sábado, 30 de julho de 2011

430 Buddha Papagaio rei

430

Vejam ! Inúmeras árvores...etc.” - Esta história o Mestre contou enquanto residia em Jetavana relativa a Verañja. Quando o Mestre após passar a estação chuvosa em Verañja no devido tempo chegou em Savatthi, os Irmãos no Salão da Verdade levantaram uma discussão dizendo, “Senhores, um Tathagata, um kshatria delicadamente nutrido e Buddha, apesar de possuir poderes sobrenaturais com o convite de um brahmin de Verañja permaneceu três meses com ele, e quando devido a tentação de Mara falhou em receber ofertas das mãos do brahmin, mesmo por um único dia, desistiu de todos os caminhos da cobiça e mantendo-se no mesmo lugar por três meses viveu de água e um pouco de farinha de raízes da terra. Oh, a natureza contente dos Tathagatas !” Quando o Mestre veio e inquirindo entendeu o conteúdo da discussão, ele disse, “ Não é nenhuma maravilha, Irmãos, que um Tathagata agora tenha perdido toda a cobiça, sabendo que anteriormente quando nascido em uma forma animal ele abandonou cobiça.” E com isto ele contou uma história do passado. A história toda agora é relatada em detalhe em exatamente do mesmo modo que no conto(a) precedente.


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Vejam ! Inúmera árvores hão aqui, todas verdes e com frutas !

Por quê, papagaio, tu te apegas a esta pobre árvore seca ?


Por longos anos gozamos do suculento fruto que ela carregava,

E apesar destes agora terem ido, ela ainda clama nosso cuidado.


Nem folhas nem frutos ela produz, ai ! Àrvore está morta :

Por quê culpar teus companheiros pássaros, por terem todos partidos?


Eles amava-na por seus frutos e agora que não há nenhum,

Pobres tolos egoístas ! O amor e a gratidão deles acabou.


Tua gratidão reconheço, teu amor constante e verdadeiro,

Virtude certa tal como esta o sábio sempre aprovará.

Te ofereço, Ó pássaro, o que quer que queiras escolher ;

Diga-me, prego, que dom mais regozijaria teu coração ?


Seria que esta árvore pudesse carregar de novo de folhas e frutos frescos ;

Ficaria feliz como aqueles que obtêm um tesouro escondido.


Então foi àrvore borrifada toda com ambrosia por Sakra,

E os galhos brotaram com sombra refrescante tão amável quanto antes


Possa Sakra e todos amados por Sakra abençoados serem,

Como ho-je sou abençoado ao ver esta visão jubilosa.


Assim foi àrvore frutificada pela escolha do papagaio agradecido,

E Sakra e sua rainha nos bosques de Nandana se alegraram.


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O Mestre, sua lição terminada, identificou o Jataka : “ Naqueles dias Sakra era Anuruddha e o papagaio rei era eu mesmo.”


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