animais.

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Após a lição, o Mestre identificou o Jataka : “Naquele tempo a cabra e a pantera eram a cabra e a pantera de ho-je, o asceta santo era eu mesmo.”

[ N. do tr. : Esopo Buddhista aqui disserta largamente em série de fábulas realçando a idéia do cercado, do pasto entre montes, que protege a cabra, cordeiro : na 220 temos a cabra mesma com o lobo e na 221 o cordeiro na mais famosa das fábulas, onde a extravagância da cauda da pantera, dá lugar ao pai lobo injuriado em ano anterior compondo a cena na beira do rio. Mas são várias as fábulas que dissertam sobre a imagem, tema, somando a série que introduz o pastor na 311 e seguintes , caro aos Evangelhos de IHS com os mercenários que cuidam do rebanho. A rês perdida mesma tem sua parábola. No caso, IHS XTO chega a dizer 'eu sou a porta das ovelhas'.]



quarta-feira, 27 de abril de 2011

425 Buddha asceta


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               pintura de Ajanta, Índia.

425
Faça o Ganges calmo...etc.” - O Mestre contou esta história quando residia em Jetavana, relativa a um Irmão relapso. O Mestre perguntou a ele, “É verdade Irmão, que és relapso ?” “Sim, senhor.” “Qual a causa ?” “O poder do desejo.” “Irmão, as mulheres são ingratas, traiçoeiras, inconfiáveis : sábios antigos não conseguiam satisfazer uma mulher mesmo dando a ela mil dinheiros por dia : e um dia quando ela não conseguiu os mil dinheiros, os pegou pelo pescoço e jogou fora : tão ingratas são as mulheres : não caia no poder do desejo por tal causa,” e ele contou um conto antigo.

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Certa vez quando Brahmadatra reinava em Benares ( Varanasi ), seu filho, jovem Brahmadatra, e jovem Mahadhana, filho de um rico mercador de Benares, eram camaradas e companheiros e foram educados na casa do mesmo professor. O príncipe tornou-se rei com a morte do pai : e o filho do mercador morava perto dele. Havia em Benares uma certa cortesã, bela e próspera. O filho do mercador lhe dava mil dinheiros diariamente e tinha prazer com ela constantemente : com a morte de seu pai ele sucedeu o rico mercador na sua posição e não a abandonou, dando a ela mil dinheiros por dia. Três vezes por dia ele ia se apresentar diante do rei. Um dia ele foi apresentar-se ao cair da noite. Enquanto estava falando com o rei, o sol se pôs e ficou escuro. Quando deixava o palácio ele pensou, “Não há tempo de ir em casa e depois voltar : irei direto para a casa da cortesã :” então dispensou seus ajudantes e entrou na casa dela sozinho. Quando ela o viu, perguntou se ele trouxera os mil dinheiros. “Querida, eu estava muito atrasado ho-je ; então dispensei meus empregados sem ir em casa e vim sozinho ; mas a-manhã te darei dois mil dinheiros.” Ela pensou, “S'eu aceitá-lo ho-je, ele virá de mãos vazias em outros dias e assim minha riqueza se perderá : não o admitirei desta vez.” Então ela disse, “Senhor, sou apenas uma cortesã : não faço favores sem mil dinheiros : deves me trazer a quantia.” “Querida, trarei duas vezes a quantia a-manhã,” e assim ele pedia repetidamente. A cortesã deu ordens as suas empregadas, “Não deixem aquele homem em pé ali me olhando : peguem-no pelo pescoço e joguem ele fora e depois batam a porta.” Elas fizeram isto. Ele pensou, “Já gastei com ela oitocentos milhões em dinheiro ; ainda assim um dia que chego de mãos vazias, ela me pega pelo pescoço e me joga fora : Ó mulheres más, sem vergonhas, ingratas, traiçoeiras :” e então ele ponderava sobre as más qualidades das mulheres, até que sentindo desgosto e desamor, tornou-se descontente com a vida laica. “Por quê deveria levar vida laica ? Irei ho-je mesmo e me tornarei asceta,” ele pensou : então sem voltar para casa ou ver o rei novamente, deixou a cidade e entrou na floresta : fez um eremitério às margens do Ganges e lá morou como um asceta, alcançando as Perfeições da Meditação e vivendo de raízes e frutas selvagens.

O rei sentiu falta de seu amigo e perguntou por ele. A conduta da cortesã tornou-se conhecida por toda a cidade : então contaram ao rei o que ocorrera e adicionaram, “Ó rei, dizem que teu amigo com vergonha não voltou para casa mas tornou-se um asceta na floresta.” O rei mandou chamar a cortesã e perguntou se era verdadeira a história sobre o tratamento que dera ao amigo dele. Ela confessou. “Má, mulher vil, vá rapidamente onde está meu amigo e traga-o de volta : se falhares, tua vida está perdida.” Ela ficou com medo das palavras do rei ; montou numa carruagem e dirigiu para fora da cidade com um grande cortejo ; ela buscou o domicílio dele e obtendo informações, foi até ele saudou-o e pediu, “Senhor, perdoe o mal que fiz em minha cegueira e loucura : nunca mais farei de novo.” “Muito bem, te perdôo ; não estou irado contigo.” “Se me perdoas, monte na carruagem comigo : vamos nos dirigir até a cidade e logo que entrarmos nela te darei todo o dinheiro que que haja lá em casa.” Quando ele a escutou, respondeu, “Senhora, não posso ir contigo agora : mas quando algo que nunca acontece neste mundo acontecer, então talvez eu vá ;” e assim ele falou a primeira estrofe :-

Faça o Ganges calmo como tanque de lótus, avistar cucos brancos como pérolas,
Faça palmeiras carregarem com maçãs : quiçá então possa ser.

Mas ela disse novamente, “Venha ; estou indo.” Ele respondeu, “Eu irei.” “Quando ?” “Em tal e tal hora,” ele disse e falou as estrofes restantes :-

Quando tecendo cabelo de tartaruga uma roupa tripla possa ver,
Para no inverno vestir contra o frio, quiçá então possa ser.

Quando com dentes de mosquitos construíres uma torre tão habilmente,
Que não balance nem titubeie, quiçá então possa ser.

Quando com chifres de lebres faças uma escada habilmente,
Escadas que subam a altura do céu, quiçá então possa ser.

Quando camundongos subindo estas escadas e comendo a lua concordem,
E tragam para baixo Rahu do céu, a coisa quiçá possa ser.

Quando vermes de moscas devorarem bebida forte em cântaros cheios e abertos
E residirem eles mesmos em brasas de carvão, a coisa quiçá possa ser.

Quando asnos ganharem lábios vermelhos e faces belas de ver,
E apresentarem suas habilidades em canto e dança, a coisa quiçá possa ser.

Quando corvos e corujas encontrarem-se para falar privadamente,
E cortejarem um ao outro, qual amantes, a coisa quiçá possa ser.

Quando parassóis, feitos de tenras folhas de árvores da floresta,
Forem fortes contra a chuva torrencial, a coisa quiçá possa ser.

Quando pardais pegarem o Himalaia em toda sua majestade,
E carregarem-no em seus pequenos bicos, a coisa quiçá possa ser.

E quando um garoto puder carregar facilmente, com toda sua bravura,
Um navio todo equipado para mares distantes, a coisa quiçá possa ser.

Assim o Grande Ser falou estas onze estrofes para marcar condições impossíveis ( atthana ). A cortesã, escutando-o, ganhou seu perdão e voltou para Benares. Ela contou para o rei o que acontecera e pediu por sua vida, que foi concedida.

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Após a lição, o Mestre disse, “Assim Irmãos, as mulheres são ingratas e traiçoeiras” ; então declarou as Verdades e identificou o Jataka : Após as Verdades, o Irmão relapso foi estabelecido na fruição do Primeiro Caminho :- “Naquele tempo o rei era Ananda, o asceta era eu mesmo.”

segunda-feira, 18 de abril de 2011

424 Buddha rei Bharata


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                       Imagem de Ajanta, Índia. 

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O quê uma pessoa puder salvar...etc.” - O Mestre contou este conto enquanto residia em Jetavana, relativo a um presente incomparável. O presente incomparável está descrito inteiramente no comentário ao Mahagovindasutra. No seguinte àquele em que ele foi dado, falavam sobre isto no Salão da Verdade, “Senhores, o rei de Kosala após exame, descobriu campo próprio de mérito e deu o grande presente à assembleia com Buddha à sua cabeça.” O Mestre veio e soube o tema da conversa enquanto estavam lá sentados : ele disse, “Irmãos, não é estranho que o rei após exame tenha feito grandes dons pelo supremo campo de mérito : sábios antigos também após exame ofertaram tais ofertas,” e assim ele contou um conto antigo.
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Certa vez um rei chamado Bharata reinava em Roruva no reino de Sovira. Ele praticava as dez virtudes reais, conquistou o povo com os quatro elementos de popularidade, era para a multidão como pai e mãe e deu grandes presentes para os pobres, os caminhantes, os mendicantes, os demandantes e semelhantes. Sua rainha principal Samuddavijaya era sábia e cheia de conhecimento. Um dia ele olhou ao redor de seu salão de ofertas e pensou, “Minhas ofertas são devoradas por gente gananciosa sem valor : não gosto disso : gostaria de fazer ofertas a paccekabuddhas que merecem os melhores presentes : eles vivem na região dos Himalaias : quem os traria aqui a meu convite e quem eu enviaria nesta jornada ?” Ele falou com a rainha, que disse, “Ó rei, não fique preocupado : envie flores com a força das nossas coisas adequadamente dadas e nossa virtude e verdade, convidaremos os paccekabuddhas e quando eles vierem daremos a eles presentes com todos os requisitos.” O rei concordou. Ele proclamou pelo tambor que todo o povo da vila devia prometer guardar os preceitos, ele mesmo com seus empregados realizaram todas as tarefas para os dias santos e ofertaram grandes ofertas em caridade. Ele fez com que se trouxesse uma grande caixa de ouro, cheia de flores de jasmim, desceu de seu palácio e permaneceu no paço real. Lá prostando-se no chão com os cinco contatos, ele saudou a direção leste e atirou sete mãos cheias de flores com as palavras, “Saúdo os santos no quadrante leste : se há qualquer mérito em nós, mostre compaixão conosco e receba nossas ofertas.” Como não havia nenhum paccekabuddha no quadrante leste, eles não vieram no dia seguinte. No segundo dia ele prestou respeito ao quadrante sul : mas ninguém veio de lá. No terceiro dia ele prestou respeito ao quadrante ao quadrante oeste, mas ninguém veio. No quarto dia ele prestou respeitos ao quadrante norte e após prestar respeitos, atirou sete mãos cheias de flores com as palavras, “Possam os paccekabuddhas que vivem no distrito norte dos Himalaias receber nossas ofertas.” As flores foram e caíram em quinhentos paccekabuddhas na caverna Nandamula. Refletindo eles entenderam que o rei os convidava ; então chamaram sete deles e disseram, “Senhores, o rei nos convida ; favorecemo-lo .” Estes paccekabuddhas vieram através dos ares e pousaram no portão do rei. Vendo-os o rei saudou-os deliciado, os fez entrar no palácio, mostrou-lhes grande honra e deu-lhes presentes. Após a refeição ele os convidou para o dia seguinte e assim em diante até o quinto dia, alimentando-os por seis dias : no sétimo ele aprontou um presente de todos os requisitos ( cinto, hábitos, navalha, tigela, filtro ), arrumou camas e cadeiras incrustadas de ouro e colocou na frente dos paccekabuddhas conjuntos dos três hábitos e das outras coisas usadas pelos homens santos. O rei e a rainha ofertaram formalmente estas coisas para eles após a refeição e permaneceram em respeitosa saudação. Para exprimir seu agradecimento, o mais Ancião da assembleia falou duas estrofes :-

O que uma pessoa puder salvar das chamas que queimam sua moradia,
Não o que é deixado para ser consumido, permanecerá seu.

No fogo do mundo, decaimento e morte são as chamas a serem alimentadas ;
Salve o que puder pela caridade, uma oferta é salva realmente.

Assim expressando agradecimento, o Ancião aconselhou o rei a ser diligente com a virtude : então ele voou nos ares, direto através do pico do telhado do palácio e pousou na caverna Nandamula : junto com ele todos os requisitos que foram dados voaram junto e pousaram na caverna : e os corpos do rei e da rainha tornaram-se cheios de alegria. Após a partida dele, os outros seis também exprimiram agradecimento com uma estrofe cada :-

Aquele que oferta para homens retos,
Forte em energia santa,
Atravessa a corrente de Yama e então
Ganha uma moradia no céu.

Como guerra é caridade :
Hostes podem fugir diante de uns poucos :
Dê um pouco piedosamente :
Benção posterior é seu direito.

Doadores prudentes agradecem ao Senhor,
Seu trabalho gastam valorosamente.
Ricos frutos seus dons produzem,
Como uma semente em solo fértil.

Aqueles que nunca falam rudemente,
Repudiando errar com as coisas vivas :
As pessoas podem chamá-los tímidos, fracos :
Pois é temor que as mantém puras.
Obrigações baixas ganham para a pessoa, renascer na terra, fado principesco,
Obrigações médias ganham o céu, mais altas ganham Estado Puro.

Caridade é benção realmente,
Ainda que a Lei ganhe recompensa mais alta :
Idade antiga e novas atestam,
Assim os sábios alcançaram seu Descanso.

Então eles também partiram com os requisitos dados a eles.
O sétimo paccekabuddha em seu agradecimento louvou o eterno nirvana ao rei e aconselhou-o cuidadosamente partindo para sua morada como foi dito. O rei e a rainha deram presentes por toda vida e passaram inteiramente através do caminho para o céu.

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Após a lição, o Mestre disse, “Assim sábios antigos dão presentes com discriminacão,” e identificou o Jataka : “Naquele tempo os paccekabuddhas alcançaram nirvana, Samuddavijaya era a mãe de Rahula e o rei Bharata era eu mesmo.”