sábado, 28 de novembro de 2009

384 Buddha Pássaro do Mar



384
“Pratiquem virtude...etc.” - O Mestre contou esta história enquanto residia em Jetavana, sobre um Irmão mentiroso. Ele disse, “Irmãos este homem não é mentiroso agora pela primeira vez” : e então contou um conto(a) do mundo antigo.
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Certa vez quando Brahmadatra reinava em Benares, o Bodhisatva nasceu como um pássaro : quando cresceu vivia em um bando de pássaros numa ilha no meio do mar. Certos mercadores de Kāsi pegaram um corvo viajado e começaram a viajar pelo mar. No meio do mar o barco naufragou. O corvo alcançou a ilha e pensou , “Aí esta um grande bando de pássaros, será bom tentar enganá-los e comer os filhotes e os ovos deles” : então ele desceu no meio deles e abrindo a boca ficou num pé só no chão. “Quem és tu, mestre ?” eles perguntaram. “Sou uma pessoa santa.” “Por quê você fica numa perna só ?” “Se eu colocasse a outra para baixo, a terra não me sustentaria.” “E por quê estais com a boca aberta ?” “Não temos outro alimento que beber vento;” e com isto chamou os outros pássaros e disse, “Pregarei ; escutem,” e falou a primeira estrofe à guisa de sermão:

Pratiquem virtude, irmãos, bençãos a vós ! Pratiquem virtude, repito:
Aqui e após, povos virtuosos têm completa felicidade

Os pássaros, sem saberem que ele assim falava de mentira para comer os ovos, louvaram-no e falaram a segunda estrofe:

Certamente uma reta ave, pássaro bento,
Ele prega numa perna a palavra sacra.

Os pássaros, acreditando naquele vil, disseram, “Senhor, não tomas outro alimento que vento : então prego olhe nossos ovos e filhotes,” e foram para seu lugar de caça. Aquele pecador quando eles saíram encheu a barriga de ovos e filhotes, e quando eles voltaram estava calmamente em uma perna com sua boca aberta. Os pássaros não vendo suas crianças quando chegaram deram o alarme, “Quem pode tê-los comido?” mas dizendo, “Este corvo é uma sacra pessoa,” nem mesmo dele suspeitaram. Então um dia o Bodhisatva pensou, “Não havia nada errado antes aqui, começou quando este um aí chegou, será bom testá-lo” : então fingindo que saiu com os outros pássaros, voltou e se escondeu. O corvo, confiante porque os pássaros saíram levantou-se e comeu ovos e filhotes, e voltando permaneceu numa perna e de boca aberta. Quando os pássaros voltaram o rei reuniu-os e disse, “Ho-je descobri o perigo que atinge nossos filhotes e vi este mau corvo comendo-os, vamos pegá-lo” : assim juntando os pássaros e cercando o corvo ele disse, “Se ele voar, peguem-no,” e falou as outras estrofes:

Vocês não conhecem seu caminho quando louvam este pássaro:
Vocês falam em língua de bobo :
“Virtude,” ele dirá, e “Virtude” sempre,
Mas ele come nossos ovos e filhotes.

As coisas que prega com a voz
Seus membros não acompanham :
Sua Virtude é um ruído vazio,
Sua retidão mentira.

No coração hipocrisia, na língua encantos,
Uma cobra preta do buraco escapulindo, é ele:
Lesa com a aparência do seu escudo de armas
O povo em sua simplicidade.

Abatam-no com bicos e penas,
Rasguem-no com suas garras:
Morte a tal lacaio covarde,
Traidor de nossa causa.

Com estas palavras o líder dos pássaros levantou-se e bateu no corvo com o bico bem na cabeça, e o resto atingiu-o com bicos e garras e asas: e assim ele morreu.
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Ao final da lição, o Mestre identificou o Jātaka: “Naquele tempo o corvo era o Irmão mentiroso, o rei dos pássaros era eu mesmo.”  Cf Buddha Rato, Jataka paralelo, o lobo com roupa de cordeiro, imagem evangélica mesmo.






terça-feira, 17 de novembro de 2009

383 Buddha Galo




383
“Pássaro com asas...etc.” - O Mestre contou esta história em Jetavana relativa a um Irmão que anelava ao mundo. O Mestre perguntou-lhe, “Por quê anelas ao mundo ?” “Senhor, por causa da paixão pois vi um mulher adornada.” “Irmão, mulheres são como gatas, enganando e engambelando até trazer a ruína àquele que está em seu poder,” e contou um velho conto.
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Certa vez quando Brahmadatra reinava em Benares ( Varanasi ), o Bodhisatva nasceu como um galo e vivia na floresta com um grupo de muitas centenas de galos. Não muito distante vivia uma gata : e ela enganou com enganos os outros galos exceto o Bodhisatva e comeu-os : mas o Bodhisatva não caiu em poder dela. Ela pensou, “Este galo é muito hábil mas ele não sabe que sou hábil e engenhosa em enganos : vou engambelá-lo dizendo ‘Serei sua esposa,’ e assim comê-lo quando estiver em meu poder.” Ela foi até ao pé da árvore em que ele estava empoleirado, e elogiando-o numa fala precedida de louvor a sua beleza, ela falou a primeira estrofe:

Pássaro com asas de luzes vivas, crista que pende bela,
Serei sua esposa por nada, deixe o galho e venha.

O Bodhisatva escutando-a pensou, “Ela comeu meus parentes todos ; agora ela quer me engambelar e comer : me livrarei dela.” E assim falou a segunda estrofe:

Senhora bela e sedutora, tens quatro patas, e eu somente duas :
Bestas e pássaros nunca devem se casar : busque outro marido.

Então ela pensou, “Ele é bastante hábil ; de algum modo o enganarei e o comerei ” ; e então ela falou a terceira estrofe:

Te darei beleza e juventude, falas agradáveis e cortesia:
Esposa honrada ou simples empregada, a teu prazer fique comigo.

Então o Bodhisatva pensou, “É melhor insultá-la e mandá-la embora,” e falou a quarta estrofe:

Tu bebeu o sangue dos meus parentes e roubou-os e matou-os cruelmente :
“Esposa honrada” ! não há honra em teu coração quando me cortejas.

Ela foi embora e não conseguiu nem olhar para ele de novo.

Então quando elas vêem um herói, mulheres dissimulam,
(Compare a gata e o galo), tentam tentá-lo.

Aquele que em grandes oportunidades falham em crescer
Prostados jazem tristes aos pés dos inimigos.

Aquele pronto a perceber uma crise em seu fado,
Como o galo à gata, escapa de seu adversário.

Estes versos foram inspirados pela Perfeita Sabedoria.
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A lição terminada, o Mestre declarou as Verdades e identificou o Jātaka: - após as Verdades, o Irmão desviado foi estabelecido na fruição do Primeiro Caminho: - “Naquele tempo o galo era eu mesmo.”

[  quantas fábulas de Esopo Buddhista repetem esta cena ? ]


sábado, 14 de novembro de 2009

382 Buddha e Uppalavanna



382
“Quem é este...etc.” - O Mestre contou esta história em Jetavana, relativa a Anāthapindika [ Sudattha ]. A partir do momento que ele foi estabelecido na fruição do Primeiro Caminho ele manteve intacto todos os cinco preceitos ; do mesmo modo sua esposa, seus filhos e filhas, seus empregados e ajudantes. Um dia no Salão da Verdade eles começaram a discutir se Anāthapindika era puro em seu caminhar e sua família também. O Mestre veio e soube do tema: e disse, “Irmãos, sábios antigos tinham família e criados puros,” e contou um conto antigo.
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Certa vez quando Brahmadatra reinava em Benares ( Varanasi ), o Bodhisatva era um mercador, dando ofertas, mantendo preceitos, e realizando as obrigações dos dias de jejum: também sua esposa manteve os cinco preceitos, e os filhos, e filhas, e empregados e ajudantes. Por isto era chamado o mercador Suciparivāra ( domicílio puro ). Ele pensou, “Se alguém de costumes mais puros que eu chegar, não seria apropriado oferecê-lo meu sofá para sentar, ou minha cama para deitar mas sim oferecê-lo um lugar puro e sem uso” : e assim manteve um sofá e uma cama sem uso preparado em um lado de sua sala de audiências. Naquele tempo no Céu dos Quatro Reis [ que são Dhatarattha, rei do Norte, Virulha do Sul, Virupakkha do Oeste e Vessavana do Leste ] Kālakanni, filha de Virupakkha, e Siri, filha de Dhatarattha, juntas, pegaram guirlandas e perfumes e foram ao lago Anotatta para brincar lá. Bem, neste lago existem muitos lugares de banho: os Buddhas banham-se em seu próprio lugar, os paccekabuddhas no deles, os Irmãos no deles, os ascetas no deles, os deuses dos seis céus-Kāma [ sendo primeiro o céu dos Quatro Reis ] no deles, e as deusas no delas. Essas duas chegaram lá então e começaram a discutir qual das duas devia mergulhar primeira. Kālakanni disse, “Eu ordeno o mundo: é certo que eu me banhe primeiro.” Siri disse: “Eu presido o curso das condutas que dá o senhorio à humanidade: é certo que eu me banhe primeiro.” Então as duas disseram, “Os Quatro Reis saberão qual de nós duas deve banhar-se primeiro no Anotatta. Dhatarattha e Virupakkha disseram, “Não podemos decidir,” e deixaram a tarefa para Virulha e Vessavana. Eles também disseram, “Não podemos decidir, enviaremos a questão aos pés do Senhor” : e perguntaram a Sakra. Ele escutou e pensou, “Estas duas são filhas dos vassalos; não posso decidir este caso” : e então disse a eles, “Há em Benares um mercador chamado Suciparivāra; em sua casa está preparada uma cama e um sofá não usados : aquela que primeiro sentar e descansar lá, é a que deve se banhar primeiro.” Kālakanni escutando em um instante colocou roupas azuis e unção azul e adornou-se com jóias azuis: ela desceu do céu como uma pedra de catapulta, e logo após a meia-noite plainou no ar, difundindo uma luz azul, não distante do mercador que descansava em um sofá na sala de audiências da sua mansão. O mercador olho e viu ela: mas aos olhos dele ela era sem graça e desamável. Falando com ela disse a
primeira estrofe:

Quem é esta em cor tão escura,
Desagradável à vista ?
Quem é você, filha de quem, diga,
Como conheceremos a ti, prego ?

Escutando isto, Kālakanni respondeu com a segunda estrofe:

O grande rei Virupakkha, é meu pai:
Sou Azar ( Infortúnio ), temível Kālakanni:
Dê-me aquele quarto perto de ti, eu desejo.

Então o Bodhisatva falou a terceira estrofe:

Qual a conduta, qual os caminhos,
Das pessoas com quem habitas?
É o que pede minha pergunta :
Marcaremos bem a resposta.

Então ela, falando de suas próprias qualidades, falou a quarta estrofe:

O hipócrita, o arrogante, o moroso,
A pessoa invejosa, gananciosa e traiçoeira:
Tais são os amigos que amo : e disponho
Seus ganhos para que possam perecer completamente.

Falou ainda a quinta, sexta e sétima estrofe:

E mais queridos ainda são a ira e o ódio para mim,
Calúnia e discórdia, difamação e crueldade.

A gente indolente que não sabe seu próprio bem,
Resente de conselho, rude com os seus :

A pessoa levada pela tolice, que despreza amigos,
Ele é meu amigo, nele descansa meu prazer.

Então o Grande Ser, culpando ela, falou a oitava estrofe:

Fora, Kāli: nada te agrada aqui:
Desapareça para outras terras e cidades.

Kālakanni, escutando-o, ficou triste e falou outra estrofe:

Te conheço bem: nada me agrada aqui.
Outros são sem sorte, que acumulam muita coisa ;
Meu irmão-deus e eu faremos tudo desaparecer.

Quando ela foi, Siri a deusa, veio, com trajes e unção dourada e ornamentos de brilho dourado para a porta da sala de audiências, difundindo luz amarela, parada ao nível do chão e com respeito. O Bodhisatva vendo-a repetiu a primeira estrofe:

Quem é esta, divina luz,
No chão firme e verdadeiro?
Quem é você, filha de quem, diga,
Como a conheceremos, prego ?

Siri, escutando-o, falou a segunda estrofe:

O grande rei Dhatarattha é meu pai:
Fortuna e Sorte eu sou, e Sabedoria admiram as pessoas:
Agracie-me com aquela cama, é o que desejo.

(Ele) Que conduta, que caminhos
Das pessoas com quem habitas?
Isto que pede minha pergunta ;
Marcaremos bem a resposta.

(Ela) Aquela que com frio e calor, no vento e no sol,
No meio de sede e fome, que foge de serpente e veneno
Sua obrigação presente dia e noite, faz ;
Com este habito e amo fielmente.

Gentil e amavel, reto, liberal,
Sem culpa e honesto, íntegro, encantador, meigo,
Humilde no lugar alto : tinjo toda sua fortuna,
Como às ondas sua cor no oceano que cresce

À amigos ou inimigos, melhores, iguais ou piores,
Ajudante ou adversário, no escuro ou no dia claro,
Àquele que é gentil, sem ásperas palavras ou maldições,
Sou seu amigo, vivendo ou morrendo, sempre.

Mas se um tolo de mim ganhou algum amor,
E incha orgulhoso e vão,
De seu caminho voluntarioso de irreflexão, fujo,
Como mancha suja.

A boa e má sorte de cada pessoa é seu próprio trabalho, não de outro:
Nem à boa nem à má sorte pode uma pessoa fazer a seus irmãos.

Tal foi a resposta de Siri quando questionada pelo mercador.
O Bodhisatva rejubilou-se com as palavras de Siri, e disse, “Aqui está o sofá e a cama pura, própria sua ; sente e descanse lá.” Ela ficou lá e de manhã saiu para o Céu dos Quatro Grandes Reis e primeiro banhou-se no lago Anotatta. A cama usada por Siri foi chamada Sirisaya : daí a origem da Sirisayana, e por esta razão é assim chamada até hoje.
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Após a lição o Mestre identificou o Jātaka: “Naqueles dias a deusa Siri era Uppalavannā, o mercador Suciparivāra era eu mesmo.”

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

381 Buddha Abutre Aparanna



                                 Monte do Abutre, Índia

381
“Teus caminhos, meu filho...etc.” - O Mestre contou esta história em Jetavana sobre um Irmão indisciplinado. O Mestre perguntou ao Irmão, “Você é realmente indisciplinado?” Ele disse, “Sim, senhor” : e o Mestre disse, “Você não é indisciplinado pela primeira vez; antes também através da indisciplina não fizeste o ordenado pelo sábio e encontraste a morte nos ventos Verambha,” [no mar do mesmo nome] e contou um conto(a) do mundo antigo.
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Certa vez quando Brahmadatra reinava em Benares ( Varanasi ), o Bodhisatva nasceu como um abutre de nome Aparannagijjha, e vivia com um bando de urubus em Gijjhapabbata (Montanha Abutre). Seu filho, Migālopa de nome, era extremamente forte e poderoso; ele voava alto acima do alcance dos outros abutres. Eles falaram ao rei que o filho voava muito alto. Ele chamou Migālopa e disse, “Filho, eles dizem que você voa muito alto: se fizeres isto, trarás a morte para si,” falando três estrofes:

Teus caminhos, filho, me parecem inseguros,
Você plaina muito alto, acima de nossa própria esfera.

Quando a terra não for que um quadrado de terra à tua vista,
Volte, meu filho, e não ouse vôo mais alto.

Agora mesmo outros pássaros tentam plainar as asas em vôos elevados,
Batidos por ventos e tempestades furiosas eles perecem em seu orgulho.

Migālopa por indisciplina não fez o quê o pai ordenou mas subindo e subindo passou do limite que seu pai lhe indicara, clivou mesmo os Ventos Negros quando com eles encontrou, e voou mais acima até encontrar os ventos de Verambha à sua face. Eles bateram nele, e só com a batida foi feito em pedaços e desapareceu no ar.

Desdenhou os sábios conselhos do pai,
Foi para além dos Ventos Negro e Verambha.

Sua esposa, seus filhos, toda a horda da sua casa,
Todos ruíram por causa do pássaro voluntarioso.

Assim aqueles que não acolhem o que seus anciãos dizem,
Como este abutre orgulhoso perdido além dos limites,
Encontra ruína, quando às retas normas desobedece.
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Após a lição o Mestre identificou o Jātaka: “Naquele tempo Migālopa era o Irmão indisciplinado, Aparanna era eu mesmo.”

[ N. do tr.: Pensar direto em Dédalo e Ícaro: aí o engenho humano são os altos vôos.]




quarta-feira, 28 de outubro de 2009

380 Buddha e a moça Asanka




380
“No jardim celeste...etc.” - O Mestre contou esta estória enquanto residia em Jetavana, relativa ao impulso de um Irmão pela antiga esposa. O caso aparecerá no Jātaka 423. O Mestre achou que o Irmão errava porque pensava em sua esposa, então ele disse, “Senhor, esta mulher te machuca: antes também por ela sacrificaste um exército das quatro divisões e habitaste o Himālaia por três anos em grande miséria” : e então contou um velho conto(a).
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Certa vez quando Brahmadatra reinava em Benares ( Varanasi ), o Bodhisatva nasceu numa família brahmin em certa vila daquele país. Quando cresceu, aprendeu as artes em Takkasilā ( Taxila ), tornou-se um asceta e atingindo as Faculdades e as Consecuções vivia de raízes e frutas no Himālaia. Naqueles dias um ser de mérito perfeito caiu do Céu dos Trinta-três e foi concebido como uma menina dentro de uma lótus num lago : e enquanto as outras lótus envelheciam e caíam, ela permaneceu e cresceu. O asceta indo tomar banho e vendo aquilo, pensou, “Outras lótus caíram mas aquela lá permanece e cresce ; por quê isto?” Então botando roupa de banho cruzou o lago, e abrindo a lótus viu a menina. Sentindo como se uma filha fora, tomou-a e levou-a à cabana e cuidou dela. Quando ela chegou aos dezesseis, era bela, e sua beleza excedia a humana mas não atingia a dos deuses. Sakra veio visitar o Bodhisatva. Ele viu a garota, perguntou e soube o modo que foi encontrada e questionou, “O quê ela deve receber?” “Uma moradia e suprimentos de vestuário, ornamento e comida, ó senhor.” Ele respondeu, “Muito bem, senhor,” e criou um palácio de cristal para moradia dela, fez uma cama para ela, roupas ornamentos comida e bebidas divinas. O palácio descia e descansava no chão quando ela saía ; quando ela entrava ele subia e pousava no ar. Ela fazia muitos serviços para o Bodhisatva enquanto vivia no palácio. Um mateiro viu e perguntou, “O quê é esta pessoa para você, senhor?” “Minha filha.” Ele foi a Benares e falou para o rei, “Ó rei, vi no Himālaia uma filha de asceta de grande beleza.” O rei foi pego, escutando isto, e fazendo do mateiro seu guia foi com o exército nas suas quatro divisões para aquele lugar, instalando acampamento pegou o mateiro e sua corte de ministros e entrou no ermitério. Saudou o Bodhisatva e disse, “Senhor, mulheres maculam a vida religiosa ; cuidarei de sua filha.” Bem o Bodhisatva deu à menina o nome de Asankā [Dúvida] porque ela chegou a ele devido o atravessar ao lago questionando-se [duvidando] (āsankā), “O que é esta lótus?” Ele não disse ao rei diretamente, “Pegue-a e vá,” mas disse antes, “Se souberes o nome desta garota, Ó grande rei, pegue-a e vá.” “Senhor, se assim dizes, devo saber.” “Não devo dizê-lo mas quando souberes pegue-a e vá.” O rei concordou, e considerou com seus ministros, “Qual poderá ser o nome dela?” Ele apresentou todos os nomes difíceis de imaginar e falou ao Bodhisatva dizendo, “Tal e tal é seu nome” : mas o Bodhisatva disse que não e o recusou. Assim passou um ano o rei cogitando. Leões e outras bestas apanhavam elefantes e cavalos e pessoas, havia o perigo das cobras, perigo dos mosquitos, e muitos morriam de frio sem coberta. O rei disse ao Bodhisatva, “Que necessidade tenho dela ?” e tomou seu caminho. A jovem Asankā estava na janela de cristal aberta. O rei vendo-a disse, “Não conseguimos descobrir seu nome, viva aqui no Himālaia, iremos embora.” “Grande rei, se você for nunca encontrarás uma esposa como eu. No Céu dos Trinta e três, no jardim Citralatā, há uma trepadeira chamada Asāvati : do seu fruto brota uma bebida e aqueles que dele bebem uma vez enebriam-se por quatro meses e descansam numa cama divina: dá fruto uma vez a cada mil anos e os filhos dos deuses, apesar de dados a bebidas fortes, aguentam a sede por aquele fruto divino dizendo, “Colheremos fruto dela,” e vêm constantemente por todo os mil anos olhar a planta dizendo, “Ela está bem?” Mas você desistiu em apenas um ano: aquele que alcança o fruto de sua esperança, é feliz, não desista ainda,” e então falou três estrofes:

No jardim celeste cresce Asāvati;
Uma vez por mil anos, não mais, a árvore
Dá fruto: por ele os deuses esperam pacientemente.
Tenha esperança, Ó rei, o fruto da esperança é doce :
Um pássaro espera e nunca é derrotado.
Seu desejo, apesar de distante, realiza completamente :
Tenha esperança, Ó rei : é doce o fruto da esperança.

O rei foi pego por suas palavras : reuniu os ministros de novo e cogitando o nome, fez dez tentativas por vez até que outro ano se passou. Mas o nome não estava entre os dez e assim o Bodhisatva o recusou. Novamente o rei disse, “Que necessidade tenho dela?” e tomou seu caminho. Ela se apresentou na janela: e o rei disse, “Você fica, nós partimos.” “Por quê ir embora, grande rei?” “Não consigo descobrir seu nome.” “Grande rei, por que não consegue encontrá-lo ? Esperança não é sem sucesso ; uma siriema no alto do monte realiza seu desejo : por quê você não pode ? Persevere, grande rei. Uma siriema alimenta-se num lago de lótus, mas voando pousou no alto de um monte : ela ficou lá um dia e o dia seguinte pensando, ‘Sou feliz aqui no alto deste monte : se sem sair daqui achar comida e água para beber e assim permanecer este dia, ah, seria delicioso.’ Naquele mesmo dia, Sakra, Rei do céu, esmagou os Asuras e sendo agora senhor do céu dos Trinta e três, estava pensando, ‘Meus desejos foram todos realizados, há alguém na floresta cujos desejos estejam incompletos?’ assim considerando, ele viu a siriema e pensou, ‘Realizarei os desejos deste pássaro até a completude’ ; não longe do lugar em que estava a siriema havia uma corrente e Sakra enviou a corrente num dilúvio até o topo do monte: e então a siriema sem se mover comeu peixe e bebeu água e lá morou por um dia : depois a água desceu e foi embora : assim, grande rei, a siriema fruiu da sua esperança e por quê você não realizaria ? Tenha esperança,” ela disse, seguindo com o resto dos versos. O rei, escutando a história, foi pego e atraído por suas palavras : não conseguiu sair, mas juntando seus ministros, e selecionando cem nomes gastou outro ano cogitando nestes cem nomes. No final do terceiro ano ele veio ao Bodhisatva e perguntou, “Estaria o nome entre os cem, Senhor?” “Você não o sabe, grande rei.” Ele saudou o Bodhisatva, e dizendo, “Iremos agora,” tomou seu caminho. A moça Asankā novamente estava na janela de cristal. O rei a viu e disse, “Você fica, nós saímos.” “Por quê grande rei?” “Você me satisfaz com palavras e não com amor : pego por suas doces palavras gastei aqui três anos, agora irei embora,” e falou três estrofes:

Você agrada-me com palavras não em atos :
A flor sem cheiro, mesmo bela, é mato.
Boas promessas sem cumprimento, é jogar amigo fora,
Nunca doando, sempre acumulando : assim é o fim da amizade.
As pessoas devem falar como fazem, sem prometer o que não podem fazer:
Se falam sem realizar, sábios vêem através dele.
Minhas tropas estão acabadas, meu estoques terminados,
Duvido que minha vida preste: é tempo de ir.

A moça Asankā escutando as palavras do rei disse, “Grande senhor, sabes meu nome, acabaste de dizer ; diga a meu pai meu nome, pegue-me e leve-me,” assim falando com o rei disse:

Príncipe, disseste a palavra que é meu nome:
Venha rei : meu pai atenderá o clamor.

O rei foi ao Bodhisatva, saudou-o e disse, “Senhor, sua filha chama-se Asankā.” “Já que sabes seu nome, pegue-a e leve-a, grande rei.” Então saudando o Bodhisatva, e indo ao palácio de cristal ele disse, “Senhora, seu pai a deu para mim, venha.” “Venha, grande rei, tomarei licença com papai,” ela disse, e descendo do palácio ela saudou o Bodhisatva, tomou licença e foi com o rei. O rei a levou a Benares e viveram felizes, com muitos filhos e filhas. O Bodhisatva continuou em meditação contínua e nasceu no mundo de Brahma.
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Após a lição, o Mestre declarou as verdades e identificou o Jataka :- Após as Verdades, o Irmão foi estabelecido na Fruição do Primeiro Caminho :- “Asankā era a esposa primeira, o rei era o Irmão descontente, o asceta era eu mesmo.” .




terça-feira, 27 de outubro de 2009

379 Buddha Ganso


379
“Urubus e corvos...etc.” - O Mestre contou esta história em Jetavana relativa a certo Irmão. A história é aquela que ele aprende formas de meditação do Mestre e vai depois para uma vila da fronteira. Lá as pessoas, contentes com sua conduta, o alimentam, constrõem para ele uma cabana na floresta, e tiram dele a promessa de que lá viveria, e prestaram-lhe muitas honrarias. Mas depois eles o abandonaram, trocando-o pelos professores da permanência da matéria, depois trocaram pelos da seita que nega a imortalidade, e depois novamente pelos da seita dos ascetas nus : abandonaram-no por estes professores de todas as seitas que vagando, lá chegaram. Assim ele estava infeliz entre estas pessoas que não distinguiam bem e mal, e depois que as chuvas e o festival do fim das chuvas (pavāranā) acabaram, ele retornou ao Mestre, e com a indagação dele sobre onde esteve durante as chuvas, contou que estava infeliz entre pessoas que não distinguiam bem e mal. O Mestre disse, “Sábios antigos, mesmo nascidos como animais, não permaneceram um dia entre aqueles que não distinguiam bem e mal, por quê fizeste tal ?” e então contou um conto(a).
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Certa vez quando Brahmadatra reinava em Benares, o Bodhisatva nasceu como um ganso dourado. Junto com seu irmão mais moço viviam na montanha Citrakuta e alimentavam-se de arroz selvagem do Himālaia. Um dia num vôo de retorno à Citrakuta, viram a montanha dourada Neru e pousaram no seu cume. Ao redor do monte habitavam pássaros e bestas de vários tipos, de vários alimentos : no momento que chegaram na montanha tornaram-se dourados à vista do seu brilho. O irmão do Bodhisatva viu isto mas ignorante da causa disse, “Agora, qual a causa disto?” e assim falando a seu irmão, disse duas estrofes:

Urubus e corvos, e nós os melhores dos pássaros,
Aqui, nesta montanha, parecemos todos iguais.

Chacais ordinários, tigres rivais e seus senhores,
Os leões: qual poderá ser o nome desta montanha?

O Bodhisatva escutando falou a terceira estrofe:

A mais nobre das Montanhas, Neru é seu cume,
Aqui estão todos os animais, visão considerável.

O mais jovem escutando falou as três estrofes restantes:

Onde quer que o bem encontre honra pequena ou nenhuma,
Ou seja menor que outros, não viva aí, mas saia.

Tolo e inteligente, bravo e covarde, todos são honrados igualmente :
Montanha Indiscriminante, homens bons em ti não permanecem !

Grande, indiferente e vil Neru que não separa,
Neru que Não Discrimina, ai de nós! devemos já te deixar.

Desse jeito voaram os dois de lá e foram para Citrakuta.
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Após a lição, o Mestre proclamou as Verdades e identificou o Jātaka: ao terminar as Verdades, aquele Irmão foi estabelecido no fruto do Primeiro Caminho: “Naquele tempo o ganso mais jovem era Ananda, o mais velho era eu mesmo.”

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

378 Brahmadatra e Darimukha



                                 Taxila, Paquistão.

378
“Prazeres dos sentidos...etc.” - Esta história foi contada pelo Mestre enquanto vivia em Jetavana, relativa a Grande Renúncia. O incidente que levou à história já foi contado antes.
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Certa vez o rei Magadha reinava em Rājagaha. O Bodhisatva nasceu de sua rainha mãe, e o chamaram príncipe Brahmadatra. No dia de seu nascimento, o padre da família também teve um filho: sua face era muito bela, e assim o chamaram Darimukha [‘boca de gruta’: talvez ‘muito belo’ possa ser ‘bem largo’]. Cresceram juntos na corte real, e com dezesseis anos foram para Takkasilā ( Taxila ) e aprenderam todas as artes. Então, com o intuito de aquisição das práticas comuns e entendimento das observâncias dos povos, eles vagaram por vilas, cidades e por toda a terra. Assim alcançaram Benares ( Varanasi ), e parando no templo foram dia seguinte à cidade colher ofertas. Numa das casas da cidade o povo cozinhou mingau de arroz e preparou lugares para alimentar brahmins e foram servidos. As pessoas vendo os dois jovens que colhiam ofertas, pensaram, “Os brahmins chegaram,” e recebendo-os colocam uma toalha branca no assento do Bodhisatva e um tapete vermelho no de Darimukha. Darimukha observando o presságio, entendeu que seu amigo seria rei em Benares e ele mesmo chefe do exército. Eles comeram o alimento e com uma benção saíram e foram para o jardim real. O Bodhisatva deitou na assento de pedra real. Darimukha sentou-se massageando os pés. O rei de Benares havia morrido a sete dias. O padre da família realizou ritos fúnebres e enviou o carro festivo por sete dias , já que não havia herdeiro para o trono. Esta cerimônia do carro será explicada no Mahā Janaka Jātaka, jataka 539. Este carro deixou a cidade e foi para o portão do jardim, acompanhado pelas quatro divisões do exército [infantaria, cavalaria, elefantes e carros] e por música de centenas de instrumentos. Darimukha, escutando a música, pensou, “Este carro está vindo para meu amigo, ele será rei ho-je e me dará o lugar de comandante, mas por que preciso ser leigo ? Eu sairei e me tornarei um asceta” ; e assim sem nenhuma palavra ao Bodhisatva ele foi para o lado e permaneceu escondido. O sacerdote parou o carro no portão do jardim, e entrando viu o Bodhisatva deitado no assento de pedra real: vendo as marcas auspícias em seus pés, ele pensou, “Ele tem mérito e merece ser rei mesmo dos quatro continentes com duas mil ilhas ao redor deles, mas o que será de sua coragem ?” Assim mandou os instrumentos tocarem o mais alto possível. O Bodhisatva acordou e tirando a coberta da cara viu a multidão: então cobrindo de novo a face descansou mais um pouco, e levantando quando o carro parou, sentou de perna cruzada no assento. O sacerdote sentado de joelhos disse, “Senhor, o reino cabe a ti.” “Por quê, não há herdeiro ?” “Não, senhor.” “Então ‘tá bem,” e assim aceitou, e eles o ungiram lá no jardim. Em sua grande glória esqueceu Darimukha. Ele subiu no carro e dirigiu entre a multidão de forma solene ao redor da cidade: então, parando no portão do palácio arrumou o lugar dos cortesãos e foi para o terraço. Naquele instante, Darimukha vendo o jardim agora vazio veio e sentou no assento de pedra real do jardim. Uma folha seca cai diante dele. Nisto ele vê os princípios do decaimento e da morte, apreendeu as três marcas das coisas, e fazendo a terra re -ecoar de alegria entrou em paccekabodhi. Naquele instante as características de pai de família sumiram dele, uma tigela e um hábito miraculosos desceram do céu e aderiram a seu corpo, de repente ele tinha os oito requisitos e a aparência de um monge centenário, e por milagre ele voou pelos ares e foi para a cova Nandamula no Himālaia.
O Bodhisatva legislou com retidão mas a grandeza da glória o enfeitiçou e por quarenta anos esqueceu Darimukha. No quadragésimo primeiro lembrou-se dele, e dizendo, “Tenho um amigo chamado Darimukha; onde ele está agora ?” ansiava por vê-lo. Daí em diante mesmo no harém e na assembléia dizia, “Onde está meu amigo Darimukha ? Darei honras a quem me indicar seu domicílio.” Outros dez anos se passaram enquanto ele lembra-se de Darimukha de tempos em tempos. Darimukha, apesar de já ser um paccekabuddha, depois de cinqüenta anos refletiu e soube que seu amigo lembra-se dele: e pensando, “Ele agora está velho e crescido com filhos e filhas, irei pregar-lhe a lei e ordená-lo,” foi pelos ares, e pousando no jardim sentou no assento de pedra real como uma estátua dourada. O jardineiro vendo veio e perguntou, “Senhor, de onde vens?” “Da caverna Nandamulaka.” “Quem és tu ?” “Amigo, sou Darimukha o pacceka.” “Senhor, conheces nosso rei?” “Sim, ele foi meu amigo quando leigo.” “Senhor, o rei anseia em vê-lo, direi de sua chegada.” “Vá e faça isto.” Ele foi e disse ao rei que Darimukha veio e estava sentado na pedra. O rei disse, “Então meu amigo veio, devo vê-lo” : assim subiu no carro e com um grande cortejo foi para o jardim e saudando o paccekabuddha com gentil ternura sentou ao lado. O paccekabuddha disse, “Brahmadatra, legislas com retidão, não segues cursos ruins ou oprimes o povo por dinheiro, e boas obras fazes por caridade ?” e após gentil saudação, “Brahmadatra, estais velho, é tempo de renunciares aos prazeres, e ser ordenado,” e então pregou a lei e falou a primeira estrofe:

Prazeres dos sentidos são pântano e lama:
O ‘horror de raiz tripla’ eu os chamo
Vapor e poeira os proclamo, Senhor :
Torne-se Irmão e abandone a eles todos.

Escutando isto, o rei explicou que estava atado pelos desejos falando a segunda estrofe:

Enfeitiçado, atado e profundamente sujo estou,
Brahmin, com prazeres : pavorosos podem ser,
Mas amo a vida e não possso negá-los :
Boas obras empreendo continuamente.

Então Darimukha apesar do Bodhisatva dizer “Não posso ordenar-me,” não o rejeitou mas mais o exortou:

Aquele que rejeita o conselho de amigo
Que apieda-se e evita sua sina,
Pensando “este mundo é melhor,” não encontra fim,
Tolo, de longos nascimentos dentro do útero.

Aquele temido lugar de punição é seu,
Cheio de sujeira, mal seguro pelo bom:
Os gananciosos seus desejos nunca podem rejeitar,
A carne aprisiona a progênie do sangue.

Assim Darimukha o paccekabuddha , mostra a miséria que surge da concepção e da animação, e depois a do nascimento, falando estrofe e meia:

Coberto de sangue e com grossa sujeira suja,
Todos seres mortais surgem no nascimento:
A partir daí o que tocam está ordenado
A trazê-los na terra dor e sofrimento.

Falo do que vi, não do que escuto
De outros: lembro de tempos passados.

O Mestre agora em sua Perfeita Sabedoria disse, “Assim o paccekabuddha ajudou o rei com boas palavras,” e no fim falou a meia estrofe restante:

Darimukha no ouvido de Sumedha
Sabedoria em muitas doces estrofes explicou.

O paccekabuddha, mostrando a miséria dos desejos, fazendo suas palavras serem entendidas, disse, “Ó rei, sejas ordenados ou não, de qualquer modo falei da fraqueza dos desejos e das bençãos da ordenação, sejas zeloso,” e então como um ganso dourado real elevou-se nos ares, e caminhando nas nuvens alcançou a caverna Nandamulaka. O Grande Ser fez na cabeça a saudação resplendente com os dez dedos colocados juntos e abaixando-se até Darimukha sair da vista: então chamou seu filho mais velho e deu-lhe o reino: e deixando os desejos, enquanto uma grande multidão chorava e lamentava, foi para o Himālaia e construindo uma cabana de folhas foi ordenado asceta: logo ganhou as Faculdades e as Consecuções e no fim da vida foi para o céu de Brahma.
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A lição terminada, o Mestre declarou as verdades : então muitos atingiram o Primeiro Caminho e os restantes : e ele identificou o Jataka : “Naquele tempo o rei era eu mesmo.”